O documento discute a evolução do trabalho ao longo da história, passando por seis fases principais, e aborda conceitos de higiene e segurança no trabalho, incluindo suas legislações, objetivos e causas de acidentes.
O documento discute a evolução do trabalho ao longo da história, passando por seis fases principais, e aborda conceitos de higiene e segurança no trabalho, incluindo suas legislações, objetivos e causas de acidentes.
O documento discute a evolução do trabalho ao longo da história, passando por seis fases principais, e aborda conceitos de higiene e segurança no trabalho, incluindo suas legislações, objetivos e causas de acidentes.
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EE.
CORONEL CALHAU CURSO TÉCNICO EM SECRETARIADO – MÓDULO 2
HIGIENE E SEGURANÇA NO TRABALHO
PROF.: NÁDIA COURA
DISCIPLINA: GESTÃO DE PESSOAS
A Evolução do Trabalho através dos Tempos O Homem através da sua capacidade de raciocínio percebeu, gradativamente, a necessidade de constituir grupos de pessoas e de viver em sociedade. Assim, conseguiu desenvolver ao longo de sua existência um modo de vida e uma tecnologia de produção capaz de garantir a sua sobrevivência no planeta. Desta forma, percebe-se através da história que as atividades do processo de produção evoluíram com o homem de acordo com as suas demandas e necessidades. Ao longo dos anos, surgiram seis fases do trabalho: 1ª Fase – Produção de Subsistência: O trabalho é feito para prover as necessidades de subsistência do Homem; O trabalho se resume às atividades de caça e pesca garantindo o sustento e as necessidades de sobrevivência. 2ª Fase – Produção Artesanal (Agrícola/Pastoreio): ● Trabalho manual, de produção agrícola; ● Produção de natureza artesanal; ● O Homem aprende a plantar, a cultivar e principalmente, a armazenar; ● O pequeno excesso da produção era trocado ou era vendido. 3ª Fase – Produção Industrial: ● Descoberta da energia hidráulica, máquina a vapor e da eletricidade; ● Transformação da sociedade agrária em sociedade Industrial; ● Grande incremento da Produção; ● Invenção da máquina de fiar/1738; ● “Revolução Industrial” – Inglaterra (1760 –1830); ● A atividade artesanal foi substituída pelo trabalho nas fábricas; ● Grandes concentrações de trabalhadores em fábricas, improvisadas, com grande número de acidentes. 4ª Fase – Produção em Série: ● Produção automobilística (Henry Ford -1905). ● Cada operário passa a fazer, repetidamente, apenas um tipo de tarefa. ● Aceleração da linha de produção. ● Incorporação de novos conceitos sistematizados que passam a garantir uma ● produção sequencial, padronizada e em grande escala. 5ª Fase – Automação Tecnológica (Reengenharia/Robótica): ● Produção automatizada (A partir da década de 1950). ● Diminuição da força braçal. ● Fechamento de postos de trabalho. ● A globalização exige novas regras para os meios de produção. 6ª Fase – Serviços de Terceirização; Serviços Autônomos; Cooperativas de mão de obra. (A partir da década de 1980). ● Diminui as responsabilidades diretas e os custos dos encargos sociais; ● Não se contrata mais um trabalhador e sim, a prestação de serviços; ● Precarização da mão de obra e perda de direitos conquistados; ● Sindicatos fragilizados. É consenso geral entre juristas e magistrados que os direitos trabalhistas servem para equilibrar as posições entre os sujeitos das relações de trabalho. Volta e meia, escutamos legisladores e outros dizendo que essas leis devem se adequar ao tempo que vivemos, visto que a Consolidação das Leis de Trabalho (CLT) é antiga – de 1943 – e talvez não leve em consideração todas as mudanças sociais e econômicas que ocorreram nesse período. Legislações que Norteiam a Segurança do Trabalho A Segurança do Trabalho é definida por normas e leis. No Brasil a Legislação de Segurança do Trabalho baseia-se na Constituição Federal, na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), nas Normas Regulamentadoras (NR) e em outras leis complementares como portarias, decretos e convenções internacionais da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e Organização Mundial da Saúde (OMS). Conceito A higiene do trabalho ou higiene ocupacional é um conjunto de medidas preventivas relacionadas ao ambiente do trabalho, visando a redução de acidentes de trabalho e doenças ocupacionais. A higiene do trabalho consiste em combater as doenças profissionais (Wikipédia, 2014). Uma das atividades da higiene do trabalho é a análise ergonômica do ambiente de trabalho, não apenas para identificar fatores que possam prejudicar a saúde do trabalhador e no pagamento de adicional de insalubridade/periculosidade, mas para eliminação ou controlar esses riscos, e para a redução do absenteísmo (doença). A capacidade analítica desenvolvida nesse esforço permite ir além, na forma de identificação e proposição de mudanças no ambiente e organização do trabalho que resultem também no aumento da produtividade, e da motivação e satisfação do trabalhador que resultem na redução de outros tipos de absenteísmo