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Fenação

O documento discute o processo de fenação, resumindo: 1) A fenação envolve o corte e desidratação da forragem para conservá-la; 2) Fatores como a espécie de planta, estádio de crescimento e condições climáticas influenciam na qualidade do feno produzido; 3) Uma secagem rápida e uniforme é essencial para minimizar perdas nutricionais.

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Fenação

O documento discute o processo de fenação, resumindo: 1) A fenação envolve o corte e desidratação da forragem para conservá-la; 2) Fatores como a espécie de planta, estádio de crescimento e condições climáticas influenciam na qualidade do feno produzido; 3) Uma secagem rápida e uniforme é essencial para minimizar perdas nutricionais.

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FENAÇÃO

FENAÇÃO

 Processo de conservação da forragem através da


desidratação

 Produto obtido  Feno

 Proposito  obter uma forragem desidratada


de alta qualidade para utilização posterior.
FENO
 Utilizado há muito tempo

 Registro: Túmulos dos antigos faraós

 Impulso:  Indústria do cavalo


 Bovinocultura leiteira

 Brasil: Pouco utilizado - mal utilizado - pouca tradição


(desacreditado) - ↓ valor nutritivo

 Produtores: prática difícil, custo mecanização inicial,


topografia
O SUCESSO DA FENAÇÃO DEPENDE:
 Forragem de boa qualidade

 O feno não melhora a qualidade da pastagem


mas pode piorar uma ótima forragem

 Estádio de desenvolvimento da planta

 Crescimento vegetativo

 Crescimento reprodutivo (floração)

 Secagem rápida  15-20% umidade

 Perder o mínimo de folhas possível


ESCOLHA DA PLANTA PARA FENAÇÃO

 Caules finos  secagem mais rápida e uniforme

 ↑ valor nutritivo

 ↑ produtividade  produção/área

 Rebrota vigorosa - ↓ plantas invasoras;

 Resistencia a cortes baixos e frequêntes;

 Facilidade de corte (cipós ou pegajosas).


EXEMPLOS DE FORRAGEIRAS QUE PODEM SER
UTILIZADA PARA PRODUÇÃO DE FENO

 Estação quente:

1- Anuais  milheto

2- Perenes  alfafa, amendoim-forrageiro, setárias, capim


de rhodes, brachiárias (brizantha, decumbens e humidícola),
Panicum maximum (mombaça, tanzânia), Cynodon dactilon
(tiftons, coast cross, florakirk)

3- Campo Nativo
EXEMPLOS DE FORRAGEIRAS QUE PODEM SER
UTILIZADA PARA PRODUÇÃO DE FENO

 Estação fria:

1- Anuais  aveia, azevém, centeio, ervilhaca, trevo persa

2- Perenes  trevo branco, trevo vermelho, cornichão,


festuca, etc...

3- Campo nativo
FATORES QUE INFLUENCIAM NA QUALIDADE DO
FENO

 Forrageira  Estádio de maturidade da planta

 Clima favorável a fenação


 dias ensolarados e quentes;
 possibilidade do feno pegar chuva (deterioração);
 rapidez na operação de fenação  qualidade

 Adubação  Alta exportação de nutrientes


Verificar as exigências de reposição  N, P, K, Ca, Mg

 Uniforme secagem das plantas  revolver as plantas


CARACTERÍSTICAS DE UM FENO DE QUALIDADE
Inerente a qualidade da forrageira e ao processo de fenação

• Cor verde intensa  baixa perda de nutrientes;


• Rico em folhas e caules finos e macios (Rel. F/C);
• Aroma agradável;
• Ausência de:
Espécies invasoras e tóxicas;
Corpos estranhos;
Sinais de fermentação ou mofo.
ETAPAS DA FENAÇÃO

 Corte (ceifa ou sega) das plantas verdes

 Secagem (desidratação ou cura) das plantas verdes



Viragens e enleiramento

 Enfardamento
CORTE DA FORRAGEM

SEGADORAS COM BARRA DE CORTE

 Máquinas simples e “baratas”.


 Desvantagens:
 Baixa velocidade de operação
 Dilaceram o caule  prejuízo à rebrota,
reduzindo a persistência do ‘stand’
CORTE DA FORRAGEM
SEGADORA DE DISCOS

 Desenvolvem maior velocidade, porém têm desempenho


limitado pela habilidade do operador.

 Desvantagem:
 Alto custo de operação  necessita 4x mais potência
para operação  trator mais potente
CORTE DA FORRAGEM

SEGADORA DE TAMBORES

 Requerem 2x mais potência comparada com as de disco.

