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N 0038

1. O documento estabelece critérios para projetos de drenagem, segregação, escoamento e tratamento preliminar de efluentes líquidos de instalações terrestres. 2. É definido que os sistemas podem ser classificados como: sistema pluvial limpo, sistema contaminado, sistema oleoso, sistema de águas ácidas ou sistema cáustico/ácido. 3. São descritos os principais componentes e requisitos para cada tipo de sistema, incluindo drenagem, coleta, escoamento e tratamento preliminar

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1. O documento estabelece critérios para projetos de drenagem, segregação, escoamento e tratamento preliminar de efluentes líquidos de instalações terrestres. 2. É definido que os sistemas podem ser classificados como: sistema pluvial limpo, sistema contaminado, sistema oleoso, sistema de águas ácidas ou sistema cáustico/ácido. 3. São descritos os principais componentes e requisitos para cada tipo de sistema, incluindo drenagem, coleta, escoamento e tratamento preliminar

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N-38

REV. E

JUL / 2000

CRITRIOS PARA PROJETOS DE DRENAGEM, SEGREGAO, ESCOAMENTO E TRATAMENTO PRELIMINAR DE EFLUENTES LQUIDOS DE INSTALAES TERRESTRES
Procedimento
Esta Norma substitui e cancela a sua reviso anterior. Toda esta Norma foi alterada em relao reviso anterior. Cabe CONTEC - Subcomisso Autora, a orientao quanto interpretao do texto desta Norma. O rgo da PETROBRAS usurio desta Norma o responsvel pela adoo e aplicao dos itens da mesma.

CONTEC
Comisso de Normas Tcnicas

Requisito Mandatrio: Prescrio estabelecida como a mais adequada e que deve ser utilizada estritamente em conformidade com esta Norma. Uma eventual resoluo de no segu-la ("no-conformidade" com esta Norma) deve ter fundamentos tcnicogerenciais e deve ser aprovada e registrada pelo rgo da PETROBRAS usurio desta Norma. caracterizada pelos verbos: dever, ser, exigir, determinar e outros verbos de carter impositivo. Prtica Recomendada (no-mandatria): Prescrio que pode ser utilizada nas condies previstas por esta Norma, mas que admite (e adverte sobre) a possibilidade de alternativa (no escrita nesta Norma) mais adequada aplicao especfica. A alternativa adotada deve ser aprovada e registrada pelo rgo da PETROBRAS usurio desta Norma. caracterizada pelos verbos: recomendar, poder, sugerir e aconselhar (verbos de carter no-impositivo). indicada pela expresso: [Prtica Recomendada]. Cpias dos registros das "no-conformidades" com esta Norma, que possam contribuir para o aprimoramento da mesma, devem ser enviadas para a CONTEC - Subcomisso Autora. As propostas para reviso desta Norma devem ser enviadas CONTEC - Subcomisso Autora, indicando a sua identificao alfanumrica e reviso, o item a ser revisado, a proposta de redao e a justificativa tcnico-econmica. As propostas so apreciadas durante os trabalhos para alterao desta Norma. A presente Norma titularidade exclusiva da PETRLEO BRASILEIRO S.A. PETROBRAS, de uso interno na Companhia, e qualquer reproduo para utilizao ou divulgao externa, sem a prvia e expressa autorizao da titular, importa em ato ilcito nos termos da legislao pertinente, atravs da qual sero imputadas as responsabilidades cabveis. A circulao externa ser regulada mediante clusula prpria de Sigilo e Confidencialidade, nos termos do direito intelectual e propriedade industrial.

SC - 34
Meio Ambiente

Apresentao
As normas tcnicas PETROBRAS so elaboradas por Grupos de Trabalho GTs (formados por especialistas da Companhia e das suas Subsidirias), so comentadas pelos Representantes Locais (representantes das Unidades Industriais, Empreendimentos de Engenharia, Divises Tcnicas e Subsidirias), so aprovadas pelas Subcomisses Autoras SCs (formadas por tcnicos de uma mesma especialidade, representando os rgos da Companhia e as Subsidirias) e aprovadas pelo Plenrio da CONTEC (formado pelos representantes das Superintendncias dos rgos da Companhia e das suas Subsidirias, usurios das normas). Uma norma tcnica PETROBRAS est sujeita a reviso em qualquer tempo pela sua Subcomisso Autora e deve ser reanalisada a cada 5 (cinco) anos para ser revalidada, revisada ou cancelada. As normas tcnicas PETROBRAS so elaboradas em conformidade com a norma PETROBRAS N -1. Para informaes completas sobre as normas tcnicas PETROBRAS, ver Catlogo de Normas Tcnicas PETROBRAS. PROPRIEDADE DA PETROBRAS

86 pginas

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SUMRIO

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1 OBJETIVO ........................................................................................................................................................8 2 DOCUMENTOS COMPLEMENTARES ............................................................................................................8 3 DEFINIES ....................................................................................................................................................9 3.1 GUA DE CONTROLE DE EMERGNCIA........................................................................................9 3.2 REA CONTIDA .................................................................................................................................9 3.3 REAS CONTROLADAS ...................................................................................................................9 3.4 CAIXA DE ACMULO ........................................................................................................................9 3.5 CAIXA DE AMOSTRAGEM DO SISTEMA DE DRENAGEM DE FUNDO DE TANQUE ....................10 3.6 CAIXA COLETORA DA BACIA DE TANQUE .....................................................................................10 3.7 CAIXA COLETORA CONTAMINADA .................................................................................................10 3.8 CAIXA DE INSPEO E MANOBRA DA DRENAGEM DE FUNDO DE TANQUES..........................10 3.9 CAIXA DE PASSAGEM ......................................................................................................................10 3.10 CAIXA DE PASSAGEM ESPECIAL ..................................................................................................10 3.11 CAIXA DE PASSAGEM COM SELO HDRICO ................................................................................10 3.12 CAIXA DE SADA DO SISTEMA DA DRENAGEM DE FUNDO DE TANQUE .................................11 3.13 CAIXA DE VLVULAS DA BACIA DE TANQUE ..............................................................................11 3.14 RALO DE PISO COM SELO HDRICO.............................................................................................11 3.15 SISTEMA FECHADO........................................................................................................................11 3.16 SISTEMA SELADO...........................................................................................................................11 3.17 VAZO DE TEMPO SECO ...............................................................................................................11 4 CONDIES GERAIS......................................................................................................................................11 5 CLASSIFICAO DOS SISTEMAS..................................................................................................................12 6 SISTEMA PLUVIAL LIMPO ..............................................................................................................................13 6.1 DESCRIO ......................................................................................................................................13 6.2 PRINCIPAIS CONTRIBUIES.........................................................................................................13 6.3 DRENAGEM, COLETA E ESCOAMENTO .........................................................................................14 6.4 TRATAMENTO PRELIMINAR ............................................................................................................14 7 SISTEMA CONTAMINADO...............................................................................................................................14 7.1 DESCRIO ......................................................................................................................................14 7.2 PRINCIPAIS CONTRIBUIES.........................................................................................................14 7.3 DRENAGEM, COLETA E ESCOAMENTO .........................................................................................15 7.4 TRATAMENTO PRELIMINAR ............................................................................................................16 8 SISTEMA OLEOSO ..........................................................................................................................................18

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8.1 DESCRIO ......................................................................................................................................18 8.2 PRINCIPAIS CONTRIBUIES.........................................................................................................18 8.3 DRENAGEM, COLETA E ESCOAMENTO .........................................................................................19 8.3.1 DRENAGEM DE GUAS OLEOSAS DE FUNDO DE TANQUE (VER FIGURAS A-17 A A-21 DO ANEXO A) .............................................................................................................................19 8.3.2 COLETA E ESCOAMENTO .......................................................................................................21 8.4 TRATAMENTO PRELIMINAR ............................................................................................................21 9 SISTEMA DE GUAS ACRES (SOUR WATER)............................................................................................22 9.1 DESCRIO ......................................................................................................................................22 9.2 PRINCIPAIS CONTRIBUIES.........................................................................................................23 9.3 COLETA E ESCOAMENTO................................................................................................................23 9.4 TRATAMENTO PRELIMINAR ............................................................................................................23 10 SISTEMA CUSTICO OU CIDO ..................................................................................................................24 10.1 DESCRIO ....................................................................................................................................24 10.2 PRINCIPAIS CONTRIBUIES.......................................................................................................24 10.3 DRENAGEM, COLETA E ESCOAMENTO .......................................................................................24 10.4 TRATAMENTO PRELIMINAR ..........................................................................................................25 11 SISTEMA DE SODA GASTA SULFDRICA ....................................................................................................25 11.1 DESCRIO ....................................................................................................................................25 11.2 PRINCIPAIS CONTRIBUIES.......................................................................................................26 11.3 COLETA E ESCOAMENTO..............................................................................................................26 11.4 TRATAMENTO PRELIMINAR ..........................................................................................................26 12 SISTEMA DE SODA GASTA FENLICA .......................................................................................................27 12.1 DESCRIO ....................................................................................................................................27 12.2 PRINCIPAIS CONTRIBUIES.......................................................................................................27 12.3 COLETA E ESCOAMENTO..............................................................................................................27 12.4 TRATAMENTO PRELIMINAR ..........................................................................................................27 13 SISTEMA DE PUMP OUT ............................................................................................................................29 13.1 DESCRIO ....................................................................................................................................29 13.2 COLETA E ESCOAMENTO..............................................................................................................29 14 CORRENTE COM ALTO TEOR DE SLIDOS...............................................................................................29 14.1 DESCRIO ....................................................................................................................................29 14.2 PRINCIPAIS CONTRIBUIES.......................................................................................................30 14.3 DRENAGEM, COLETA E ESCOAMENTO .......................................................................................30 14.4 TRATAMENTO PRELIMINAR ..........................................................................................................30 15 SISTEMA SANITRIO ....................................................................................................................................31

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15.1 DESCRIO ....................................................................................................................................31 15.2 PRINCIPAIS CONTRIBUIES.......................................................................................................31 15.3 COLETA E ESCOAMENTO..............................................................................................................31 15.4 TRATAMENTO PRELIMINAR ..........................................................................................................31 16 SISTEMA DE GUA OLEOSA DE LASTRO DE NAVIOS..............................................................................32 16.1 DESCRIO ....................................................................................................................................32 16.2 ESCOAMENTO ................................................................................................................................32 16.3 TRATAMENTO PRELIMINAR ..........................................................................................................32 17 DESCARTE DE PERFURAO COM FLUIDO BASE GUA........................................................................32 17.1 DESCRIO ....................................................................................................................................32 17.2 PRINCIPAIS CONTRIBUIES.......................................................................................................32 17.3 COLETA E ESCOAMENTO..............................................................................................................33 17.4 CONSTRUO DOS DIQUES .........................................................................................................33 17.5 TRATAMENTO PRELIMINAR ..........................................................................................................33 18 DESCARTE DE PERFURAO COM FLUIDO BASE LEO ........................................................................33 18.1 DESCRIO ....................................................................................................................................33 18.2 PRINCIPAIS CONTRIBUIES.......................................................................................................33 18.3 COLETA E ESCOAMENTO..............................................................................................................34 18.4 TRATAMENTO PRELIMINAR ..........................................................................................................34 19 CONTAMINADO DE PERFURAO .............................................................................................................34 19.1 DESCRIO ....................................................................................................................................34 19.2 COLETA E ESCOAMENTO..............................................................................................................34 19.3 TRATAMENTO PRELIMINAR ..........................................................................................................34 20 EFLUENTES DE COMPLETAO.................................................................................................................34 20.1 DESCRIO ....................................................................................................................................34 20.2 PRINCIPAIS CONTRIBUIES.......................................................................................................35 20.3 COLETA E ESCOAMENTO..............................................................................................................35 20.4 TRATAMENTO PRELIMINAR ..........................................................................................................35 21 SISTEMAS ESPECIAIS ..................................................................................................................................36 21.1 DESCRIO ....................................................................................................................................36 21.2 SISTEMA PARA EFLUENTES SUJEITOS A CONTAMINAO COM CHUMBO TETRAETILA (CTE) DAS UNIDADES DE ETILAO ............................................................................................36 21.2.1 COLETA E ESCOAMENTO .....................................................................................................37 21.2.2 TRATAMENTO PRELIMINAR..................................................................................................37 21.3 EFLUENTES CONTAMINADOS COM LCOOL/MTBE...................................................................37 21.3.1 COLETA E ESCOAMENTO .....................................................................................................37

