Aula 5
Aula 5
1. APRESENTAÇÃO
Pessoal, na aula de hoje vamos ver de forma detalhada o ciclo orçamentário no
Brasil. Nossa base fundamental será a CF/1988, LRF e lei 4320/1964. Porém, você verá
que terei a necessidade a fim de suprir espaços e lacunas de entendimento de usar
alguns artigos da LDO. Em que pese esses artigos nem sempre serem cobrados (mas as
vezes são), eles são fundamentais para você entender o ciclo orçamentário por
completo.
Legenda: considerei que entre 02.02.2018 e 02.04.2018 existem 60 dias; LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias); PPA (Plano plurianual).
Fazendo uma análise sobre o ciclo orçamentário da União, observa-se que a etapa de Elaboração e a
etapa de Discussão, Votação e Aprovação ocorrem em 2016, enquanto que a etapa de Execução
Orçamentária Financeira ocorre em 2017.
1
Art. 77º da lei 4320/1964.
2
§ 4º do Art. 99º da CF/1988
3
Inciso I do § 3º do Art. 166º da CF/1988.
Os Tribunais de Contas e os
órgãos integrantes do sistema de
controle interno poderão solicitar
para exame, até o dia útil
Atuação do controle imediatamente anterior à data
3ª Etapa –
interno ou externo de recebimento das
Execução
sobre editais (antes propostas, cópia de edital de 2017
Orçamentária e
da execução da licitação já publicado, obrigando-
Financeira
despesa). se os órgãos ou entidades da
Administração interessada à
adoção de medidas corretivas
pertinentes que, em função desse
exame, lhes forem determinadas4.
Até 60 dias após a abertura da
Prestação de
sessão legislativa o Presidente 4ª Etapa –
Contas do
da República deve enviar a Controle e 2018
Presidente da
prestação de contas ao Avaliação
República
Congresso Nacional 5.
4
§ 2o do art. 113º da lei 8666/1993.
5
Inciso XXIV do art. 84º da CF/1988.
COMENTÁRIO ÀS QUESTÕES
1. (MPU/2010/Técnico de Apoio/Orçamento) O ciclo orçamentário
compreende um período de tempo que se inicia antes do exercício
correspondente àquele em que o orçamento deve entrar em vigor, sendo
necessariamente superior a um ano.
CERTO, um ano é apenas a 3ª etapa da LOA.
2. (STM/2011/Especialista em Administração) A lei orçamentária anual
elaborada no âmbito da União é, ao mesmo tempo, lei ordinária e
especial.
CERTO, a LOA trata especificamente de apenas um exercício
financeiro.
3. (Cespe/2013/Ministério da Integração) Consoante o atual
ordenamento jurídico brasileiro, em determinado período do ano, duas
leis de diretrizes orçamentárias vigem simultaneamente.
CERTO, em verdade se tomarmos como exemplo o ano de 2020.
Em 2020 está se elaborando a LOA 2021, executando a LOA 2020
e avaliando a LOA 2019. Para cada LOA tem uma LDO orientando
e vigente.
(Cespe/2015/ STJ/ Técnico) Acerca de técnicas e princípios relacionados
com o orçamento público, julgue o item a seguir.
MPU/2010/Analista de Orçamento/Cespe
Previsto no Previsto no
Previsto na Previsto na
ADCT da ADCT da
LRF LDO
CF/1988 CF/1988
2016
Lei 4320/64
Art. 32. Se não receber a proposta orçamentária no prazo fixado nas
Constituições ou nas Leis Orgânicas dos Municípios, o Poder Legislativo
considerará como proposta a Lei de Orçamento vigente.
Lei 4320/1964
Art. 2° A Lei do Orçamento conterá a discriminação da receita e
despesa de forma a evidenciar a política econômica financeira e
o programa de trabalho do Governo, obedecidos os princípios de
unidade universalidade e anualidade.
§ 1° Integrarão a Lei de Orçamento:
I - Sumário geral da receita por fontes e da despesa por
funções do Governo;
II - Quadro demonstrativo da Receita e Despesa segundo as
Categorias Econômicas, na forma do Anexo nº. 1;
III - Quadro discriminativo da receita por fontes e respectiva
legislação;
IV - Quadro das dotações por órgãos do Governo e da
Administração.
