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‘Titulo do original em italiano WALTER GROPIUS E LA BAUHAUS © Giulio Einaudi Eiitore,s p.a., Tarim, 1951 Reservam-se 0s direitos desta edigio & EDITORAJOSE OLYMPIOLIDA. Rua Argentina, 171 ~ 1° andar ~ Sio Crist6vo 20921-380 — Rio de Janciro, RJ — Repablica Federativa do Brasil Tal: 21) 2585-2060 Fax: 21) 2585-2086 Printed in Brazil | mpresso no Brasil Atendemos pelo Reembolso Postal ISBN 85-03-008106 Se iat a UNS Ane VL (Capa: Vicror BURTON CIP-Brasl,Catalogagao-na-fonte ‘Sindicato Nacional dos Editores de Livros, RU. ABGW ‘Walter Gropius ea Bauhaus Giulio Carlo Argan; raducio ‘Melo; posficio de Bruno Contardi.— ‘Olympio, 2005. ibliografia ISBN85.03-00810.6 1. Gropius, Walter, 1883-1962. 2. Bauhaus (Escola). 3. Arquitetura moderna -Sérulo XX. 4. Arguitetua alema~Séeulo XX. Tilo. cpp - 72491 05-1019 DU - 72.036 GISELE, ~ (2 CoPiAs walter Gropius e a bavhaus ‘Tradugio Joana Angélica d’ Avila Melo JOSE OLYMPIO EDITORAINTRODUCAO ‘Walter Gropius foi um homem do primeiro pés-guerra. Sua obra de arquiteto, de te6rico, de organizador e diretor da admiré- vel escola de arte que foi a Bauhaus 6 inseparivel da condigéo hist6- rica da reptblica de Weimar e da frégil democracia alems. Gropius investiu toda a sua cultura figurativa e te6rica, bem como seu destino de artista, naquele momento erftico da hist6ria européia. Sua racionalidade, sua positividade e até mesmo seu ctimismo ao desenhar programas de reconstrugo social brilham sobre o fundo sombrio da derrota alema e da angtistia do pés-guer- +a; sua f num futuro melhor para o mundo esconde um profundo ceticismo, um ldcido desespero. Nao se tratava apenas de uma defesa psicolégica e moral: aquele supremo prestigio da razio era também a Gltima heranga da grande cultura alem@, a Gnica forga de resgate que a Alemanha podia extrairdo proprio passado. A obra de Gropius se enquadra na crise dos grandes ideais que caracte- riza a cultura alema do século XX; nasce, também ela, da desagre- aco sofrida pelos grandes sistemas e da confianga depositada numa critica construtiva, capaz de apontar e resolver os proble- ‘mas imediatos da existéncia. A racionalidade que Gropius desen- volve nos processos formais da arte é consenténea coma dialética da filosofia fenomenoldgica eexistencial (sobretudo a de Husser!), a qual de fato est ligada historicamente: em substncia, trata-se8 WALTER GROPIUS E A BAUHAUS de deducir, da pura estrutura I6gica do pensamento, determina- ses formais de validade imediata, independentes de toda Weltanschawung. Em sua obra, 0 rigor l6gico adquire uma evidéncia , como condigfo direta da existéncia Na histéria de Gropius é impossivel separar 0 momento te6- rico do momento criativo ou do momento pedagégico: cada um de seus edificios, de seus programas urbanisticos, cada uma de suas intervengdes priticas e polémicas, por uma radical renovago dos :métodos produtivos da a reforma do ensino formal, & ao mesmo tempo formulagdo te6rica, aplicagSo pritica e ato criativo. Ele é de um temperamento posi- tivo —extrovertido, dir-se-ia hoje —, que deseja agir a qualquer custo sobre o terreno concreto do contingente. Sabe que, na crise dos grandes valores da histéria, a estrita I6gica formal encontra forca de ultima ratio; ese ja ndo é possive a existéncia de nenhuma civilizagao baseada em principios estveis, mas somente na clare- za e na firmeza dos atos, seu propt 10 € 0 de atuar no ceme de uma situagdo com a tempestividade e a exatidio de uma inter- vengéo cintngica. A racionalidade néo é mais um guia ou uma luz mina e justifica é a constatagao da crise} que é sobretudo a crise do sentimento: daf a continua trainsigo do puro racionalismoao “puro pragmatismo, a substancial