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21.3.2 TRATAMENTO PRELIMINAR..................................................................................................37 21.4 EFLUENTES DAS REAS DE ESTOCAGEM DE MATERIAIS SLIDOS, EM GROS OU EM P .....................................................................................................................................................39 21.4.1 DESCRIO............................................................................................................................39 21.4.2 COLETA E ESCOAMENTO .....................................................................................................39 21.4.3 TRATAMENTO PRELIMINAR..................................................................................................39 21.4.4 CAIXA DE PARTIO OU SOMENTE VERTEDOR ...............................................................39 21.4.5 BACIA DE ACUMULAO ......................................................................................................40 21.4.6 DECANTAO ........................................................................................................................40 21.5 EFLUENTES DE LABORATRIO ....................................................................................................40 21.5.1 DESCRIO............................................................................................................................40 21.5.2 COLETA E ESCOAMENTO .....................................................................................................40 21.5.3 TRATAMENTO PRELIMINAR DOS EFLUENTES TXICOS DE LABORATRIO .................41 22 REQUISITOS BSICOS PARA PROJETO.....................................................................................................41 22.1 ESTUDOS DE CAMINHAMENTO ....................................................................................................41 22.2 DIMENSIONAMENTO ......................................................................................................................41 22.3 DECLIVIDADE E VELOCIDADE ......................................................................................................42 22.3.1 LIMITES DE VELOCIDADE .....................................................................................................42 22.3.2 LIMITES DE DECLIVIDADES ..................................................................................................43 22.4 CARACTERSTICAS DOS ELEMENTOS E DISPOSITIVOS DE DRENAGEM ...............................43 22.4.1 GERAL .....................................................................................................................................43 22.4.2 SISTEMA PLUVIAL LIMPO......................................................................................................44 22.4.3 SISTEMA OLEOSO .................................................................................................................45 22.5 MATERIAIS ......................................................................................................................................45 22.6 MANUAL DE OPERAO................................................................................................................46 23 CARACTERIZAO E TRATABILIDADE DE EFLUENTES...........................................................................48 23.1 CARACTERIZAO DE EFLUENTES.............................................................................................48 23.2 TRATABILIDADE..............................................................................................................................48 24 TRATAMENTO E DISPOSIO FINAL..........................................................................................................48

FIGURAS
FIGURA A-1 - PERFIL TPICO DE RUA................................................................................................................ 49 FIGURA A-2 - PERFIL TPICO PARA DRENAGEM DE RUAS ............................................................................. 50 FIGURA A-3 - PERFIS TPICOS PARA DRENAGEM DE RUAS E DE TALUDES................................................ 51 FIGURA A-4 - DETALHE 1 .................................................................................................................................... 52 FIGURA A-5 - DETALHE 2 .................................................................................................................................... 52

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FIGURA A-6 - DETALHE 3 .................................................................................................................................. 53 FIGURA A-7 - DETALHE 4 .................................................................................................................................. 53 FIGURA A-8 - DETALHE 5 .................................................................................................................................. 54 FIGURA A-9 - ESQUEMA DE DRENAGEM DE BACIA DE TANQUE (EXCLUSIVAMENTE PARA O SISTEMA CONTAMINADO).......................................................................................................................... 55 FIGURA A-10 - ESQUEMA DE DRENAGEM DE BACIA DE TANQUE (COM ENVIO ALTERNATIVO PARA O SISTEMA PLUVIAL LIMPO) ......................................................................................................... 56 FIGURA A-11 - DRENAGEM DAS BACIAS DE TANQUE EXCLUSIVAMENTE PARA O SISTEMA CONTAMINADO........................................................................................................................... 57 FIGURA A-12 - DRENAGEM DAS BACIAS DE TANQUE (COM ENVIO ALTERNATIVO PARA O SISTEMA PLUVIAL LIMPO).......................................................................................................................... 58 FIGURA A-13 - DRENAGEM DA BACIA DE TANQUES (CAIXA DE VLVULA JUNTO CANALETA).............. 59 FIGURA A-14 - DRENAGEM DA BACIA DE TANQUES (CAIXA DE VLVULA AFASTADA DA CANALETA) .... 59 FIGURA A-15 - DRENAGEM DA BACIA DE TANQUES CAIXA DE VLVULA ................................................. 60 FIGURA A-16 - CAIXA COLETORA DA BACIA DE TANQUES ............................................................................ 60 FIGURA A-17 - ESQUEMA REPRESENTANDO SISTEMA DE DRENAGEM MANUAL DE FUNDO DE TANQUE SISTEMA ABERTO (COM CAIXAS DE INSPEO E MANOBRA).......................... 61 FIGURA A-18 - ESQUEMA REPRESENTANDO SISTEMA DE DRENAGEM MANUAL DE FUNDO DE TANQUE SISTEMA FECHADO (COM AMOSTRADORES)...................................................... 62 FIGURA A-19 - ESQUEMA REPRESENTANDO SISTEMA DE DRENAGEM MANUAL DE FUNDO DE TANQUE SISTEMA FECHADO (COM CENTRALIZAO DOS AMOSTRADORES) .............. 63 FIGURA A-20 - ESQUEMA REPRESENTANDO SISTEMA AUTOMTICO DE DRENAGEM DE FUNDO DE TANQUE (COM UM SISTEMA DE CONTROLE DA INTERFACE LEO/GUA PARA CADA TANQUE)...................................................................................................................................... 64 FIGURA A-21 - ESQUEMA REPRESENTANDO SISTEMA AUTOMTICO DE DRENAGEM DE FUNDO DE TANQUE (COM UM SISTEMA DE CONTROLE DA INTERFACE LEO/GUA PARA UM GRUPO DE TANQUES) ............................................................................................................... 65 FIGURA A-22 - MODELO DE CAIXA DE PARTIO DO SISTEMA CONTAMINADO (COM EXTRAVASO PARA A BAC) ............................................................................................................................... 66 FIGURA A-23 - MODELOS DE CAIXA DE PARTIO E BACIA DE ACUMULAO DO SISTEMA OLEOSO (BAO)............................................................................................................................................ 67 FIGURA A-24 - TANQUE DE ACUMULAO DE GUAS CONTAMINADAS (TAC)........................................... 68 FIGURA A-25 - TANQUE DE ACUMULAO DE GUAS OLEOSAS (TAO) ...................................................... 69 FIGURA A-26 - ESQUEMA TPICO DE REAS CONTIDAS ................................................................................ 70 FIGURA A-27 - ESQUEMA SIMPLIFICADO DOS SISTEMAS DE DRENAGEM DE UMA UNIDADE DE PROCESSO ................................................................................................................................. 71 FIGURA A-28 - DRENAGEM DE REAS CONTIDAS DE BOMBAS .................................................................... 72 FIGURA A-29 - RALO SIMPLES DE PISO ............................................................................................................ 73 FIGURA A-30 - RALO PARA EQUIPAMENTOS COM DESCARGA VISVEL....................................................... 74 FIGURA A-31 - RALO PARA EQUIPAMENTOS COM EXTREMIDADE FLANGEADA NO ACOPLAMENTO ...... 75

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FIGURA A-32 - RALO DE PISO COM SELO HDRICO......................................................................................... 76 FIGURA A-33 - DRENAGEM DE EQUIPAMENTOS ............................................................................................. 77 FIGURA A-34 - OPO DE ACESSO PARA LIMPEZA DE DRENOS.................................................................. 78 FIGURA A-35 - CAIXA DE RALO COM TAMPO PARA GUAS PLUVIAIS .......................................................... 79 FIGURA A-36 - CAIXA COLETORA CONTAMINADA ........................................................................................... 80 FIGURA A-37 - CAIXA DE PASSAGEM COM SELO HDRICO PARA TUBULAES DE ENTRADA COM DN 50 cm................................................................................................................................... 81 FIGURA A-38 - CAIXA DE PASSAGEM COM SELO HDRICO PARA TUBULAES DE ENTRADA COM DN > 50 cm................................................................................................................................... 82 FIGURA A-39 - CAIXA DE PASSAGEM QUADRADA, SEM PESCOO .............................................................. 83 FIGURA A-40 - CAIXA DE PASSAGEM QUADRADA, COM PESCOO.............................................................. 84 FIGURA A-41 - CAIXA COLETORA COM BOMBEAMENTO................................................................................ 85 FIGURA A-42 - ESQUEMA TPICO PARA CANALETAS DO SISTEMA DE PUMP-OUT - PLANTA E CORTE. 86

____________

/OBJETIVO

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1 OBJETIVO

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1.1 Esta Norma estabelece critrios bsicos e requisitos de projeto que devem ser considerados para os sistemas de: drenagem, coleta, segregao, encaminhamento, acumulao e tratamento preliminar de efluentes lquidos industriais e domsticos de Unidades Terrestres da PETROBRAS. 1.2 Esta Norma se aplica a projetos elaborados a partir da data de sua edio. 1.3 Esta Norma contm Requisitos Mandatrios e Prticas Recomendadas.