§ 2º Acompanharão a Lei de Orçamento:
I - Quadros demonstrativos da receita e planos de aplicação dos
fundos especiais;
II - Quadros demonstrativos da despesa, na forma dos Anexos de 6 a
9;
III - Quadro demonstrativo do programa anual de trabalho do
Governo, em termos de realização de obras e de prestação de
serviços.
Lei 4320/1964
Art. 22. A proposta orçamentária que o Poder Executivo encaminhará
ao Poder Legislativo nos prazos estabelecidos nas Constituições e nas
Leis Orgânicas dos Municípios, compor-se-á:
I - Mensagem, que conterá: exposição circunstanciada da
situação econômico-financeira, documentada com
demonstração da dívida fundada e flutuante, saldos de créditos
especiais, restos a pagar e outros compromissos financeiros
exigíveis; exposição e justificação da política econômico-
financeira do Governo; justificação da receita e despesa,
particularmente no tocante ao orçamento de capital;
II - Projeto de Lei de Orçamento;
III - Tabelas explicativas, das quais, além das estimativas de receita e
despesa, constarão, em colunas distintas e para fins de comparação:
a) A receita arrecadada nos três últimos exercícios anteriores àquele
em que se elaborou a proposta;
b) A receita prevista para o exercício em que se elabora a proposta;
c) A receita prevista para o exercício a que se refere a proposta;
d) A despesa realizada no exercício imediatamente anterior;
e) A despesa fixada para o exercício em que se elabora a proposta; e
f) A despesa prevista para o exercício a que se refere a proposta.
IV - Especificação dos programas especiais de trabalho
custeados por dotações globais, em termos de metas visadas,
decompostas em estimativa do custo das obras a realizar e dos
serviços a prestar, acompanhadas de justificação econômica,
financeira, social e administrativa.
Parágrafo único. Constará da proposta orçamentária, para cada
unidade administrativa, descrição sucinta de suas principais
finalidades, com indicação da respectiva legislação.
Lei 13.242/2015
Art. 8º O Projeto de Lei Orçamentária de 2016, que o Poder
Executivo encaminhará ao Congresso Nacional, e a respectiva Lei
serão constituídos de:
I - texto da lei;
II - quadros orçamentários consolidados relacionados no
Anexo I;
III - anexo dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social,
contendo:
a) receitas, discriminadas por natureza, identificando as fontes de
recursos correspondentes a cada cota-parte de natureza de receita, o
orçamento a que pertencem e a sua natureza financeira (F) ou
primária (P), observado o disposto no art. 6o da Lei no 4.320, de
1964; e
b) despesas, discriminadas na forma prevista no art. 7o e nos demais
dispositivos pertinentes desta Lei;
IV - discriminação da legislação da receita e da despesa,
referente aos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social; e
V - anexo do Orçamento de Investimento a que se refere o § 5o,
inciso II, do art. 165 da Constituição Federal, na forma definida nesta
Lei.
Lei 13.242/2015
Art. 10º A MENSAGEM que encaminhar o Projeto de Lei
Orçamentária de 2015 conterá:
I - resumo da política econômica do País, análise da conjuntura
econômica e atualização das informações de que trata o § 4o do art.
4o da Lei de Responsabilidade Fiscal, com indicação do cenário
macroeconômico para 2015, e suas implicações sobre a proposta
orçamentária de 2016;
II - resumo das políticas setoriais do governo;
III - avaliação das necessidades de financiamento do Governo
Central relativas aos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social,
explicitando receitas e despesas e os resultados primário e nominal
implícitos no Projeto de Lei Orçamentária de 2016, na Lei
Orçamentária de 2015 e em sua reprogramação e os realizados em
2014, de modo a evidenciar:
a) a metodologia de cálculo de todos os itens computados na avaliação
das necessidades de financiamento; e
b) os parâmetros utilizados, informando, separadamente, as variáveis
macroeconômicas de que trata o Anexo de Metas Fiscais referido no
inciso II do § 2o do art. 4o da Lei de Responsabilidade Fiscal,
verificadas em 2014 e suas projeções para 2015 e 2016;
IV - indicação do órgão que apurará os resultados primário e
nominal, para fins de avaliação do cumprimento das metas;
V - justificativa da estimativa e da fixação, respectivamente,
dos principais agregados da receita e da despesa; e
VI - demonstrativo sintético, por empresa, do Programa de
Dispêndios Globais, informando as fontes de financiamento, com o
detalhamento mínimo igual ao estabelecido no § 3o do art. 37, bem
como a previsão da sua respectiva aplicação, e o resultado primário
dessas empresas com a metodologia de apuração do resultado.