identidade entre processo artis- tico e processo crtico, entre atividade criativa e atividade didéti- ca. Deve-se provavelménte a essa continua transiglo o fato de a | obra de Gropius, interrompida na Alemanha pelo advento do nazismo, ter podido desenvolver-se coerentemente na América e ‘encontrar pontos de contato com o pensamento de um Dewey ou de um Forbes, ampliando assim, ilimitadamente, o horizonte his- t6rico da arte contemporfinea. Em Gropius, levado por sua formagao de arquiteto a conside- rar problemas sociais concretos, a dualidade entre pragmatismo INTRODUGAO 9 tacionalismo reproduz, em outro plano, a contradigo entre nacio- alismo que, naquele imediato pés-guerra, ‘européia. Em tomo desse ponto gravita ura “internacional” ndo seré apenas um das técnicas e das formas, mas também, ao mesmo imagem de uma nova organizago so- prever sequer a estrutura geral; a pr6- pria arte, agindo e desenvolvendo-se no &mago da sociedade e par- ticipando de seu devir, concorreré para determiné-la. ‘Na Franga como na Alemanha, embora com énfases diferen- tes, sempre que se falava de internacionalismo pensava-se, na rea- lidade, numa nago supra-hist6rica ou coletiva, a *nago européia”, a ser contraposta 4 ameaga da internacional classista. De igual modo, sempre que se falava de racionalismo, a propésito das ine- vitdveis questdes sociais da arquitetura, na realidade pensava-se ado € normativo (ou, falando de mia 0 contraste hist6rico de ideologias e de cl ‘exasperando a cada dia, mas o mal-estar e as contradig6es inter- nas da classe dirigente: era seu élibi te6rico diante da presso de ‘outras forcas que, da extrema esquerda e da extrema direita,visa- vam ao poder alegando respectivamente um programa interna- cionalista e um programa nacionalista extremado. Niio hé divida de que Gropius atuou no ambito de uma cul- ‘ura burguesa e de que seu imperativo racional o impediu de um cefetivo impeto revoluciondrio. Seu lugar est naquela fileira de intelectuais que se empenharam em resolver racionalmente os cconflitos de classe. Com eles, Gropius assstiu ac desabamento que levou de roldéo, além da fsgil base da cooperacio intelectual entre 05 povos, 0s “eternos valores” aos quais essa cultura estivera inu- tilmente ancorada. ‘Alguma coisa, contudo, excetua a figura de Gropius dentro10 WALTER GROPIUS E A BAUHAUS do coro dos “europetstas”: antes de tudo, sua incapacidade de ilu- so e sua fria recusa a fundamentar a nova comunidade no presti- ‘Bio dos “grandes ideais”. Na verdade, esses grandes ideais consti- tufam o sistema que sua dialética desintegrava e dissolvia na fenomenologia da existéncia, ainda que essa mesma dialética os pressupusesse, do mesmo modo como as filosofias existenciais tra- ziam & sua propria dialética a experiéncia do idealismo que criti- cavam como sistema. Gropius constata que aqueles grandes ideais e aqueles supre- ‘mos valores deixaram de existir com uma determinada estrutura da sociedade; admite que a crise da sociedade é também a crise da arte; quer estabelecer qual pode ser a fungao da arte, como inaliendvel “experiéncia” artfstica, no iminente processo de trans- formaco da sociedade. Seu de ter acreditado que essa ‘transformagdo pudesse redurit-se a uma evolucio hist6rica da clas- se dirigente, a fim de adequar-se a novas tarefas sociais. A revolugio de Gropius foi uma revolugao fria, nfo abriu a arte novos horizontes de conhecimento, mas assinalou o ponto nec ultra de qualquer tradigfo figurativa. Ela esgotou a tradigéo artis- tica do mundo ocidental em suas préprias antiteses e resguardou asociedade furura de qualquer possivel “renascimento”, Além des- se limite, toda eventual retomada artistica deverd necessariamen- te basear-se numa nova concepgio do