2 DOCUMENTOS COMPLEMENTARES Os documentos relacionados a seguir contm prescries vlidas para a presente Norma. Resoluo CONAMA-020/86, de 18/06/86; PETROBRAS N-1203 - Projeto de Sistema de Proteo Contra Incndio em Instalaes com Hidrocarbonetos; PETROBRAS N-1601 - Construo de Drenagem e de Despejos Lquidos em Unidades Industriais; PETROBRAS N-1645 - Critrios de Segurana para Projeto de Instalaes Fixas de Armazenamento de Gs Liqefeito de Petrleo; PETROBRAS N-1674 - Projeto de Arranjo de Refinarias de Petrleo; PETROBRAS N-1886 - Projeto de Sistemas de Combate a Incndio com gua e Espuma para reas de Armazenamento e Transferncia de lcool; PETROBRAS N-1947 - Aplicaes de Revestimento Base de Esmalte de Asfalto em Tubulaes Enterradas ou Submersas; PETROBRAS N-2238 - Revestimentos de Dutos Enterrados com Fitas Plsticas de Polietileno; ABNT NBR 5645 - Tubo Cermico para Canalizaes; ABNT NBR 5688 - Sistemas Prediais de gua Pluvial, Esgoto Sanitrio e Ventilao Tubos e Conexes de PVC, Tipo DN Requisitos; ABNT NBR 7229 - Projeto, Construo e Operao de Sistemas de Tanques Spticos; ABNT NBR 7362-1 - Sistemas Enterrados para Conduo de Esgoto Parte 1: Requisitos para Tubos de PVC com Junta Elstica; ABNT NBR 7661 - Tubo de Ferro Fundido Centrifugado, de Ponta e Bolsa, para Lquidos sob Presso, com Junta No Elstica; ABNT NBR 7663 - Tubo de Ferro Fundido Dctil Centrifugado, para Canalizaes sob Presso; ABNT NBR 7665 - Sistemas para Aduo e Distribuio de gua Tubos de PVC 12 DEFOFO com Junta Elstica - Requisitos; ABNT NBR 8160 - Sistemas Prediais de Esgoto Sanitrio Projeto e Execuo; ABNT NBR 8682 - Revestimento de Argamassa de Cimento em Tubos de Ferro Fundido Dctil;

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ABNT NBR 8890

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- Tubo de Concreto Armado, de Seo Circular, para Esgoto Sanitrio; ABNT NBR 9793 - Tubo de Concreto Simples de Seo Circular para guas Pluviais; ABNT NBR 9794 - Tubo de Concreto Armado de Seo Circular para guas Pluviais; ABNT NBR 9800 - Critrios para Lanamento de Efluentes Lquidos Industriais no Sistema Coletor Pblico de Esgoto Sanitrio; ABNT NBR 9896 - Glossrio de Poluio das guas; ABNT NBR 10004 - Resduos Slidos; ABNT NBR 10158 - Tampo Circular de Ferro Fundido - Dimenses; ABNT NBR 10160 - Tampo Circular de Ferro Fundido; ABNT NBR 10843 - Tubos de PVC Rgido para Instalaes Prediais de guas Pluviais; ABNT NBR 10845 - Tubo de Polister Reforado com Fibras de Vidro, com Junta Elstica, para Esgotos Sanitrios; ABNT NBR 11852 - Caixa de Descarga; Associao Brasileira de Cimento Portland BT 55 Efeito de Vrias Substncias Sobre o Concreto; PFAFSTETTER, Otto - Chuvas Intensas no Brasil - 2 Edio - 1982 - RJ Departamento Nacional de Obras de Saneamento. 3 DEFINIES Para os propsitos desta Norma so adotadas as definies dos itens 3.1 a 3.17, complementadas pelas das normas PETROBRAS N-1674, ABNT NBR 7229 e NBR 8160. 3.1 gua de Controle de Emergncia guas utilizadas em ocasies especiais tais como: combate a incndio, resfriamento de vasos ou de equipamentos em condies anormais e diluio de lquidos, de gases ou de vapores txicos, combustveis ou inflamveis. 3.2 rea Contida rea circundada por muretas, ressaltos, canaletas, ou rebaixada, a fim de limitar o espalhamento dos lquidos no seu interior e favorecer o seu escoamento atravs de ralos, de modo a impedir o recebimento de contribuies de fora da rea contida (ver FIGURA A-6 do ANEXO A). 3.3 reas Controladas reas contidas que possuem dispositivos de controle de fluxo dos efluentes nelas recebidos, tais como bacia de tanque. 3.4 Caixa de Acmulo Caixa destinada a armazenar as guas oleosas de fundo de tanque. 9

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3.5 Caixa de Amostragem do Sistema de Drenagem de Fundo de Tanque Caixa destinada a recolher o fluxo dos amostradores das tubulaes de drenagem de fundo de tanque de armazenamento, construda com pescoo para impedir o afluxo das guas de chuva acumuladas na bacia (ver FIGURAS A-18 e A-19 do ANEXO A).

3.6 Caixa Coletora da Bacia de Tanque Caixa destinada a recolher as guas pluviais do interior da bacia, com dispositivo para remoo de slidos, interligada por tubulao caixa de vlvulas da bacia (ver FIGURAS A-9, A-10, A-11, A-12 e A-16 do ANEXO A).

3.7 Caixa Coletora Contaminada Caixa destinada a recolher as guas pluviais ou guas de controle de emergncia de reas no contidas de unidades de processo e a drenagem de outras caixas encaminhando-as para o sistema contaminado, com dispositivo de selagem hdrica e grelha metlica (ver FIGURA A-36 do ANEXO A).

3.8 Caixa de Inspeo e Manobra da Drenagem de Fundo de Tanque Caixa de chegada da tubulao proveniente do dreno de fundo de tanque de armazenamento, destinada a permitir a visualizao do fluido drenado. Localiza-se prxima ao tanque de armazenamento e possui um pescoo para impedir o afluxo das guas de chuva da bacia (ver FIGURA A-17 do ANEXO A).

3.9 Caixa de Passagem Caixa destinada a coletar e/ou encaminhar fluxos, possibilitando a inspeo e limpeza das redes de drenagem, podendo possuir dispositivo para ventilao (ver FIGURAS A-39 e A-40 do ANEXO A).

3.10 Caixa de Passagem Especial Caixa de passagem destinada a coletar e/ou encaminhar fluxos, possibilitando a inspeo e limpeza de redes de drenagem especficas, tais como: sistema de guas acres, de soda gasta entre outros. Estas caixas devem possuir caractersticas adequadas para cada sistema. 3.11 Caixa de Passagem com Selo Hdrico Caixa de passagem com dispositivo para selagem hdrica e ventilao, destinado a evitar a propagao de gases ao longo da tubulao (ver FIGURAS A-37 e A-38 do ANEXO A).

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3.12 Caixa de Sada do Sistema da Drenagem de Fundo de Tanque Caixa de acesso vlvula de sada da tubulao de drenagem de fundo de tanque, dotada de haste para manuseio ao nvel do terreno e localizada no exterior da bacia (ver FIGURAS A-17, A-18 e A-19 do ANEXO A).

3.13 Caixa de Vlvulas da Bacia de Tanque Caixa de acesso vlvula ou ao manifold de vlvulas de sada de drenagem da bacia, localizada externamente bacia, com hastes para manuseio ao nvel do terreno, interligada caixa coletora, que possibilita o envio das guas pluviais vertidas sobre a bacia para o sistema pluvial limpo ou contaminado (ver FIGURAS A-9, A-10, A-11, A-12, A-13, A-14 e A-15 do ANEXO A).

3.14 Ralo de Piso com Selo Hdrico Ralo para recolhimento de gua pluvial ou gua de controle de emergncia, nas reas contidas encaminhando os efluentes para a caixa de passagem (ver FIGURA A-32 do ANEXO A).

3.15 Sistema Fechado Conjunto de tubos, caixas e outros dispositivos, destinados a impedir o contato direto das correntes lquidas que circulam em seu interior com a atmosfera.

3.16 Sistema Selado Conjunto de tubos, caixas e outros dispositivos, destinados a evitar a emanao de vapores para a atmosfera, aliviando-os atravs de acessrios especficos.

3.17 Vazo de Tempo Seco Constituda pelas vazes que independem de chuvas, como as drenagens de fundo de tanques de petrleo e produtos, drenos de equipamentos, purgas de torres de resfriamento, efluentes diversos das unidades de processo e guas de lavagens de piso de todas as reas caracterizadas pela presena de agentes contaminantes diversos.

4 CONDIES GERAIS

4.1 A filosofia que deve nortear a execuo dos projetos de drenagem deve ser a completa segregao dos sistemas oleoso/contaminado do sistema pluvial limpo, visando impedir o lanamento de guas oleosas/contaminadas no corpo receptor e a sobrecarga da Estao de Tratamento de Efluentes com a efluncia indevida de guas pluviais limpas.

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4.2 Os sistemas de drenagem devem ser dimensionados para comportar a maior entre as seguintes vazes de contribuio: a) chuva, descargas de emergncia, drenos de equipamentos, gua de resfriamento de mquinas e efluentes de processo, ocorrendo simultaneamente; b) guas de controle de emergncia. 4.3 Para qualquer sistema, a contribuio de gua de chuva deve ser calculada considerando o tempo de chegada da contribuio mais distante at o ponto de interesse (tempo de concentrao), alm da variao da intensidade de chuva com o tempo. 4.4 O volume de guas pluviais para qualquer sistema deve ser calculado levando-se em considerao o coeficiente de absoro do terreno. 4.5 A precipitao pluviomtrica da regio deve ser considerada para um tempo de recorrncia de 20 anos. Estes dados devem ser obtidos atravs de registros locais levantados por entidade de idoneidade comprovada ou ndices constantes no livro Chuvas Intensas no Brasil, de Otto Pfafstetter. 4.6 Devem ser consideradas como contribuio total de gua de controle de emergncia, as vazes definidas pelas normas PETROBRAS N-1203 e N-1886. Para efeito de projeto, no deve ser considerada a ocorrncia de emergncia em mais de uma unidade simultaneamente. 4.7 Os equipamentos tais como fornos, bombas, trocadores e outros que sujeitam a rea a vazamentos de petrleo, seus derivados, exceto GLP e outros gases liqefeitos, e/ou outros produtos qumicos, devem ser instalados em reas contidas (ver FIGURA A-26 do ANEXO A). 4.8 Os acessrios das tubulaes, localizadas em tubovias, tais como vlvulas, flanges, vents, drenos, filtros e outros locais onde possa ocorrer vazamento de petrleo, seus derivados e/ou outros produtos qumicos, exceto GLP e outros gases liqefeitos, devem ser instalados em reas contidas. 4.9 Recomenda-se a verificao e quando oportuna a reviso do Manual de Operao dos sistemas que contribuem para o sistema de drenagem, de forma a prever que os efluentes lquidos provenientes das unidades de processo tenham as suas vazes e teores de contaminantes minimizados por ajustes no processo, reciclagem e/ou tratamento no local. [Prtica Recomendada]

5 CLASSIFICAO DOS SISTEMAS Os efluentes lquidos devem estar enquadrados em um dos seguintes sistemas: a) pluvial limpo; 12

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b) contaminado; c) oleoso; d) guas acres; e) custico ou cido; f) soda gasta sulfdrica; g) soda gasta fenlica; h) pump-out; i) corrente com alto teor de slidos; j) sanitrio; k) gua oleosa de lastro de navios; l) descarte de perfurao com fluido a base gua; m)descarte de perfurao com fluido a base leo; n) contaminado de perfurao; o) efluentes de completao; p) especiais [Chumbo Tetraetila (CTE), MTBE, lcool, reas de estocagem de materiais slidos, laboratrios].

6 SISTEMA PLUVIAL LIMPO

6.1 Descrio Sistema para o qual so enviadas as correntes aquosas que no apresentam contaminao, admitindo-se presena de substncias em concentraes tais que possibilitem o seu lanamento direto no corpo receptor, segundo a Resoluo CONAMA 020/86 e/ou Legislao Estadual ou Municipal aplicvel.

6.2 Principais Contribuies

6.2.1 guas de chuva, de controle de emergncia e de lavagem de pisos, coletadas em locais tais como: a) rea administrativa; b) ruas externas aos limites de bateria das unidades; c) prdios, ruas e reas no sujeitas a contaminao de unidades de processo, reas de transferncia e estocagem e centrais de utilidades; d) reas de esferas e cilindros de gases, mesmo liqefeitos, bem como os respectivos canais de fuga e bacias de conteno; e) bacias de tanques de GLP ou outros gases refrigerados; f) bacias de tanques que possuam sistema segregado de drenagem de fundo de tanque (ver item 7.3.1); g) tubovias, exceto suas reas contidas; h) reas terraplenadas destinadas a futuras ampliaes.

6.2.2 Efluente tal como: purga de caldeiras.

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6.3 Drenagem, Coleta e Escoamento

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6.3.1 A drenagem das bacias de tanques deve ser realizada conforme explicitado no item 7.3.1.