que não relacionado às doenças (Wikipédia, 2014). Higiene no trabalho A higiene no trabalho pode ser entendida como o conjunto de normas e procedimentos voltados para a proteção da integridade física e mental do trabalhador, procurando resguardá-lo dos riscos de saúde relacionados com o exercício de suas funções e com o ambiente físico onde o trabalho é executado. Para (Souza et al., 2012). Os esforços nesta área buscam o reconhecimento, a avaliação e o controle dos riscos à saúde dos empregados, visando a prevenção das doenças ocupacionais, ou seja, aquelas relacionadas à profissão. Seus principais objetivos são: ● Eliminar ou minimizar os fatores que propiciam o surgimento das doenças profissionais. ● Reduzir os efeitos prejudiciais provocados pelo trabalho. ● Prevenir o agravamento de doenças, lesões ou deficiências apresentadas pelos empregados. ● Favorecer a execução da Produtividade. O escopo, ou área de abrangência, da higiene no trabalho envolve três funções básicas: Medicina Preventiva - Visa estabelecer a prevenção e o controle das principais doenças que costumam se manifestar na população, evitando que os empregados da organização sejam atingidos por elas. Os exames médicos periódicos são um exemplo deste tipo de ação. Prevenção sanitária - Está voltada para a preservação de condições adequadas de higiene no ambiente de trabalho, como combatendo os possíveis focos de contaminação. São exemplos de ações neste sentido o tratamento da água, e a manutenção do asseio nas instalações sanitárias. Medicina ocupacional - Visa à adaptação do empregado à sua função, ao enquadramento do trabalhador em cargo adequado às suas aptidões fisiológicas e a proteção contra riscos resultantes da presença de agentes prejudiciais à saúde. Como exemplo de procedimentos relacionados à essa função, podemos citar a realização de exames médicos admissionais e periódicos e o desenvolvimento de programas de reabilitação e readaptação funcional. Principais Objetivos da Higiene do Trabalho As atividades relacionadas à higiene e segurança no trabalho têm como preocupação básica a garantia de condições adequadas à manutenção da saúde e do bem-estar dos empregados. Além de possuírem caráter obrigatório, as ações neste sentido demonstram o grau de seriedade com que uma organização trata seus trabalhadores e o nível de responsabilidade social que a mesma possui (Souza, 2012). Segurança no trabalho Segurança no trabalho é o conjunto de medidas tomadas com o objetivo de prevenir acidentes. Suas principais estratégias de atuação são a eliminação das condições inseguras do ambiente e o convencimento dos trabalhadores para que adotem práticas preventivas. A segurança no trabalho constitui um dos fatores decisivos para o aumento da produtividade. Isso ocorre tanto pela redução dos afastamentos devidos a acidentes quanto aos prejuízos para o ambiente, o clima psicológico que a falta de condições de segurança adequadas gera. O primeiro passo para o combate aos acidentes de trabalho é, naturalmente, a identificação dos fatores que proporcionam a sua ocorrência. Tais fatores podem estar mais diretamente relacionados aos trabalhadores ou ao ambiente de trabalho. As principais causas de acidentes são as seguintes: Características pessoais inadequadas, apresentando problemas relacionados à personalidade, inteligência, motivação, aptidões sensoriais e motoras ou experiência. Comportamentos disfuncionais, como desatenção, esquecimento, negligência e imprudência. Características de degradação do ambiente de trabalho, como a presença de agentes potencialmente causadores de acidentes, equipamentos mal projetados ou em precário estado de conservação ou layout (arranjo físico) mal definido. Todas as causas anteriormente citadas podem ser controladas pela direção da organização. Logicamente, os esforços nesse sentido não poderão garantir o alcance de um índice zero de acidentes, pois existirá sempre a possibilidade de ocorrerem falhas humanas, defeitos nos equipamentos ou outras contingências desfavoráveis. Porém, a falta de cuidados direcionados ao controle das causas básicas de acidentes, irá elevá-los sensivelmente. Acidente de Trabalho É qualquer ocorrência não programada, inesperada que interfere e/ou interrompe o processo normal de uma atividade, trazendo como consequência isolada ou simultânea, danos materiais e/ou lesões ao homem. Acidente do trabalho é todo aquele que ocorre pelo exercício do trabalho, a serviço da empresa, provocando lesão corporal, perturbação funcional doença que cause a morte, perda ou redução permanente ou temporária de condições para o trabalho. São considerados acidentes do trabalho, os acidentes ocorridos durante o horário de trabalho e no local de trabalho, em consequência de agressão física, ato de sabotagem, brincadeiras, conflitos, ato de imprudência, negligência ou imperícia, desabamento, inundação e incêndio. Também são acidentes de trabalho os que ocorrem: ● Quando o empregado estiver executando ordem ou realizando serviço sob o mando