 Em decorrência do corte desuniforme  secagem


heterogênea nas leiras.
CORTE DA FORRAGEM

SEGADORA DE
FACAS HORIZONTAIS SEGADORA DE FACAS VERTICAIS

 Nenhuma segadora apresenta vantagem acentuada sobre


outra  fator de decisão o custo de aquisição e manutenção

 Não utilizar roçadeiras  dilaceram o caule e picam a


forragem  dificuldade de recolhimento   perdas de MS
CONSIDERAÇÕES SOBRE O CORTE
Estádio 
Gramíneas: da emissão da infloresc. ao início da floração
Leguminosas: início do florescimento ao florescimento pleno
produção/qualidade
Sugestões :
_Alfafa  10% da floração
_Trevo-branco  inicio da floração até 50% desta
_Trevo vermelho  10% da floração
_Azevém, festuca, falaris  pré-floração
_Aveia  grão leitoso
_Consórcio  corte, geralmente indicado pela
gramínea
CONSIDERAÇÕES SOBRE O CORTE

Momento 

 Cortar no início da manhã, após o orvalho secar  até 15h

 forragem cortada a tarde demora mais tempo para secar 

 Considerar possibilidade de ocorrência de chuvas e as


condições ambientais reinantes 
CONSIDERAÇÕES SOBRE O CORTE

Altura  Observar a morfofisiologia da planta

 Espécies de hábito prostrado como do gênero Brachiaria,


Cynodon, Digitaria  10 – 15cm

 Espécies de hábito ereto como do gênero Avena,


Hyparrhenia, Panicum  20 – 30cm

 Leguminosas (alfafa)  altura de corte esta relacionada à


preservação da coroa, normalmente 8 a 10 cm do solo.
CONSIDERAÇÕES SOBRE O CORTE

 Área livre de pedras, tocos, raízes, cupinzeiros, etc...

 Evitar a passagem das rodas do trator sobre a forragem


cortada (tratores grandes com segadoras peq.) secagem
desparelha e mais lenta

 Corte próximo ao solo facilita as operações posteriores

 Leguminosas  folhas secam antes dos caules: fenação mais


difícil
CONSIDERAÇÕES SOBRE O CORTE

 Espécies de caule grosso  segadeiras acondicionadoras

 Condicionadores químicos 

 Fusicoccina (toxina do fungo Fusicoccum amygdali),


quinetina, azida sódica  retardam o fechamento dos
estômatos

 Produtos que alteram a estrutura da epiderme  carbonato


de potássio ou de sódio, herbicidas dissecantes dinoseb,
endothal e diquat  reduzem a resistência cuticular e à perda
de água
SEGADORA ACONDICIONADORA DE ROLOS
SEGADORA ACONDICIONADORA DE ROLOS
SEGADORA ACONDICIONADORA DE DEDOS
FLEXÍVEIS
ECONOMIA DE TEMPO
80 Forragem não acondicionada
Forragem acondicionada
Economia de Tempo
60
Umidade (%)

40

20

Tempo de secagem (h)


Taxa de desidratação das leiras de alfafa com e sem maceração
da forragem ceifada. Adaptado de HINTZ et al. (1999).
SECAGEM DA FORRAGEM
ANCINHO ROTATIVO
ANCINHO DE DESCARGA LATERAL

Importante  Regular o ancinho


para que trabalhe somente com
material cortado, não enleirando
solo e material estranho
ANCINHO DE DISCOS
IMPORTÂNCIA DA SECAGEM

NO MOMENTO DO CORTE:

 77% a 84% e umidade  final 15-20%

 Ou seja, há que se perder de 62 a 84% da água presente

 1t de forragem verde  620 a 840 kg de água a ser perdida

Forragem sem acondicionar  perde de 0,5% a 1% de água/h


Forragem revolvida constantemente  2% a 3% / h.

 Perda de nutrientes  10% a 30% do peso total


 Reduzida ao secar o mais rápido possível até 35%
FATORES QUE INFLUENCIAM NA DESIDRATAÇÃO

 FATORES CLIMÁTICOS

 Temperatura

 Radiação solar

 Velocidade do vento

 Umidade do ar

Variáveis altamente correlacionadas  difícil estabelecer


os efeitos isolados de cada uma sobre a taxa de secagem
FATORES QUE INFLUENCIAM NA DESIDRATAÇÃO

 FATORES RALATIVOS À PLANTA

 Umidade inicial da planta e características físicas da


forragem

 Fatores relacionados à estrutura das plantas:

 Razão de peso de folha (g/g)


 Relação folha/caule
 Espessura e comprimento do caule
 Espessura da cutícula
 Densidade de estômatos
 CUTÍCULA  Porção impermeável externa da epiderme
das folhas que tem função de prevenir danos físicos e
diminuir perdas de componentes da planta pôr lixiviação e
excessiva perda de umidade
 ESTÔMATOS  Estruturas constituídas por um conjunto
de células localizadas na epiderme inferior das folhas, com a
função de estabelecer comunicação do meio interno com a
atmosfera  canal para troca de gases e transpiração vegetal
FASES DA DESIDRATAÇÃO

80
Conteúdo de água (%)

75
Perda de água por
transpiração
66
Até 1 g/g de MS/h
FASE 1
50

20

Tempo de secagem (h)