COMENTÁRIO ÀS QUESTÕES
Início da
Recepção no CN Aprovação da
Envio do Apresentação votação da Aprovação do
e LOA pelas duas
PLOA de Emendas à CMPOF. A Parecer na
encaminhamento casas na forma do
2017 CMPOF votação é por CMPOF
à CMPOF regimento comum
partes (temas).
31.08 22.12
2016
6
Resolução CN 01/2006
Art. 16. A indicação e a designação dos Relatores observarão as seguintes disposições:
I - as lideranças partidárias indicarão o Relator-Geral e o Relator da Receita do projeto de lei orçamentária anual, o Relator do
projeto de lei de diretrizes orçamentárias e o Relator do projeto de lei do plano plurianual;
II - o Relator do projeto de lei do plano plurianual será designado, alternadamente, dentre representantes do Senado Federal e da
Câmara dos Deputados, não podendo pertencer ao mesmo partido ou bloco parlamentar do Presidente;
III - o Relator do projeto de lei de diretrizes orçamentárias e o Relator-Geral do projeto de lei orçamentária anual não poderão
pertencer à mesma Casa, partido ou bloco parlamentar do Presidente;
IV - as funções de Relator-Geral do projeto de lei orçamentária anual e Relator do projeto de lei de diretrizes orçamentárias serão
exercidas, a cada ano, alternadamente, por representantes do Senado Federal e da Câmara dos Deputados;
V - o Relator da Receita do projeto de lei orçamentária anual não poderá pertencer à mesma Casa, partido ou bloco parlamentar
do Relator-Geral do projeto de lei orçamentária anual;
VI - as lideranças partidárias indicarão os Relatores Setoriais do projeto de lei orçamentária anual segundo os critérios da
proporcionalidade partidária e da proporcionalidade dos membros de cada Casa na CMO;
VII - os Relatores Setoriais do projeto de lei orçamentária anual serão indicados dentre os membros das Comissões Permanentes
afetas às respectivas áreas temáticas ou dentre os que tenham notória atuação parlamentar nas respectivas políticas públicas;
VIII - o critério de rodízio será adotado na designação dos Relatores Setoriais do projeto de lei orçamentária anual, de forma que
não seja designado, no ano subsequente, membro de mesmo partido para relator da mesma área temática;
IX - o Relator das informações de que trata o art. 2º, III, b, não poderá pertencer à bancada do Estado onde se situa a obra ou
serviço;
X - cada parlamentar somente poderá, em cada legislatura, exercer uma vez, uma das seguintes funções:
a) Relator-Geral do projeto de lei orçamentária anual;
b) Relator da Receita do projeto de lei orçamentária anual;
c) Relator Setorial do projeto de lei orçamentária anual;
d) Relator do projeto de lei de diretrizes orçamentárias;
e) Relator do projeto de lei do plano plurianual.
Leia o artigo a seguir e veja que o Legislativo federal vem a cada ano
utilizado a reestimativa da receita como fonte de recursos para emendas.
7
Art. 56. A Reserva de Recursos será composta dos eventuais recursos provenientes da reestimativa das receitas,
da Reserva de Contingência e outros definidos no Parecer Preliminar, deduzidos os recursos para atendimento
de emendas individuais, de despesas obrigatórias e de outras despesas definidas naquele Parecer.
Art. 30. A análise da estimativa da Receita e das respectivas emendas é de competência do Relator da Receita.
§ 1º O Relatório da Receita será votado previamente à apresentação do Relatório Preliminar, observados os
prazos estabelecidos no art. 82.
§ 2º No prazo de até 10 (dez) dias após a votação do último Relatório Setorial, o Relator da Receita poderá
propor a atualização da receita aprovada, tendo em vista eventual revisão de parâmetros e da legislação
tributária, com base em avaliação do Comitê de Avaliação da Receita.
§ 3º Os recursos oriundos da reestimativa prevista no § 2º serão alocados nas emendas coletivas de apropriação
proporcionalmente aos atendimentos efetuados nos relatórios setoriais.
8
Art. 165
§ 9º - Cabe à lei complementar:
III – dispor sobre critérios para a execução equitativa, além de procedimentos que serão adotados quando
houver impedimentos legais e técnicos, cumprimento de restos a pagar e limitação das programações de
caráter obrigatório, para a realização do disposto no § 11 do art. 166.