valor da existéncia e da organiza¢ao humana, “ Com Cézanne, as tradig6es figurativas ‘nacionais estavam de- finitivamente esgotadas: se toda “sensagio” (e esse emergir da sensaglo jé trai a crise do sentimento) se constitui numa designa- ‘so de conscigncia e se inscreve, como dizia poeticamente Rilke, na orla extrema do cfrculo, jé nao hé lugar para o naturalismo no qual, com énfases diversas, se encarnam (numa escala de valores «que vai de um sentimento da natureza a uma construtiva concep- ‘s40 do mundo) as tradig6es artfsticas nacionais. Sao justamente os alemfes que satidam em Cézanne o redentor que arrebenta os INTRODUGAO n gonzos e escancara as portas do limbo naturalistico deles, para fi rnalmente inseri-los na comunidade ideal européia. Partindo de Cézanne, o cubismo elabora uma linguagem que quer ser totalmente racional ou “ai ao remeter a terceira dimensdo, que € a dimensio da ilusio ou da “naturalidade” ou do sentimento, & certeza objetiva das duas primeiras, a linguagem figurativa cubista é teoricamente imune a variantes nacionais. O primeiro expressionismo aleméo purga 0 “complexo de culpa” germanico na racionalidade indubitavelmente supranacional do cubismo. E verdade que, ao visar tao-somente a liberar esse com- plexo e abrir um caminho para a transcendéncia, oexpressionismo acaba deixando de lado a saturada figuratividade cubista e redu- zindo-se a0 descarnado formulismo construtivista (no qual a férmula assume forga liberadora, como-se pronuncié-la bastasse para entrar no dominio da raz pura); mas é também verdade que essa figuratividade cubista, embora parecesse to certa € substanciosa, era suficientemente corruptivel para poder dissol- ver-se bem cedo naquela textualidade plana e sem espago que se chama surrealismo e que melhor se chamaria subnaturalismo. Cumpre também lembrar que, se a guerra havia truncado 0 nascente entendimento ¢ reerguido barreiras ideolégicas entre as tradig6es culturais francesa e alem, tais barreiras jé no separa- ‘vam dois nacionalismos, mas duas concepg6es diferentes e dois diferentes programas de vida européia. Quando, em 1917, enu- merava o inventaire des principaux produits intellectuels et moras qui cont cours en France depuis vingt ans et dont la provenance est germanique, Benda atacava justamente a concepgao interacio- nal marxista como directement opposée a la conception frangaise (Saint-Simon, Fourier, surtout Proudhon), en haine expresse de laquelle elle s'est fondée. © problema do internaci socialidade da arte, o qual, na arquitetura, j4 assumira o lugar da velha questo classicista do belo e do til. No pés-guerra,ry WALTER GROPIUS E A BAUHAUS toda a arquitetura européia fundamenta-se no trindmio racionalismo-socialidade-internacionalismo; e essas insténcias vvisam naturalmente a satisfazer-se na construg&o formal “cien- © tifica” do cubismo. Mas aqui surge a questio: essa racionalidade, essa certeea for- ‘mal & um sistema no qual a vida prética, com seus problemas infi- nitos, se ordena e se compée, ou um método que define os proble- ‘mas apresentados pela propria vida, ao desenvolver-se? No primei- To caso, a arte conserva toda a sua antiga forga de representagao, ea sintese das tradigdes nacionais ainda acontece numa exem- plar concepgo do mundo, de extenséo e validade ilimitadas; no segundo, a mesma critica que destr6i toda hist6rica Weltanschawwng remete a uma mera condiglo de “ser” e “fazer”, indiferencisvel segundo os contetidos histéricos da consciéncia. (Os dois lideres da renovacio da arquitetura européia séo Le Corbusier e Gropius; um e outro lutam por uma reforma em sen- tido racionalista, e suas propostas tém varias teses em comum; mas trata-se de dois “racionalismos” de sentidos contrérios, que