6.3.2 No caso da rea de esferas e cilindros de gases, o efluente deve ser dirigido a uma bacia de conteno, conforme a norma PETROBRAS N-1645, antes de ser encaminhado para o sistema pluvial limpo.

6.3.3 O escoamento deve ser preferencialmente por gravidade em canaleta aberta, a qual poderia ser confeccionada em concreto armado, alvenaria revestida com argamassa, meia cana de concreto, ou ainda moldada no solo revestida com argamassa armada.

6.4 Tratamento Preliminar Os efluentes caracterizados neste sistema devem sofrer tratamentos de remoo de slidos grosseiros e areia, antes de serem encaminhados ao corpo receptor. As correntes que recebem contribuio das drenagens das bacias de tanque devem possuir ainda um septo selado com selo hdrico.

7 SISTEMA CONTAMINADO 7.1 Descrio Sistema para o qual so enviadas as correntes aquosas caracterizadas pela eventual presena de hidrocarbonetos, podendo conter slidos suspensos e dissolvidos e/ou outros contaminantes em concentraes tais que impossibilitem o seu lanamento direto no corpo receptor, segundo a Resoluo CONAMA 020/86 e/ou Legislao Estadual ou Municipal aplicvel. 7.2 Principais Contribuies 7.2.1 guas de chuva, de controle de emergncia, de resfriamento, de lavagem de pisos e drenos coletadas em locais tais como: a) bacias de tanques, inclusive os que possuam sistema segregado de drenagem de fundo de tanque (ver item 7.3.1), exceto as bacias de tanques de GLP e outros gases liqefeitos ou refrigerados; b) reas contidas de tubovias, isto , as reas sujeitas a vazamentos, tais como aquelas prximas a vents, flanges, vlvulas, drenos e outros acessrios; c) reas de manifolds; d) reas no contidas de unidades de processo, de centrais termoeltricas e de bombas; 14

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e) reas contidas da Estao de Tratamento de Efluentes Lquidos; f) reas contidas de estaes de compressores; g) rea da estao de tratamento de fluido de completao e/ou perfurao a base de leo; h) reas de recolhimento e limpeza de materiais e equipamentos de combate a poluio por leo; i) rea de conferncia de cargas de caminhes-tanques.

7.2.2 Efluente tal como: purga contnua das bacias de acumulao das torres de resfriamento.

7.3 Drenagem, Coleta e Escoamento

7.3.1 Drenagem das bacias de tanques (ver FIGURAS A-9 a A-16 do ANEXO A).

7.3.1.1 A drenagem das bacias de tanques deve ser completamente segregada da drenagem de fundo de tanque.

7.3.1.2 As guas pluviais precipitadas sobre as bacias de tanques devem ser enviadas caixa coletora da bacia de tanque.

7.3.1.3 A tubulao de sada da caixa coletora, aps passar atravs do dique, deve ser conduzida a caixa de vlvulas da bacia, que envia o fluxo ao sistema contaminado (ver FIGURAS A-9 e A-11 do ANEXO A). Alternativamente a este sistema, pode ser instalado um manifold na caixa de vlvulas da bacia de forma a possibilitar o envio do fluxo ao sistema pluvial limpo ou contaminado (ver FIGURAS A-10 e A-12 do ANEXO A), desde que sejam atendidas as seguintes condies: a) o tanque a ser drenado deve possuir sistema de medio de nvel por telemetria; b) existncia de critrio operacional que assegure a no simultaneidade das operaes de drenagem da bacia e da transferncia de produto para o tanque; c) existncia de sistemas de instrumentao e controle ou procedimentos operacionais que assegurem a superviso constante da bacia ou caixa de vlvulas, de forma a garantir a ausncia de leo no sistema pluvial limpo.

7.3.2 O escoamento deve ser por gravidade, preferencialmente por canaletas abertas, em concreto armado, na direo da Estao de Tratamento de Efluentes Lquidos. O bombeamento para um coletor prximo s deve ser adotado em casos excepcionais e preferencialmente fora do limite de bateria das unidades.

7.3.3 Deve ser adotado o uso de tubulaes dentro do limite de bateria de unidades de processo, em travessias de ruas ou quando o seu uso se fizer necessrio.

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7.3.4 A coleta e o escoamento dos efluentes provenientes de reas no contidas de unidades de processo, de central termoeltrica, de casas de bombas, bem como de tubovias internas a essas reas devem ser feitos atravs de sistema selado e enterrado at o limite de bateria da unidade.

7.4 Tratamento Preliminar 7.4.1 Deve ser tomado como base para o tratamento preliminar, o diagrama mostrado na FIGURA 1.
Para Descarte no Corpo Receptor 2 Vertedor Efluente Contaminado Gradeamento Desarenador Caixa de Partio Para Tratamento Primrio

1 Vertedor Extravasor de Bacia ou Tanque de Acumulao do Sistema Oleoso Bacia ou Tanque de Acumulao do Sistema Contaminado

FIGURA 1 - ESQUEMA DE ENCAMINHAMENTO E TRATAMENTO PRELIMINAR DOS EFLUENTES DO SISTEMA CONTAMINADO

7.4.2 Em condies de tempo seco, os efluentes devem ser dirigidos ao SAO, sem queda livre do efluente. Em condies de chuva ou incndio, quando a vazo afluente caixa de partio for superior a capacidade mxima de transferncia desse sistema para o SAO, o excesso deve ser desviado atravs do vertedor para a bacia de acumulao.

7.4.3 Gradeamento Equipamento destinado a reteno de slidos grosseiros, atravs de grades fixas ou mveis, provido de facilidades para a operao de limpeza e remoo dos slidos retidos.

7.4.4 Desarenador Equipamento destinado a remoo de slidos finos, constitudo por sistema de sedimentao, dotado de facilidades para a operao de limpeza e remoo dos slidos retidos.

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7.4.5 Caixa de Partio (ver FIGURA A-22 do ANEXO A) Caixa destinada ao direcionamento dos fluxos excedentes decorrentes de chuva ou emergncia, quando a vazo afluente a esta caixa for superior capacidade mxima de transferncia admitida desse sistema para a estao de tratamento. Em condies normais, o efluente encaminhado para a estao de tratamento, atravs de um sistema adequado de limitao de vazo. Esta caixa dotada de dois vertedores: o primeiro destinado ao desvio do fluxo excedente para a BAC/TAC; o segundo, dotado de septo e selo hdrico, destinado ao desvio do fluxo excedente da capacidade BAC/TAC para o corpo receptor.

7.4.6 Bacia ou Tanque de Acumulao - BAC/TAC (ver FIGURAS A-22 e A-24 do ANEXO A)

7.4.6.1 Bacia em concreto armado ou tanque fechado dimensionado para armazenar a vazo do efluente do sistema contaminado, excedente capacidade da estao de tratamento. Aps cessada a chuva ou situao de emergncia, o efluente acumulado deve ser transferido para a estao de tratamento, preferencialmente por gravidade, com vazo que no ultrapasse a vazo mxima de projeto definida para o sistema de tratamento.

7.4.6.2 A capacidade da BAC/TAC deve ser dimensionada de modo a comportar o maior dentre os seguintes volumes: a) gua de controle de emergncia para 30 minutos de combate a incndio, com vazo conforme os critrios das normas PETROBRAS N-1203 e N-1886; b) o excedente de vazo definido no item 7.4.2, calculado para a precipitao pluviomtrica mxima da regio, determinada em um tempo de recorrncia de 20 anos, e para uma durao de chuva igual ao tempo de chegada da contribuio mais distante bacia, acrescido de 10 minutos.

7.4.6.3 Quando a vazo contaminada excedente capacidade da estao de tratamento for acumulada em um tanque (TAC), devem ser seguidas as seguintes premissas (ver FIGURA A-24 do ANEXO A): a) o tanque deve ser construdo de acordo com os critrios de projeto do Manual API; b) o nvel mximo de trabalho do TAC deve estar abaixo do nvel mximo da caixa de partio contaminada, proporcionando o desnvel para impor a movimentao do fluxo; c) deve ser previsto um extravasamento de emergncia, acima do nvel mximo de trabalho do TAC.

7.4.6.4 Admite-se a utilizao de mais de um conjunto (caixa de partio mais BAC/TAC), para reduzir o tempo de chegada da contribuio mais distante.

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8 SISTEMA OLEOSO

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8.1 Descrio Sistema para o qual so enviadas as correntes aquosas caracterizadas pela presena constante de hidrocarbonetos, podendo conter slidos suspensos e dissolvidos e/ou outros contaminantes.

8.2 Principais Contribuies

8.2.1 guas de chuva, de controle de emergncia, de resfriamento, de lavagem de pisos e drenos coletadas em locais tais como: a) reas contidas de unidades de processo, de centrais termoeltricas e de bombas; b) reas de carga e descarga de caminhes e vages-tanque para petrleo ou seus derivados; c) rea de lavagem de equipamentos em oficinas; d) rea de lavagem de feixe de permutadores; e) reas contidas do campo de treinamento de combate a incndio; f) landfarming; g) postos de servio e garagens onde ocorra lubrificao e lavagem de veculos. 8.2.2 Efluentes tais como: a) drenagem de fundo dos tanques de petrleo e derivados exceto GLP e outros gases liqefeitos ou refrigerados; b) drenagem de fundo de tanque de slop, quando no contaminada pelos compostos indicados no item 9.1 (ver Nota); c) drenagem de fundo de aterro industrial; d) drenos de fundo dos equipamentos de unidades de processo, de centrais termoeltricas e de reas de bombas que contenham ou movimentem leos, inclusive aqueles de unidades de tratamento de guas acres e de soda gasta; e) purga intermitente de superfcie das bacias de acumulao das torres de resfriamento; f) efluentes das dessalgadoras; g) gua de produo de petrleo; h) gua oleosa de lastro de tanque; i) efluentes de tanques de lavagem de peas, equipamentos e instrumentos que se utilizam de derivados de petrleo e outros produtos qumicos.

Nota:

Os tanques de slop cujos efluentes apresentarem contaminao com os compostos citados, devem ser providos de dispositivos que permitam a drenagem para o sistema de guas acres.

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8.3 Drenagem, Coleta e Escoamento

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8.3.1 Drenagem de guas Oleosas de Fundo de Tanque (Ver FIGURAS A-17 a A-21 do ANEXO A)

8.3.1.1 Conceitos Bsicos a) a drenagem das guas oleosas de fundo de tanque deve ser preferencialmente automtica, com escoamento por gravidade, para o sistema oleoso; b) na sada da bacia de tanque, a tubulao de drenagem deve ser dotada de vlvulas com haste para manuseio ao nvel do terreno, centralizadas na caixa de sada; c) a drenagem de fundo de tanque deve ser sempre independente da drenagem das guas pluviais precipitadas na bacia dos tanques; d) o sistema de drenagem, automtico ou manual, deve possuir recursos para a recuperao do volume do leo retido nas linhas entre o tanque e as vlvulas de bloqueio; e) o sistema de drenagem, automtico ou manual, deve possuir um sistema de deteco da interface gua/leo; f) independente da soluo adotada, as vlvulas de dreno devem ser mantidas junto ao costado do tanque; g) no caso de necessidade de controle das vazes de drenagem de fundo de tanque para tratamento, pode ser utilizado um tanque drenador; h) na inexistncia de um sistema de tratamento adequado, a drenagem de fundo de tanque deve ser encaminhada para uma caixa de acmulo para posterior tratamento.