Emendas
Individuais para
LOA 2017
Considera os RP até o limite de 0,6% da RCL
1,2% da RCL arrecadada
Limite na 3ª da LOA 2016 , sendo
etapa da LOA 0,6% RCL para ações de
saúde
Pode ser reduzido em caso de reestimativa da
receita e despesa, na mesma proporção da
redução das despesas discrionárias
Não se aplica
integralmente em caso
de impedimento de
ordem técnica
Após 30 de Novembro, as
programações deixam de se
obrigatórias desde que haja a
notificação ao CN contendo as
justificativas para o impedimento.
COMENTÁRIO ÀS QUESTÕES
Figura 10: Execução de despesas quando a LOA não é sacnionada até 31/12
Algumas despesas são executadas normalmente: as
mencionadas nos artigo 56, exceto as despesas
correntes de caráter inadiável.
COMENTÁRIO ÀS QUESTÕES
Lei 4.320/1964
Art. 47. Imediatamente após a promulgação da Lei de Orçamento e
com base nos limites nela fixados, o Poder Executivo aprovará um
quadro de cotas trimestrais da despesa que cada unidade
orçamentária fica autorizada a utilizar.
Lei 13.242/2015
Art. 54. Os Poderes, o Ministério Público da União e a
Defensoria Pública da União deverão elaborar e publicar por
ato próprio, até trinta dias após a publicação da Lei Orçamentária de
2016, cronograma anual de desembolso mensal, por órgão, nos
termos do art. 8o da Lei de Responsabilidade Fiscal, com vistas ao
cumprimento da meta de superávit primário estabelecida nesta Lei.
Fluxo de Ingressos
2017
Fluxo de Dispêndios
Figura 12: Fluxo de Ingressos e Dispêndios quando a meta não foi alcançada
Fluxo de Ingressos
2000 (arrecadado)
Ponto Crítico A: 1600 (arrecadado) 2000 (arrecadado) Ponto Crítico B: 2150 (arrecadado)
Ponto Crítico B:
Ponto Crítico A: Valor arrecadado Valor arrecadado
Valor arrecadado Valor arrecadado acumulado: 7750
2000 (meta) 2000 (meta) acumulado: 3600 2000 (meta) 2000 (meta)
acumulado: 1600 acumulado: 5750
2017
Fluxo de Dispêndios
Despesas em Geral
Contingenciadas apenas
quando ocorrer reestimativa
da receita LOA a menor
Não são contingenciadas (receita primária líquida de
transferências constitucionais
e legais)
6.2.Descentralização de Recursos
Posteriormente a descentralização de crédito, ocorrerá a
descentralização de recursos. Quando a descentralização envolver
unidades gestoras de um mesmo órgão tem-se a descentralização
interna, também chamada de SUB-REPASSE. Se, porventura, ocorrer
entre unidades gestoras de órgãos ou entidades de estrutura
diferente, ter-se-á uma descentralização externa, também
denominada de REPASSE. A Figura 16 ilustra a descentralização de
recursos na União.
COMENTÁRIO ÀS QUESTÕES
15. (Cespe/IPEA/2008) Tendo em vista que são constituídos por recursos
correspondentes a exercícios financeiros já encerrados, os restos a pagar
não integram a programação financeira do exercício em curso.
ERRADO, os restos a pagar compõem a programa financeira.
9
Art. 79. Ao órgão incumbido da elaboração da proposta orçamentária ou a outro indicado na legislação, caberá o controle estabelecido no inciso III do artigo 75
[cumprimento do programa de trabalho].
CF/1988
Art. 166. Os projetos de lei relativos ao plano
plurianual, às diretrizes orçamentárias, ao
orçamento anual e aos créditos adicionais serão
Recepção da prestação de apreciados pelas duas Casas do Congresso
contas pelo Congresso e Nacional, na forma do regimento comum.
envio à CMO que deve
§ 1º - Caberá a uma Comissão mista
elaborar parecer prévio.