con- duzem a solugées opostas da mesma questo. Le Corbusier assu- mea racionalidade como um sistema e traga grandes planos, que deveriam eliminar qualquer problema; Gropius assume a racio- nalidade como um método que permite localizar e resolver 6s pro- ‘blemas que a existéncia vai continuamente apresentando. A antitese manifesta-se j& nos caracteres exteriores: Le Cor- busier lanca proclamagées, publica manifestos, organiza circuitos de propaganda por todo o mundo, grita aos quatro ventos que il ‘existe un esprit nouveau; Gropius fecha-se em sua escola, transfor ma sua teoria numa didética precisa e sua ldgica numa técnica, e talver se pergunte se ainda existe um esprit. AA situagio hist6rica torna o contraste ainda mais nftido. Le Corbusier joga todas as suas cartas no prestfgio da burguesia revi- gorado pela vit6ria; quer ajudé-la a fazer sua paz depois daquela que havia sido sua guerra; dé como garantia da futura cooperagéo INTRODUGAO B Pacifica entre 0s povos aquela civilisation machiniste que havia sido uma das causas do conflito; sonha fazer de cada trabalhador um pequeno-burgués, compensando com um standard de bem-estar ‘material arentincia aos direitos e&luta de classes. Ao mundo que anseia por uma nova ética, ele oferece, radiante, uma perfeita eugenética social. Quando percebe que a civilisation machiniste fabricava canhdes em vez de casas, e, de boa-fé, protesta, 0s ca- rnhées jé tinham comegado a destruir as casas, Entio refugia-se ‘mais uma vez nos prinefpios imortais, cora-se o ldve dela nature, faz urbanismo como uma espécie de jardinagem social, sonha com civilizagdes arcaicas mitos solares, mediterraneos: da hist6ria do futuro, cai de ponta-cabeca, como era previstvel, na pré-histéria. Sua racionalidade est sempre unida a utlidades expectfcas €, como as utilidades especifica a solugéo racional médio das exigéncias. Inserindo-se na prética, a racionalidade classifica, coordena, mas sobretudo age como elemento de equilibrio: previne o surgimento ou contém 0 desenvolvimento de novos problemas. A tarefa do arquiteto coincide, como se vé, com aquela que a classe “culta” acredita ser chamada a cumprir diante de uma massa que ela su- pe inconsciente do proprio e verda: 6 ainda uma cultura humanfstica, d seia numa experiéncia mais vasta, € Le Corbusier é um homem de boa-f6, que acredita seriamente ‘num novo tipo de contrato social: a burguesia renunciaré & guer- ra se o proletariado renunciar a revolugdo. Como seu ideal de cooperagao internacional no vai além da rentincia a violéncia, ele fatalmente desemboca no compromisso. As préprias formas artfsticas, ndo mais expresses de contetidos profundos, permane- ‘cem como merasférmulas de entendimentor nio é necessério que todos se proponham e resolvam os mesmos problemas, basta to- dos falarem a mesma lingua. Por isso se aplica o cubismo a arqui- tetura: nio se busca nem mesmo uma razio cientifica, transfere-4 WALTER GROPIUS E A BAUHAUS se para a arquitetura um sistema formal que se dé por fundamen- tado em bases genericamente cientfficas. O que importa ¢ superar a determinagio hist6rica, a dramética aderéncia as situagdes do Momento, que o romantismo havia imposto a arte. Assim, a tradi- 40 nacional, exclufda sem critica, retorna sob as aparéncias mais vagas ¢ anist6ricas de tradigiio mediterrnea. Se uma clara estru- tura, livre da confusa omamentagio académica, aparenta as escandidas proporgées do Partenon, comemora-se: € o fim de toda problematizacao, de todo romantismo artistico. A alvorada de um novo classicismo surge sobre o mundo finalmente seguro de pos- suir para sempre seus “eternos valores”. Dooutrolado do Reno, nao havia muito entusiasmo pela inter- ‘nacional societéria: os problemas, que para os