8.3.1.2 Sistema de Drenagem Automtica de Fundo de Tanque (Ver FIGURAS A-20 e A-21 do ANEXO A) a) este sistema deve ser constitudo basicamente de vlvulas de bloqueio de fluxo motorizadas (uma vlvula para cada tanque), elementos sensores de interface gua/leo e controlador lgico programvel (CLP); b) no caso de se adotar a soluo de um CLP dedicado, exclusivamente para o sistema automtico de drenagem, este deve ser capaz de comunicar-se com o CLP da planta; c) o escoamento das guas oleosas deve ser efetuado atravs de tubulao, por gravidade, diretamente dos tanques para o sistema oleoso; d) os elementos sensores devem detectar o teor de leo no fluido drenado; e) estes elementos devem enviar sinais ao controlador lgico que comanda as vlvulas de bloqueio de fluxo instaladas nas linhas de drenagem dos tanques; f) deve ser instalado um sistema de controle de interface gua/leo, preferencialmente, o mais prximo possvel de cada tanque; g) no caso de se adotar um sistema de controle de interface gua/leo para cada grupo de tanques conectado a um manifold de vlvulas de bloqueio, o elemento sensor deve ser locado de forma a minimizar sua distncia aos tanques de armazenamento, devendo ser previsto um sistema de recuperao do produto contido no trecho de tubulao entre o tanque e a vlvula de bloqueio. 19

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8.3.1.3 Sistema de Drenagem Manual de Fundo de Tanque a) sistema aberto (ver FIGURA A-17 do ANEXO A): - o dreno de fundo de tanque deve verter para uma caixa de inspeo e manobra, construda dentro da bacia, com pescoo, para evitar o afluxo de guas de chuva, permitindo a visualizao da interface gua/leo; - de acordo com as necessidades operacionais ou caractersticas de cada tanque, pode haver uma ou mais caixas por tanque, construdas prximas a cada dreno; - da caixa de inspeo e manobra o fluxo conduzido, atravs de tubulao, para a caixa de sada; b) sistema fechado (ver FIGURAS A-18 e A-19 do ANEXO A): - a tubulao de drenagem de fundo de tanque deve ter um amostrador, localizado prximo ao dreno, possibilitando a deteco visual da interface gua/leo; - abaixo do amostrador deve haver a caixa de amostragem, com pescoo, para evitar o afluxo das guas de chuva da bacia; - de acordo com as necessidades operacionais ou caractersticas de cada tanque pode haver um ou mais pontos de drenagem, com os amostradores localizados prximos a cada dreno de tanque; - a drenagem da caixa de amostragem deve ser encaminhada para a tubulao de guas oleosas; - no caso de ser feita a centralizao dos amostradores e de todas as vlvulas para facilitar a operacionalidade do sistema deve ser previsto um sistema para recuperao do leo retido nas linhas, atravs de um conjunto de linhas e vlvulas especficas, que deve verter para um sump tank de acmulo, localizado fora da bacia.

8.3.1.4 Sistema de Drenagem Atravs de Tanque Drenador a) as drenagens individuais dos tanques devem ser interligadas um header, que encaminha o fluxo para o tanque drenador; b) a parada da drenagem dos tanques deve ser automtica, atravs de sinal indicativo de final de fase aquosa, proveniente de sensor instalado em ponto estratgico ou outro sistema indicativo de fase aquosa, de modo a minimizar a presena de leo nas tubulaes; c) os efluentes devem ser enviados do tanque drenador para o sistema oleoso preferencialmente por gravidade, com vazo controlada; d) o tanque drenador deve ter dispositivo flutuante de recolhimento de leo.

8.3.1.5 Sistema de Drenagem Atravs de Caixa de Acmulo a) o dimensionamento da caixa de acmulo deve ser compatvel com o volume a ser drenado e com as capacidades de transferncia e tratamento; b) a caixa de acmulo deve ser provida de sistema de controle de nvel, intertravado com o sistema de drenagem dos tanques, de forma a impedir o transbordamento da caixa; c) a caixa de acmulo deve ser provida de facilidades que possibilitem o seu esvaziamento para carretas ou sistema de tratamento. 20

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8.3.2 Coleta e Escoamento

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A coleta e o escoamento devem ser sempre feitos atravs de sistema selado e enterrado. O escoamento deve ser por gravidade na direo da Estao de Tratamento de Efluentes Lquidos. O bombeamento para um coletor prximo s deve ser adotado em casos excepcionais. 8.4 Tratamento Preliminar 8.4.1 Deve ser tomado como base para o tratamento preliminar o diagrama mostrado na FIGURA 2.
Efluente Oleoso Gradeamento Caixa de Partio Vertedor Para a Bacia/Tanque de Acumulao do Sistema Contaminado Extravasor Bacia/Tanque de Acumulao de Sistema Oleoso Para Tratamento Primrio

FIGURA 2 - ESQUEMA DE ENCAMINHAMENTO E TRATAMENTO PRELIMINAR DOS EFLUENTES DO SISTEMA OLEOSO 8.4.2 Em condies de tempo seco, os efluentes devem ser dirigidos ao SAO, sem queda livre do efluente (tubulao de chegada submersa). Em condies de chuva ou incndio, quando a vazo afluente caixa de partio for superior a capacidade mxima de transferncia desse sistema para o SAO, o excesso deve ser desviado atravs do vertedor para a bacia/tanque de acumulao. 8.4.3 Os efluentes do landfarming e de outras reas que possam arrastar quantidades significativas de areia devem passar por sistema local de remoo destes slidos, antes de serem encaminhados ao tratamento preliminar. 8.4.4 Gradeamento Equipamento destinado a reteno de slidos grosseiros, atravs de grades fixas ou mveis, provido de facilidades para a operao de limpeza e remoo dos slidos retidos. 8.4.5 Caixa de Partio (Ver FIGURA A-23 do ANEXO A) Caixa destinada ao direcionamento dos efluentes oleosos provenientes do processo e das guas de chuva ou emergncia das reas oleosas. Em condies normais o efluente encaminhado estao de tratamento, atravs de sistema adequado de limitao de vazo. Quando o afluente a esta caixa for superior capacidade mxima admitida de transferncia para a estao de tratamento, o fluxo excedente desviado, atravs de um vertedor, para a BAO/TAO. 21

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8.4.6 Bacia ou Tanque de Acumulao - BAO/TAO (Ver FIGURAS A-23 e A-25 do ANEXO A)

8.4.6.1 Bacia em concreto armado ou tanque fechado dimensionado para armazenar a vazo do efluente oleoso excedente capacidade da estao de tratamento. Aps cessada a chuva ou situao de emergncia, o efluente acumulado deve ser transferido para a estao de tratamento, preferencialmente por gravidade e sem queda livre do efluente, com vazo que no ultrapasse a vazo mxima de projeto definida para o sistema de tratamento.

8.4.6.2 A capacidade da bacia/tanque deve ser dimensionada de modo a comportar o maior dos volumes entre: a) gua de controle de emergncia, para tempos e vazes de combate a incndios definidos na normas PETROBRAS N-1203 e N-1886; b) o excedente de vazo descrito no item 8.4.2, para a precipitao pluviomtrica mxima da regio, determinada em um tempo de recorrncia de 20 anos e considerando um perodo de 2 horas e 30 minutos de precipitao.

8.4.6.3 A BAO deve ser provida de um vertedor, com septo para reteno do leo, que permita seu extravasamento para a (BAC).

8.4.6.4 Quando o excedente capacidade da estao de tratamento for acumulado em tanque (TAO), devem ser observadas as seguintes premissas (ver FIGURA A-25 do ANEXO A): a) o tanque deve ser construdo de acordo com os critrios de projeto do Manual API; b) o nvel mximo de trabalho do TAO deve estar abaixo do nvel mximo da caixa de partio oleosa, proporcionando o desnvel para impor a movimentao do fluxo; c) o nvel de extravasamento deve ser inferior ao nvel mximo da caixa de partio oleosa e superior ao nvel mximo da BAC/TAC para impor o deslocamento dos fluxos.

9 SISTEMA DE GUAS ACRES (SOUR WATER) 9.1 Descrio Sistema para o qual so enviados os condensados de vapor dgua das unidades de processo, e outras correntes contaminadas principalmente com sulfetos, mercaptdeos, amnia, cianetos, fenis, cresis e outros contaminantes.

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9.2 Principais Contribuies

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a) condensado do tambor de refluxo da destilao atmosfrica; b) condensado do tambor de topo da destilao a vcuo; c) condensado do tambor de refluxo da fracionadora das unidades de Craqueamento Cataltico (FCC ou RFCC); d) condensado do tambor de refluxo das estabilizadoras das hidrodessulfurizaes (HSSs) e hidrotratamentos (HDTs); e) gua de lavagem de gases do FCC e do RFCC; f) lquido do tambor de separao de condensado da rede de tochas; g) outros componentes similares aos descritos anteriormente, das demais unidades, tais como Coque, Reforma e outros, alm dos efluentes de seus reatores e de seus equipamentos de lavagem de produtos; h) drenagem de fundo de tanques de slop, quando contaminadas com os compostos indicados no item 9.1. 9.3 Coleta e Escoamento A coleta e o escoamento devem ser feitos atravs de sistema fechado. Estes efluentes devem ser dirigidos para a Unidade de Tratamento de guas Acres. 9.4 Tratamento Preliminar 9.4.1 Deve ser tomado como base para o tratamento preliminar, o diagrama mostrado na FIGURA 3.
Gs Residual Armazenamento e Separao Preliminar de leo Unidade de Tratamento de guas Acres Efluente Queima ou Recuperao de Enxofre

guas Acres

leo Recuperado

Reaproveitamento ou para o Sistema Oleoso

Reutilizao ou para o Sistema Oleoso

FIGURA 3 - ESQUEMA DE ENCAMINHAMENTO E TRATAMENTO PRELIMINAR DOS EFLUENTES DO SISTEMA DE GUAS ACRES 9.4.2 Armazenamento e Separao Preliminar do leo As guas acres devem ser armazenadas em um vaso ou tanque de carga, capaz de permitir a operao da unidade com vazo constante e com volume suficiente para conter o inventrio da unidade em caso de emergncia. O vaso ou tanque deve ser selado com gs inerte ou gs combustvel, com alvio para o sistema de tocha. O sistema deve ser provido de facilidades para a separao de leo, sendo o leo separado enviado para reaproveitamento ou para o sistema oleoso e as guas acres enviadas para a unidade de tratamento de guas acres. 23

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9.4.3 Unidade de Tratamento de guas Acres

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A unidade de tratamento de guas acres deve fazer a separao das fases gasosa e lquida, de modo a se poder encaminhar a fase gasosa para sistema de gs residual ou para recuperao de enxofre, e a fase lquida para a reutilizao, tal como dessalgao do petrleo, ou para o sistema oleoso. Quando o destino do efluente da fase lquida for para o sistema oleoso, sua temperatura deve ser limitada ao mximo de 40 C. Os teores de contaminantes, principalmente sulfetos e amnia, devem ser tais que o efluente final da unidade de tratamento de efluentes industriais atenda aos requisitos da legislao ambiental aplicvel.

10 SISTEMA CUSTICO OU CIDO

10.1 Descrio Sistema para o qual so enviadas as correntes aquosas caracterizadas pela contaminao atravs de drenagens, derrames ou vazamentos de equipamentos que movimentem ou contenham produtos custicos ou cidos.