FASES DA DESIDRATAÇÃO

80

Estômatos fecham,
Conteúdo de água (%)

75 perda de água por


FASE 2
difusão celular através
da epiderme e cutícula
66

FASE 1
50

20

Tempo de secagem (h)


FASES DA DESIDRATAÇÃO

80
Conteúdo de água (%)

75
FASE 2 FASE 3

66 Perda de água por


plasmólise
FASE 1
50

20
10 20 30 40 50 60
Tempo de secagem (h)
Célula normal Célula túrgida Célula em plasmólise
FATORES QUE AFETAM A DESIDRATAÇÃO

 Inerentes a planta:
 Teor de umidade
 Características físicas (folha/caule)

 Inerentes ao manejo de secagem:

 Momento do corte  horário e condições climáticas

 Virar a forragem 2 horas após e/ou entre 10 e 14 h


 > T° e < UR

 Enleirar a noite ou sob risco de chuva


FATORES QUE AFETAM A DESIDRATAÇÃO

 Obedecer os horários de viragem do material para que


venha secar homogeneamente  a cada 3h aprox.

 Logo após o corte efetuar um tratamento mecânico


vigoroso para acelerar a secagem  acondicionamento

 Abaixo de 35% de umidade secagem mais lenta 


manipular suavemente a forragem, evitando perder folhas

 Folhas que secam mais rapidamente se desprendem


aproximadamente com 30% de umidade e se desfazem a 16%
de umidade.
PONTO DO FENO

 Teor de umidade 10-20%  Ideal 15 a 18%


 + úmido fermenta e aquece
 + seco perde folhas no manuseio (já virou palha?)

Determinação:
 Amostragem em diferentes pontos da leira

 Forno ou estufa

 Determinadores eletrônicos

 Espremer o caule (nós) da planta com as unhas do


indicador e do polegar (ausência de umidade)
PONTO DO FENO

Pegar um feixe de forragem


e torcê-lo com as duas mãos
conforme a figura:

Determinação do conteúdo de umidade da forragem.


Fonte: The New Zealand Far mer, (s.d.).
MOVIMENTAÇÃO
MÁQUINAS ESPARRAMAR A FORRAGEM
Ancinho de Discos de Descarga Lateral
Espalhamento
ENLEIRAMENTO
ENFARDAMENTO DA FORRAGEM
ENFARDADORA DE FARDOS RETANGULARES

Largura de trabalho 1,4 - 1,8 m


Tamanho dos fardos  Até 0,5 x 0,5 x 1,3 m (H x L xC)
FUNCIONAMENTO DE UMA ENFARDADORA DE
FARDOS RETANGULARES
ENFARDADORA DE FARDOS RETANGULARES

Estrutura de saída dos fardos

Câmara de enfardamento
ENFARDADORA DE FARDOS REDONDOS

Grandes:
Cilindros com  ∅ de 0,76 – 1,8 m x até 1,50 m L
Largura de trabalho  1, 20 – 2,0 m
Peso  250 – 700 kg

Pequenos:
Cilindros com  ∅ de 0, 60 m x 0, 65 m de L
Peso: 20 – 35 kg
Largura de trabalho  0,84 m
FUNCIONAMENTO DE UMA ENFARDADORA DE
FARDOS REDONDOS

Cilindros com  ∅ de 0,76 – 1,8 m x até 1,50 m L


Peso  250 – 700 kg
ENFARDADORA DE FARDOS REDONDOS
ENFARDADORA MANUAL

Fardos com  40 x 40 x 75
Peso  15 a 20 Kg Fardos com  45 x 45 x 65 cm
Fortalmag Peso: 10 – 15 kg
www.laboremus.com.br
http://www.youtube.com/watch
?v=aFdFZR0Xohw
CONSIDERAÇÕES:

 Forma final das leiras  efeito fundamental sobre


recolhimento das enfardadoras

 Altura e largura desuniformes e diferentes do mecanismo


recolhedor  fardo pobre e de densidade variável

 Nunca enfardar e/ou guardar a forragem ainda úmida 


 Apodrecimento, fermentação
 Intoxicação dos animais
 Combustão espontânea

 Fardos quadrados  comprimento = dobro da largura

 T° no interior dos fardos com termômetro ou arame de aço


TRANSPORTE DO FENO
ARMAZENAMENTO DO FENO
 Fardos retangulares 
 Galpões
 Organizar as pilhas de modo a ter ventilação
 Acompanhar temperatura constantemente

 À campo em pilhas cobertas em locais bem drenados


ARMAZENAMENTO DO FENO NO GALPÃO
ARMAZENAMENTO DO FENO
 Fardos redondos 

 À campo em pilhas cobertas em locais bem drenados


 Longe de árvores  sombreamento
 Observar orientação solar norte-sul do eixo do fardo
FORNECIMENTO DO FENO AOS ANIMAIS
THE END

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