permanente de Senadores e Deputados:
I-examinar e emitir parecer sobre os projetos
referidos neste artigo e sobre as contas
apresentadas anualmente pelo Presidente da
República;
CF/1988
Art. 49. É da competência exclusiva do Congresso
Nacional:
Julgamento das contas
IX - julgar anualmente as contas prestadas pelo
Presidente da República e apreciar os relatórios
sobre a execução dos planos de governo;
Envio da
Recepção no CN Julgamento da
Abertura da Prestação de Elaboração do Elaboração de
e PCPR pelas duas
Sessão Até 60 dias Contas do Até 60 dias Parecer Prévio e Parecer na
encaminhamento casas na forma do
Legislativa Presidente da devolução ao CN CMPOF
ao TCU regimento comum
República ao CN
31.08 22.12
02.02
1ª Etapa da LOA: Elaboração 2ª Etapa da LOA: Aprovação 3ª Etapa da LOA: Execução Orçamentária e Financeira 4ª Etapa da LOA – Controle Ex-Post
COMENTÁRIO ÀS QUESTÕES
Pessoal, a fim de possibilitar que você tenha contato com as vedações gerais ao ciclo orçamentário, elaborei
o Quadro 9.
Quadro 9: Vedações gerais ao ciclo
Tipo de
Descrição na CF/1988 Aplicação
Vedação
Qualquer programa novo deve constar
Art. 167. São vedados: I - o início de programas ou
Absoluta na LOA. Não há essa obrigação para o
projetos não incluídos na lei orçamentária anual;
PPA.
Não se pode começar uma licitação sem
Art. 167. São vedados: II - a realização de despesas ou
ter o crédito disponível. Não se
a assunção de obrigações diretas que excedam os Absoluta
consegue empenhar no SIAFI além do
créditos orçamentários ou adicionais;
limite do crédito disponível.
Art. 167. São vedados: III - a realização de operações
Essa é a regra de ouro. A regra de ouro
de créditos que excedam o montante das despesas de
pode ser quebrada, desde que obtenha
capital, ressalvadas as autorizadas mediante créditos Relativa
maioria absoluta junto ao Poder
suplementares ou especiais com finalidade precisa,
Legislativo.
aprovados pelo Poder Legislativo por maioria absoluta
Art. 167. São vedados: IX - a instituição de fundos de Para se criar um fundo é necessária
Relativa
qualquer natureza, sem prévia autorização legislativa. autorização legislativa.
Art. 167. São vedados: X - a transferência voluntária de Não pode a União conceder
recursos e a concessão de empréstimos, inclusive por transferências voluntária ou um banco
antecipação de receita, pelos Governos Federal e federal (Banco do Brasil, CEF ou
Estaduais e suas instituições financeiras, para Absoluta BNDES) conceder empréstimo a Estados
pagamento de despesas com pessoal ativo, inativo e ou Municípios cuja finalidade seja
pensionista, dos Estados, do Distrito Federal e dos pagamento de despesas com pessoal
Municípios. destes.
Art. 167. São vedados: XI - a utilização dos recursos
Não se pode utilizar as contribuições
provenientes das contribuições sociais de que trata o
previdenciárias patronais ou dos
art. 195, I, a, e II, para a realização de despesas Absoluta
empregados para pagar despesas não
distintas do pagamento de benefícios do regime geral
previdenciárias.
de previdência social de que trata o art. 201.
Despesas plurianuais de investimentos
Art. 167. São vedados: § 1º - Nenhum investimento
devem constar no PPA ou lei que
cuja execução ultrapasse um exercício financeiro poderá
autorize sua inclusão (exemplo um
ser iniciado sem prévia inclusão no plano plurianual, ou Absoluta
crédito adicional que criar dotação de
sem lei que autorize a inclusão, sob pena de crime de
investimento plurianual e retifica a LOA
responsabilidade.
e o PPA simultaneamente).
COMENTÁRIOS ÀS QUESTÕES
10
SANCHES, Osvaldo Maldonado: O ciclo orçamentário: uma reavaliação à luz da Constituição de 1988: Revista
de Administração Pública, Rio de Janeiro: FGV, v. 27, n.4, pp. 54-76, out./dez. 1993
COMENTÁRIOS À QUESTÃO
25 A norma legal que institui o orçamento público anual deve definir, de forma
regionalizada, as despesas para custear os investimentos em programas de
duração continuada.
35. (TCU/2015/Auditor) Ainda que não esteja compatível com o plano plurianual,
a emenda ao projeto de lei orçamentária que pretender consignar recursos para
transferência a empresa estatal com o objetivo de financiar a construção de uma
usina hidrelétrica poderá ser apresentada na Comissão Mista de Orçamento por
qualquer parlamentar.
BATERIA CESPE