10.2 Principais Contribuies As guas de chuva, de controle de emergncia, de resfriamento e de lavagem de pisos coletadas em locais tais como: a) reas contidas dos equipamentos das unidades de processo, que contenham ou movimentem fluidos custicos ou cidos tais como bombas dosadoras, tanques de soda e tanques de cido sulfrico; b) reas contidas das unidades de preparo de solues custicas ou cidas; c) reas contidas de carga e descarga de fluidos custicos ou cidos. 10.3 Drenagem, Coleta e Escoamento

10.3.1 As drenagens das reas contidas, bem como os efluentes provenientes das operaes de regenerao e deslocamento dos vasos de troca inica, devem ser encaminhadas a tanque(s) de conteno/neutralizao.

10.3.2 A coleta e o escoamento devem ser sempre feitos atravs de sistema fechado e enterrado ou canaletas cobertas com tampas removveis, resistentes alclis e cidos. Estes efluentes devem ser reunidos em uma caixa de passagem especial nos limites de cada unidade e em seguida conduzidos, se possvel, a uma caixa de passagem especial central, para posterior transferncia ao tanque de conteno/neutralizao. 10.3.3 Quando a transferncia entre a caixa central e o tanque de conteno for feita por bombeamento, o sistema de bombeio deve ser projetado de modo a garantir que no haja possibilidade de transbordamento. 24

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10.3.4 O tanque de conteno/neutralizao deve ser em concreto armado, com revestimento anticorrosivo, possuindo facilidades para a neutralizao do efluente. 10.3.5 Os efluentes das operaes de contralavagem e enxages podem ser encaminhados ao sistema pluvial limpo, desde que isentos de hidrocarbonetos e substncias com concentraes abaixo do limite estabelecido pela Resoluo CONAMA 020/86. [Prtica Recomendada] 10.3.6 Os drenos dos tanques de cido sulfrico e de soda custica devem ser providos de duplo bloqueio. 10.4 Tratamento Preliminar 10.4.1 O dimensionamento do sistema deve considerar a maior contribuio entre chuva (2 horas e 30 minutos de precipitao) e caso de acidentes. Os efluentes dos sistemas de drenagem custica devem ser enviados a um tanque de conteno/neutralizao. 10.4.2 O(s) tanque(s) de conteno/neutralizao contendo os efluentes cidos ou alcalinos deve(m) ser dimensionado(s) para conter o maior dos volumes efluentes possveis entre: a) efluente das operaes de regenerao e deslocamento; b) maior vazamento possvel na rea contida. 10.4.3 A neutralizao do efluente, quando necessria, pode ser efetuada no tanque de conteno, que neste caso deve ser provido de facilidades para sua consecuo, ou em outra unidade que faa a neutralizao. O tanque de conteno deve ser provido de facilidades para esgotamento bombeado. 10.4.4 Quando a neutralizao for feita pela reao balanceada dos efluentes cidos com os efluentes alcalinos, a capacidade do(s) tanque(s) de neutralizao deve ser tal que possa(m) conter os efluentes da regenerao e deslocamento de um vaso catinico e de um vaso aninico adicionados. O(s) tanque(s) de neutralizao deve(m) ser revestido(s) com material resistente a lcalis e cidos e equipado(s) com facilidades para completar a neutralizao. Aps a neutralizao, o efluente deve ser encaminhado ao sistema pluvial limpo, desde que atenda aos requisitos da legislao ambiental aplicvel. 11 SISTEMA DE SODA GASTA SULFDRICA 11.1 Descrio Sistema para o qual so enviadas as correntes aquosas caracterizadas pela contaminao com sulfetos, mercaptdeos, cianetos e fenis em concentrao inferior a 1 % (p/v). Este sistema tambm possui soda livre no reagida.

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Nota:

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Se qualquer corrente contm fenis em quantidade superior a 1 % (p/v), considerada soda gasta fenlica.

11.2 Principais Contribuies a) soda proveniente dos tratamentos custicos de produtos; b) guas de lavagem de produtos provenientes dos tratamentos custicos.

11.3 Coleta e Escoamento A coleta e o escoamento devem ser feitos atravs de sistema fechado, provido de caixas de passagem especiais. Estes efluentes devem ser dirigidos para a Unidade de Tratamento de Soda Gasta.

11.4 Tratamento Preliminar

11.4.1 Deve ser tomado como base para o tratamento preliminar, o diagrama mostrado na FIGURA 4.

Gs Residual

Queima ou Recuperao de Enxofre

Soda Gasta Sulfdrica

Armazenamento e Separao Preliminar de leo

Unidade de Tratamento de Soda Gasta

Sistema Oleoso Efluente Reaproveitamento ou para Sistema Oleoso

leo Recuperado

FIGURA 4 - ESQUEMA DE ENCAMINHAMENTO E TRATAMENTO PRELIMINAR DOS EFLUENTES DO SISTEMA DE SODA GASTA SULFDRICA 11.4.2 Armazenamento e Separao Preliminar de leo Os efluentes provenientes do sistema de soda gasta sulfdrica devem ser armazenados em dois tanques ou vasos (um recebendo soda gasta e outro alimentando a unidade), que podem ser os mesmos utilizados no sistema de soda gasta fenlica, caso o tratamento seja o mesmo. Os tanques ou vasos devem ser dotados de facilidades para a remoo do leo sobrenadante, e devem ser selados com gs inerte ou gs combustvel, com alvio para o sistema de tocha. O leo a separado deve ser dirigido para reaproveitamento ou para o sistema oleoso. A alimentao deve ser feita de forma a no haver queda livre do produto dentro do tanque ou vaso. 26

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11.4.3 Tratamento e Neutralizao.

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11.4.3.1 A soda gasta sulfdrica, livre dos excessos de leo, deve ser processada para remoo e neutralizao dos contaminantes. Dentre os processos existentes so admitidos: a) b) c) d) saturao com gs cido; termo oxidao mida; neutralizao com gases residuais de combusto; neutralizao com cido mineral forte.

11.4.3.2 Independentemente do processo adotado, os gases produzidos na unidade de tratamento e neutralizao devem ser encaminhados ao sistema de gs residual ou unidade de recuperao de enxofre. O leo separado durante o processo deve ser dirigido para reaproveitamento ou para o sistema oleoso. O efluente lquido da unidade de tratamento e neutralizao de soda gasta sulfdrica deve ser dirigido ao sistema oleoso. Sua temperatura deve ser limitada ao mximo de 40 C, os teores de contaminantes, principalmente, sulfetos e fenis e o pH, devem ser tais que no impactem a estao de tratamento de efluentes de modo a acarretar o no enquadramento do efluente final.

12 SISTEMA DE SODA GASTA FENLICA

12.1 Descrio Sistema para o qual so enviadas as correntes aquosas caracterizadas pela contaminao com sulfetos, mercaptdeos, cianetos, cresis e fenis em concentrao superior a 1 % (p/v). Este sistema tambm possui soda livre no reagida.

12.2 Principais Contribuies a) soda proveniente dos tratamentos custicos de produtos; b) guas de lavagem de produtos provenientes dos tratamentos custicos.

12.3 Coleta e Escoamento A coleta e o escoamento devem ser feitos atravs de sistema fechado, provido de caixa de passagem especial. Estes efluentes devem ser dirigidos para a Unidade de Tratamento de Soda Gasta com possibilidade de reaproveitamento dos cresis.

12.4 Tratamento Preliminar 12.4.1 Deve ser tomado como base para o tratamento, o diagrama mostrado na FIGURA 5.

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Gs Residual

Queima ou Recuperao de Enxofre Sistema Oleoso

Sistema de Soda Gasta Fenlica

Armazenamento e Separao Preliminar de leo

Unidade de Tratamento Efluente de Soda Gasta com Cresis leo Recuperado

Reaproveitamento ou para Sistema Oleoso

leo com frao Reaproveitamento de Cresis

FIGURA 5 - ESQUEMA DE ENCAMINHAMENTO E TRATAMENTO PRELIMINAR DOS EFLUENTES DO SISTEMA DE SODA GASTA FENLICA

12.4.2 Armazenamento e Separao Preliminar de leo Os efluentes provenientes do sistema de soda gasta fenlica devem ser armazenados em dois tanques ou vasos (um recebendo soda gasta e outro alimentando a unidade), que podem ser os mesmos utilizados no sistema de soda gasta sulfdrica, caso o tratamento seja o mesmo. Os tanques devem ser dotados de facilidades para remoo do leo sobrenadante, e devem ser selados com gs inerte ou gs combustvel, com alvio para o sistema de tocha. O leo a separado deve ser dirigido para reaproveitamento ou para o sistema oleoso. A alimentao deve ser feita de forma a no haver queda livre do produto dentro do tanque ou vaso.

12.4.3 Tratamento e Neutralizao

12.4.3.1 A soda gasta fenlica, livre dos excessos de leo, deve ser processada para remoo e neutralizao dos contaminantes. Dentre os processos existentes so admitidos: a) saturao com gs cido; b) neutralizao com gases residuais de combusto; c) neutralizao com cido mineral forte.

12.4.3.2 Independentemente do processo adotado, os gases produzidos na unidade de tratamento e neutralizao, devem ser encaminhados ao sistema de gs residual ou a unidade de recuperao de enxofre. O leo separado durante o processo deve ser dirigido para reaproveitamento ou para o sistema oleoso. O efluente lquido da unidade de tratamento e neutralizao de soda gasta fenlica deve ser dirigido ao sistema oleoso. Sua temperatura deve ser limitada ao mximo de 40 C, os teores de contaminantes, principalmente sulfetos e fenis e o pH, devem ser tais que no impactem a estao de tratamento de efluentes de modo a acarretar o no enquadramento do efluente final.

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13 SISTEMA DE PUMP OUT

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13.1 Descrio Sistema para o qual so enviadas as correntes de hidrocarbonetos, especificados ou no, provenientes do esvaziamento de equipamentos, tubulaes e amostradores durante paradas programadas ou de emergncia em unidade de processo.

13.2 Coleta e Escoamento A coleta e escoamento devem ser feitos em funo do especificado pelo projeto de processo. No caso desse projeto especificar rede coletora enterrada interna a unidade de processo, esta rede deve atender aos seguintes requisitos:

13.2.1 A rede coletora deve ter caimento constante na direo do tanque ou vaso de acmulo.

13.2.2 A rede coletora deve ficar contida no interior de canaletas de concreto, preenchidas com areia fina, seca e solta e fechada com tampa de concreto devidamente vedada com mastique resistente a hidrocarbonetos, que impea a entrada de gua de chuva para o interior da canaleta (ver FIGURA A-42 do ANEXO A).

13.2.3 Em cada extremidade do coletor deve existir um flange cego que permita a limpeza deste em caso de entupimento. O acesso a esse flange deve ser feito atravs de uma caixa em concreto com tampa do mesmo material.

13.2.4 O fundo da canaleta deve ter caimento para as caixas de acesso ao flange com dispositivo que impea o carreamento da areia. O fundo da caixa de acesso ao flange deve ser interligado atravs de sifo a uma caixa do sistema oleoso.

13.2.5 Se o tanque ou vaso de acmulo estiver localizado dentro do limite de bateria da unidade e for enterrado, este deve ser instalado dentro de uma bacia de concreto, preenchida com areia fina, seca e solta, de maneira a no haver espao vazio entre o vaso e outros elementos construtivos.

14 CORRENTE COM ALTO TEOR DE SLIDOS

14.1 Descrio Sistema para o qual so enviadas as correntes aquosas no oleosas com concentrao elevada de slidos suspensos.

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14.2 Principais Contribuies

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Efluente tal como purga de clarificadores e contra-lavagem dos filtros das unidades de tratamento de gua doce.