vencedores eram tema de discursos académicos, para os vencidos eram questdes de vida ‘ou morte. O grande capital era o verdadeiro responsével pela catis- trofe, mas era também a tinica forca com a. qual oinveterado nacio- nalismo alemao podia contar para a desforra. Hoje sabemos que a desforra se chamava Hitler, mas, naquela escuridao, para perceber ‘© que realmente estava acontecendo & burguesia alema eram ne- cessirios olhos de lince e o ingénuo desespero de Grosz. Aquela ‘burguesia que havia sido operosa e produtiva, compenetrada da prépria tradic&o austera, vinha-se transformando numa. plutocracia vida, corrupta, sanguindria, decidida a desfrutar, até o fim, da ruf- na que havia provocado. A cada dia a inflagdo aprofundava ainda ‘ais o sulco entre a classe que empobrecia e a que enriquecia; a ruptura da relagéo quase familiar que ligava ab antiquo o industrial ‘40s seus operdrios despedagava a vida social. Junto com a fome de Poder financeiro, cresciam a hostilidade a qualquer reforma, a des- confianga eo desprezo pela cultura, a intolerancia politica e racial, ¥ oculto A violencia civil {Grosz compreende téo bem qual é dora- vante o lugar dessa burguesia que a relaciona, em sua sétira, & casta ‘Nos mesmos anos, a gélida méscara de Stroheim encama o Junker e o cavaleiro da indstria. INTRODUGAO 1s Gropius, como Thomas Mann, pertence aquele pequeno gru- pode intelectuais que no escondem de si mesmos a crise da bur- guesia alema e a investigam muito além das escandalosas aparén- cias descritas pela pena espartacista de Grosz; e no entanto no pperdem a esperanca de que ela ainda possa reatar-se &s suas anti- gas tradig6es de cultura, retificar o curso de uma evolugio aber- rante, restauraf, no mundo convulso, a autoridade da inteligén- cia. Eu nfo afirmaria resolutamente que também Gropius, como Mann, vislumbre a causa profunda da crise da velha burguesia alema numa espécie de tuberculose intelectual, numa debilitante dissipagao artistica, numa fatal transformagio dos tradicionais ideais religiosos (aos quais, contudo, se devia o antigo apego concretude da pratica) em vago idealismo; enfim, no abandono inerte, por parte dessa burguesia, Aquele ritmo oscilante de deses- pero e exaltagdo que caracteriza a obra dos seus prediletos: a ma- sica de Wagner tanto quanto o pensamento de Nietzsche ea poe- sia de Hofmannsthal. Entretanto, o firme apelo de Gropius por ‘uma arte inteiramente técnica, livre de qualquer ideologismo, li- gada as férreas leis econdmicas da producSo, permite largamente supor: uma vez que a sociedade esté doente da arte, € esse 0 Orgio sobre 0 qual convém atuar para reduzir-lhe o desenvolvimento anormal eretificar-Ihe o funcionamento irregular. O certo & que sua corajosa e até comovente defesa da indtis- ‘tria — para quem a considere & distdincia de muitos anos e a en- quadre nas circunstfincias de fato que a determinaram — nada tem de uma entusigstica apologia da técnica moderna contra persistente tradicionalismo do artesanato. No plano teérico, € a defesa de uma indtstria entendida humanisticamente como potencializago do engenho contra 0 “fordismo”, ou aviltamento da personalidade no mecanicismo da produgéo; no plano social, é adefesa de uma austera tradigéo de operosidade produtiva, de uma conscigncia ou espiritualidade do trabalho industrial contra a es- peculagio improdutiva e dissociante. Por isso os vastos horizontes16 WALTER GROPIUS E A BAUHAUS sociais dos Werkbunde eos grandiosos programas reformistas de um Van de Velde e de um Behrens, ainda aquecidos pel smo romintico de Morris, reduzem-se na didética de Gropius a um rf- gido formulismo, a esquemas tedricos exatos, a uma inflexfvel dis-
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