do empregador. ● Em viagem a serviço da empresa. ● No percurso da residência para o local de trabalho. ● No percurso do trabalho para a casa. ● Nos períodos de descanso ou por ocasião da satisfação de necessidades fisiológicas, no local de trabalho. ● Por contaminação acidental do empregado no exercício de sua atividade. Não é considerado “Acidente de Trabalho”: ● Aquele que provoca somente danos materiais. ● A auto-lesão provocada pelo trabalhador com o fim de colher vantagens pessoais. ● As Doenças onde não é possível estabelecer o “nexo causal” entre a doença e o tipo de trabalho executado. ● Doenças degenerativas e as doenças típicas de determinadas regiões. ● Ex: Miopia, diabetes; cardiopatias; malária, etc... Causas de Acidentes do Trabalho São várias as causas dos acidentes, sejam do trabalho, do trajeto, ou por doenças profissionais.Essas causas são basicamente separadas em dois grupos, a saber: Ato Inseguro É o que depende do ser humano, que, de maneira consciente ou não, provoca dano ao trabalhador, aos companheiros e às máquinas e equipamentos. É o ato praticado pelo homem, em geral consciente do que está fazendo, que está contra as normas de segurança. São exemplos de atos inseguros: subir em telhado sem cinto de segurança contra quedas, ligar tomadas de aparelhos elétricos com as mãos molhadas, excesso de confiança, falta de atenção, dirigir a altas velocidades e outros. Condições Inseguras São as condições que, presentes no ambiente de trabalho, comprometem a integridade física e/ou a saúde do trabalhador, bem como a segurança das instalações e dos equipamentos. É a condição do ambiente de trabalho que oferece perigo e/ou risco ao trabalhador. São exemplos de condições inseguras: instalação elétrica com fios desencapados, máquinas em estado precário de manutenção, andaime de obras de construção civil feitos com materiais inadequados, falta de limpeza e higiene. SESMT e CIPA Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho – (SESMT) é o quadro de profissionais que fazem parte do quadro de Segurança do Trabalho de uma empresa, quando necessário, e é formado de uma equipe multidisciplinar composta pelos seguintes profissionais: ● Técnico de Segurança do Trabalho; ● Engenheiro de Segurança do Trabalho; ● Médico do Trabalho; ● Enfermeiro de Segurança do Trabalho. A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – (CIPA) é composta por representantes do empregador e dos empregados que têm a responsabilidade de auxiliar o SESMT nas atividades prevencionistas. Tem como objetivo a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho, de modo a tornar compatível permanentemente o trabalho com a preservação da vida e a promoção da saúde do trabalhador. Cor na Segurança do Trabalho A Norma Regulamentadora – NR 26 tem por objetivo fixar as 12(doze) cores que devem ser usadas nos locais de trabalho para prevenção de acidentes, identificando os equipamentos de segurança, delimitando áreas, identificando as canalizações empregadas nas indústrias para a condução de líquidos e gases, e advertindo contra riscos. Deverão ser adotadas cores para segurança em estabelecimentos ou locais de trabalho,de acordo com o tipo de empresa a fim de indicar e advertir acerca dos riscos existentes. A descrição das cores adotadas para a sinalização de segurança são as seguintes: Vermelho: Utilizada para distinguir ou indicar equipamentos e aparelhos de proteção e combate a incêndio, como caixas de alarme de incêndio, hidrantes, sirenes, caixas com cobertores para abafar chamas; Amarelo: Identifica gases não liquefeitos e é empregado para sinalizar “Cuidado!” em corrimões, parapeitos, pisos e outros obstáculos que apresentam risco; Branco: Geralmente aplicado na forma de faixas, sinalizando passarelas e corredores de circulação, delimitando bebedouros e coletores de resíduos, zonas de segurança e áreas de segurança; Preto: Usada para identificar canalizações de inflamáveis e combustíveis de alta viscosidade; Azul: Indica “Cuidado!” para uso e movimentação de equipamentos que devem ficar fora de serviço, como fontes de potência, canalizações de ar comprimido e dispositivos em manutenção; Verde: Caracteriza a segurança. Devem ser utilizados para identificar marcas, chuveiros de segurança, caixas de dispositivos de segurança e primeiros socorros, mangueiras de oxigênio, entre outros; Laranja: Indica canalizações contendo ácidos, partes móveis de máquinas, faces externas de polias e engrenagens, dispositivos de corte, prensas e outros dispositivos potencialmente perigosos; Púrpura: Usado para indicar perigos provenientes de radiações eletromagnéticas; Lilás: Aponta canalizações que contenham álcalis e lubrificantes; Cinza: Indica canalizações em vácuo (geralmente cinza claro) e eletrodutos (cinza escuro); Alumínio: Utilizado em canalizações contendo gases liquefeitos, inflamáveis e combustíveis de baixa viscosidade; Marrom: A critério da empresa pode ser adotado para identificar qualquer fluido ou produto que não se encaixa nas demais cores.