14.3 Drenagem, Coleta e Escoamento

14.3.1 A coleta e escoamento devem ser feitos em funo do especificado pelo projeto de processo.

14.3.2 O escoamento deve ser preferencialmente por gravidade em canaleta aberta, a qual pode ser confeccionada em concreto armado, alvenaria revestida com argamassa, meia cana de concreto, ou ainda moldada no solo e revestida com argamassa armada. Dependendo do tipo de produto qumico que esteja presente no sistema e de suas concentraes, pode ser necessria a utilizao de tubos de PVC para o escoamento.

14.3.3 Ateno especial deve ser dada ao projeto de drenagem para se evitar baixas velocidades evitando-se assim a decantao excessiva de slidos no interior dos elementos durante o escoamento.

14.4 Tratamento Preliminar

14.4.1 Deve ser tomado como base para o tratamento preliminar, o diagrama mostrado na FIGURA 6
Para Reutilizao ou Descarte no Corpo Receptor conforme Requisitos da Legislao Ambiental Aplicvel

Efluente

Caixa de Partio Vertedor (Extravasor de Emergncia) Corpo Receptor

Sistema de Retirada de Slidos Slidos Para Tratamento ou Disposio

gua

FIGURA 6 - ESQUEMA DE ENCAMINHAMENTO E TRATAMENTO PRELIMINAR DAS CORRENTES COM ALTO TEOR DE SLIDOS

14.4.2 Em condies normais de processo, os efluentes devem ser dirigidos para o sistema de retirada de slidos suspensos e eventuais contaminantes. Posteriormente a gua tratada deve ser aproveitada atravs de recirculao. Quando no for possvel o total reaproveitamento da gua, aps passagem pelo sistema de decantao, o efluente pode ser descartado para o corpo receptor, desde que atenda aos requisitos da legislao ambiental aplicvel.

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14.4.3 Em situaes espordicas e de emergncia, no caso da capacidade do sistema de retirada de slidos ser ultrapassada, ou falha no processo, o efluente pode ser encaminhado para o sistema pluvial limpo por um curto espao de tempo. [Prtica Recomendada]

14.4.4 O lodo retirado durante o processo de separao deve ter tratamento e disposio apropriados.

15 SISTEMA SANITRIO

15.1 Descrio Sistema para o qual so enviados os efluentes provenientes do uso de gua para fins higinicos.

15.2 Principais Contribuies Efluentes coletados em locais tais como: a) b) c) d) e) f) g) lavatrios; chuveiros; vasos sanitrios; mictrios; pias e drenos dos equipamentos das cozinhas; ralos de pisos prediais; bebedouros.

15.3 Coleta e Escoamento 15.3.1 A coleta e o escoamento devem ser feitos de acordo com a norma ABNT NBR 8160. 15.3.2 Os efluentes no sanitrios s devem ser lanados no esgoto sanitrio em condies especiais, desde que atendam aos requisitos da norma ABNT NBR 9800. 15.4 Tratamento Preliminar Para unidades dotadas de tratamento secundrio (biolgico) de efluentes industriais, os efluentes do sistema sanitrio aps remoo de slidos grosseiros, devem ser, de modo preferencial, encaminhados a este tratamento. Nos demais casos, o tratamento dos efluentes do sistema sanitrio deve atender a norma ABNT NBR 7229, observando a legislao ambiental aplicvel.

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16 SISTEMA DE GUA OLEOSA DE LASTRO DE NAVIOS 16.1 Descrio Sistema para o qual so enviadas as guas oleosas provenientes do lastro de navios e outras embarcaes.

Nota:

Os efluentes provenientes de lastro de navios que estejam contaminados com produtos qumicos txicos, no devem ser includos neste sistema.

16.2 Escoamento A gua oleosa de lastro de navios deve ser escoada em tubulaes separadas e deve ser dirigida a tanques de armazenamento de lastro. Os tanques de armazenamento de lastro devem ser dimensionados de forma a garantir que, em nenhum momento, haja necessidade de descartar gua oleosa de lastro sem tratamento. O escoamento destes tanques para a Estao de Tratamento de Efluentes Lquidos industriais, deve ser feito, preferencialmente, por gravidade em sistema fechado.

16.3 Tratamento Preliminar A gua oleosa contida nos tanques de armazenamento de lastro deve ser dirigida ao SAO, atravs do sistema oleoso, e em seguida enviada para o corpo receptor, caso o nvel de contaminao do efluente atenda aos requisitos da legislao ambiental aplicvel. Caso contrrio, o efluente do SAO deve ser enviado a tratamento complementar.

17 DESCARTE DE PERFURAO COM FLUIDO BASE GUA

17.1 Descrio So efluentes descartados em diques de perfurao sem a presena de hidrocarbonetos e com presena de slidos suspensos, dissolvidos e/ou outros contaminantes.

17.2 Principais Contribuies

17.2.1 guas de chuva, lavagem de piso das seguintes reas: a) tanques de fluido perfurao; b) plataforma de perfurao; c) bombas de fluido perfurao.

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17.2.2 Efluentes tais como:

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a) fluido base gua descartado; b) gua de lavagem de peneiras vibratrias.

17.3 Coleta e Escoamento A coleta e o escoamento devem ser feitos por gravidade atravs de canaletas de concreto, direcionadas para o dique de perfurao, de forma seletiva para no haver mistura com sistemas pluvial limpo/sanitrio.

17.4 Construo dos Diques Em regies de solo muito permevel (arenoso), ou em terrenos calcrios com a possibilidade de conter cavernas prximas superfcie (relevo crstico) e em se tratando de resduos gerados pelos fluidos de perfurao pertencentes a classe I ou II conforme a norma ABNT NBR 10004, os diques de perfurao devem ser impermeabilizados, durante a sua construo, utilizando argila compactada ou outro material, de forma a obter coeficiente de permeabilidade vertical mximo de 10-7 cm/s, que impea a percolao de efluentes e conseqente contaminao do lenol fretico.

17.5 Tratamento Preliminar O tratamento primrio a remoo dos slidos por decantao nos diques de perfurao e a reutilizao da gua contaminada. Ao final da atividade de perfurao o dique deve ser drenado e aterrado em conformidade com a legislao vigente.

18 DESCARTE DE PERFURAO COM FLUIDO BASE LEO

18.1 Descrio So efluentes descartados em diques de perfurao com a presena de hidrocarbonetos, slidos suspensos, dissolvidos e/ou outros contaminantes.

18.2 Principais Contribuies

18.2.1 guas de chuva, lavagem de piso das seguintes reas: a) tanques de perfurao; b) plataforma de perfurao; c) bombas de perfurao.

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18.2.2 Efluentes tais como: a) fluido base leo descartado; b) gua de lavagem de peneiras vibratrias. 18.3 Coleta e Escoamento

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A coleta e o escoamento devem ser feitos por gravidade atravs de canaletas de concreto direcionadas para um tanque ou bacia coberta impedindo a contaminao da locao com leo. 18.4 Tratamento Preliminar O efluente deve sofrer tratamento de remoo de slidos grosseiros, areia e finos para reutilizao. O efluente no reutilizado deve receber tratamento para disposio final em conformidade com legislao vigente. 19 CONTAMINADO DE PERFURAO aquele efluente com possvel presena de hidrocarbonetos e slidos suspensos. 19.1 Descrio So as guas de chuva, lavagem e drenagem coletadas nas reas dos motores e geradores da sonda. 19.2 Coleta e Escoamento A coleta e o escoamento destes efluentes devem ser feitos por gravidade atravs de canaletas de concreto direcionadas para um separador gua/leo, de forma seletiva para no haver mistura com sistemas pluvial limpo/sanitrios/oleoso. 19.3 Tratamento Preliminar O tratamento primrio a remoo do leo no separador gua/leo e a drenagem da gua. O efluente deve ser encaminhado ao sistema pluvial limpo, desde que atenda aos requisitos da legislao ambiental aplicvel, caso contrrio deve ser encaminhado ao dique. 20 EFLUENTES DE COMPLETAO 20.1 Descrio Efluentes das intervenes nos poos de petrleo terrestres provenientes das operaes de completao, recompletao, restaurao, limpeza, mudana de mtodo de elevao, fraturamentos, tratamentos qumicos, teste de formao e produo, abandonos e outras correlatas. 34

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20.2 Principais Contribuies

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20.2.1 guas de chuva, de lavagem de pisos, em reas tais como: a) tanques de fluidos; b) plataforma; c) bombas de processo.

20.2.2 Efluentes tais como: a) b) c) d) e) f) g) h) i) j) k) solues salinas; fluidos viscosificados; solues com detergente; fluidos espumados; fluidos cidos; fluidos alcolicos; fluidos com solventes orgnicos; solues alcalinas; fluidos da formao leo; fluidos da formao sem leo; lavagens dos tanques de fluidos.

20.3 Coleta e Escoamento A coleta deve ser feita para tanques com facilidades tais que permitam a transferncia do efluente para uma estao de tratamento, via caminho, ou para o dique.

20.4 Tratamento Preliminar

20.4.1 Deve ser tomado como base para o tratamento preliminar, o diagrama mostrado na FIGURA 7.
Para o Sistema de Tratamento Via Caminho Tanques de Fluidos para Preparo, Acmulo e Neutralizao Para Tratamento Adequado ou Descarte no Corpo Receptor conforme Legislao Ambiental Aplicvel

Fluidos e Solues de Completao Provenientes do Poo

Dique da Perfurao

Retorno Para Queimador

FIGURA 7 - ESQUEMA DE ENCAMINHAMENTO E TRATAMENTO PRELIMINAR DO SISTEMA DE EFLUENTES DE COMPLETAO 35

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20.4.2 Os fluidos cidos e os fluidos alcalinos devem ser neutralizados antes do descarte para o dique.

20.4.3 As solues salinas que contenham cromato (Cr VI) devem sofrer reduo e precipitao antes do envio para o dique.

20.4.4 Para fluidos combustveis (fluidos da formao com leo e fluidos com solventes orgnicos) recomenda-se a queima ou o transporte para uma estao de tratamento.[Prtica Recomendada]

20.4.5 Os demais fluidos citados no item 20.2.2 devem ser encaminhados para o dique. Se qualquer fluido alterar consideravelmente as caractersticas fsico-qumicas de lanamento do efluente do dique para o corpo receptor, esse deve ser encaminhado para uma estao de tratamento.

20.4.6 O efluente do dique deve ser encaminhado para o corpo receptor quando atender a legislao ambiental vigente, caso contrrio, deve ser transferido para uma estao de tratamento.

21 SISTEMAS ESPECIAIS

21.1 Descrio Sistemas para os quais so enviados os efluentes que apresentam caractersticas prprias que no permitem o seu enquadramento nos sistemas descritos anteriormente, ou que necessitam de cuidados especiais para a sua coleta, escoamento e tratamento preliminar.

21.2 Sistema para Efluentes Sujeitos a Contaminao com Chumbo Tetraetila (CTE) das Unidades de Etilao Esto includos neste sistema os efluentes coletados nos seguintes pontos: a) rea do tanque-balana; b) plataforma coberta para armazenamento e esvaziamento de tambores; c) rea de estacionamento destinada ao esvaziamento de caminhes e/ou contineres com CTE; d) rea destinada ao simples estacionamento de caminhes de CTE e guarda de contineres com CTE; e) equipamentos destinados a transferncia e mistura de CTE, conectados a linhas de gasolina ou querosene.

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21.2.1 Coleta e Escoamento

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Os efluentes devem ser conduzidos atravs de tubulao e caixa de passagem especial para um poo interceptador.

21.2.2 Tratamento Preliminar O efluente coletado no poo interceptador para reteno do chumbo tetraetila (CTE) deve ser conduzido diretamente ao sistema oleoso. O CTE decantado retido no fundo do poo interceptador deve ser recolhido e entamborado.

21.3 Efluentes Contaminados com lcool/MTBE So os efluentes provenientes de vazamentos e/ou derramamentos destes produtos, principalmente nos ptios das reas de carregamento/descarregamento e nas reas contidas de seus parques de bombas, podendo ou no serem misturados com guas de chuva, guas de lavagem de piso ou gua de combate incndio.

Notas:

1) De forma a minimizar a possibilidade de gerao destes resduos, estas reas passveis de contaminao, sempre que possvel, devem ser cobertas. 2) Este sistema no se aplica em reas de carregamento de caminho, onde ocorre carregamento em conjunto de lcool/MTBE e derivados de petrleo, que deve obedecer as premissas do sistema oleoso.

21.3.1 Coleta e Escoamento 21.3.1.1 No caso de reas de carga e descarga de lcool e parque de bombas para lcool/MTBE, os efluentes lquidos nela coletados devem ser escoados, preferencialmente por canaletas, para uma bacia de acumulao especfica, aps passar por uma caixa de partio. 21.3.1.2 A caixa de partio deve ser dimensionada de modo a direcionar os efluentes para a bacia de acumulao at o limite da sua capacidade. Caso ocorra o enchimento da bacia, o excesso de efluente deve ser direcionado para o corpo receptor, atravs de vertedor. 21.3.2 Tratamento Preliminar 21.3.2.1 Drenagem de Tanques de lcool O efluente coletado na caixa de vlvula da bacia ou tanque deve ser transferido ao sistema contaminado ou removido para recuperao ou tratamento adequado, dependendo do grau de contaminao deste efluente.

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21.3.2.2 reas de Carga e Descarga de lcool e Parque de Bombas para lcool Deve ser tomado como base para o pr-tratamento dos efluentes coletados nas reas de carga e descarga de lcool e parque de bombas para lcool, conforme o diagrama mostrado na FIGURA 8.

21.3.2.3 Caixa de Partio Deve ser dimensionada de modo a direcionar os efluentes para a bacia de acumulao at o limite de sua capacidade. Caso ocorra o enchimento da bacia, o excesso de efluente deve ser direcionado para o corpo receptor atravs do vertedor.
Corpo Receptor Efluente contaminado com lcool Caixa de Partio Vertedor Bacia de Acumulao Para Recuperao ou Tratamento Adequado ou Descarte no Corpo Receptor conforme Requisitos da Legislao Ambiental Aplicvel

FIGURA 8 - SISTEMA ESPECIAL PARA EFLUENTES CONTAMINADOS COM LCOOL / MTBE

21.3.2.4 Bacia de Acumulao A bacia de acumulao deve ser dimensionada de modo a comportar o maior dos volumes: a) o volume de gua de controle de emergncia, para 30 minutos de combate a incndio, com vazo segundo os critrios estabelecidos na norma PETROBRAS N-1886; b) volume do maior vazamento acidental possvel na rea; c) caso a rea no seja coberta, o volume da precipitao pluviomtrica mxima da regio, determinada em um tempo de recorrncia de 20 anos, e para uma durao de chuva 30 minutos.

Notas:

1) A bacia de acumulao deve ser provida de facilidades para permitir a transferncia alternativa do efluente para recuperao, tratamento adequado ou descarte no corpo receptor, caso o efluente nela acumulado atenda aos requisitos da legislao ambiental aplicvel. 2) Deve constar do Manual de Operao do Sistema de Drenagem, a ser preparado junto com o projeto, a recomendao para que a bacia de acumulao permanea sempre vazia, durante a operao normal do sistema.

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21.4 Efluentes das reas de Estocagem de Materiais Slidos, em Gros ou em P

21.4.1 Descrio Sistema onde esto includos, entre outros, os ptios de armazenamento de coque das unidades de coqueamento e as piscinas ou ptios de armazenamento de enxofre.

21.4.2 Coleta e Escoamento As reas (ptios) para estocagem de materiais slidos em gros ou em p, tais como enxofre, carvo, coque, devem ser contidas. Os efluentes provenientes destas reas contidas devem escoar atravs de canaletas para tratamento preliminar. As sadas dos ptios devem ser providas de pequenas piscinas destinadas lavagem das rodas dos veculos de transporte dos produtos.

21.4.3 Tratamento Preliminar O diagrama mostrado na FIGURA 9 deve ser a base para o tratamento preliminar desses efluentes.

Efluente

Caixa de Partio ou Somente Vertedor Vertedor Bacia de Acumulao Extravasor

Decantao Slidos Para Reaproveitamento

Para o Sistema Contaminado ou Descarte no Corpo Receptor conforme Requisitos da Legislao Ambiental Aplicvel

Para o Sistema Contaminado

FIGURA 9 - ESQUEMA DE ENCAMINHAMENTO E TRATAMENTO PRELIMINAR DOS EFLUENTES DAS REAS DE ESTOCAGEM DE MATERIAIS SLIDOS, EM GROS OU EM P

21.4.4 Caixa de Partio ou Somente Vertedor A caixa de partio, quando projetada, deve ser dimensionada como caixa de areia. Em condies de tempo seco os efluentes devem ser dirigidos decantao. Em condies de chuva quando a vazo efluente a caixa de chegada for superior capacidade mxima de transferncia desse sistema, para a decantao, o excesso de efluente deve ser desviado atravs do vertedor para a bacia de acumulao.

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21.4.5 Bacia de Acumulao

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Deve ser mantida vazia em condies normais de funcionamento da rea. A capacidade da bacia deve ser dimensionada de modo a comportar o volume do excedente descrito no item 21.3.2.4. A bacia de acumulao desse sistema deve ser provida de extravasor para o sistema contaminado. Aps cessada a chuva, o efluente acumulado nesta bacia deve ser transferido para o decantador, com vazo de transferncia tal que no se ultrapasse a vazo mxima de projeto para este decantador.

21.4.6 Decantao O projeto de decantao deve levar em considerao o tipo de partcula a ser separada da corrente lquida.

21.5 Efluentes de Laboratrio

21.5.1 Descrio So aqueles gerados nas atividades desenvolvidas dentro de laboratrio.

21.5.2 Coleta e Escoamento

21.5.2.1 Os efluentes de laboratrio, conforme o tipo de produtos e grau de contaminao que contm, podem ser segregados em: a) no txicos; b) txicos.

21.5.2.2 Efluentes no Txicos de Laboratrio Os efluentes no txicos de laboratrio compreendem os descartes no txicos provenientes das pias de lavagem de equipamentos e vidrarias usados em anlises que envolvem hidrocarbonetos e produtos tais como cidos, lcalis e sais. Estes efluentes devem ser includos no sistema contaminado ou oleoso e devem ser coletados e escoados conforme item 7.3 ou 8.3.

21.5.2.3 Efluentes Txicos de Laboratrio Os efluentes txicos de laboratrio compreendem as guas passveis de contaminao por agentes txicos tais como cromatos, cianetos ou metais pesados (cromo, cdmio, arsnio, prata, chumbo, mercrio, etc.). Os efluentes txicos de laboratrio devem ser coletados e armazenados para tratamento e/ou destinao final.

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21.5.3 Tratamento Preliminar dos Efluentes Txicos de Laboratrio As caixas de armazenamento dos efluentes txicos de laboratrio devem ser providas de facilidades para dosagem e agitao de produtos qumicos, capazes de promover a precipitao ou remoo dos agentes txicos contaminantes. A soluo sobrenadante, depois de isenta de agentes txicos, deve ser enviada para o sistema contaminado. A borra que pode existir no fundo das caixas de armazenamento, aps a precipitao ou remoo dos agentes txicos contaminantes, deve ser armazenada em recipiente seguro at o seu descarte final, de acordo com a legislao ambiental aplicvel.

22 REQUISITOS BSICOS PARA PROJETO

22.1 Estudos de Caminhamento 22.1.1 O estudo de caminhamento para o projeto dos diversos sistemas de drenagem deve basear-se no arranjo geral da rea a ser esgotada e no projeto de terraplenagem.

22.1.2 Devem ser indicados: a) b) c) d) e) f) g) h) i) j) elevao de fundo, de incio e de final de cada trecho; elevaes do terreno e de pisos; declividades de cada trecho; sentido de fluxo; dimensionamento de tubos, canaletas, canais, entre outros; tipos de caixa e suas elevaes de fundo e de topo; identificao dos trechos, de acordo com a memria de clculo; materiais; identificao do sistema de drenagem; coordenadas das caixas e condutos.

22.1.3 Devem ser apresentados detalhes de obras complementares de drenagem, assim como das interferncias com redes subterrneas, fundaes e outras instalaes. 22.2 Dimensionamento 22.2.1 O clculo das descargas dos diversos sistemas de drenagem deve ser apresentado atravs da respectiva memria de clculo, devendo utilizar os seguintes dados: a) b) c) d) catalogados em rgos de idoneidade comprovada; fornecidos pela PETROBRAS; obtidos atravs de pesquisa local - indicando a fonte; fabricantes de equipamentos.

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22.2.2 O dimensionamento hidrulico dos diversos sistemas de drenagem, em canaletas retangulares ou tubulaes, deve ser apresentado no desenho de cada rea, de acordo com o quadro apresentado na FIGURA 10. No caso de canais trapezoidais ou outros, o procedimento para dimensionamento deve ser o mesmo, substituindo pela seo correspondente ao projeto, e acrescentando-se na tabela os dados referentes seo.

FIGURA 10 - QUADRO DE DIMENSIONAMENTO HIDRULICO

22.2.3 O dimensionamento dos diversos sistemas de drenagem deve ser calculado de acordo com frmulas conhecidas e de uso consagrado.

22.2.4 Os sistemas cuja coleta e escoamento so feitos atravs de tubulao, devem adotar, no mximo, um percentual de uso de 67 %, da rea da seo do tubo. No caso do uso de canaletas deve ser mantida uma borda seca mnima de 5 cm. Somente em casos excepcionais, e a critrio da PETROBRAS, pode ser aceito percentual de uso superior. 22.2.5 As vazes dos efluentes a serem considerados para o dimensionamento das tubulaes, canaletas e equipamentos dos sistemas contaminado e oleoso devem ser as provenientes das reas no contidas acrescidas das vazes de tempo seco. 22.2.6 A vazo mxima regularizada para tratamento no pode exceder em 50 % a vazo normal de tempo seco conforme CONAMA 020/86. 22.3 Declividade e Velocidade 22.3.1 Limites de Velocidade a) mnima: canais, canaletas e dutos fechados = 0,60 m/s; b) mxima: - canais e canaletas = 4,00 m/s; - dutos fechados = 2,00 m/s. 42

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22.3.2 Limites de Declividades

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a) mnima: 0,0006 m/m; b) mxima: deve ser limitada pela velocidade mxima.

Nota:

Os limites indicados nos itens 22.3.1 e 22.3.2 para velocidade e declividade, s podem ser excedidos com aprovao prvia da PETROBRAS.

22.4 Caractersticas dos Elementos e Dispositivos de Drenagem

22.4.1 Geral

22.4.1.1 Nas redes de tubulaes devem ser instaladas caixas de passagem nas seguintes situaes: a) b) c) d) e) f) cabeceiras dos coletores; mudanas de direo; mudanas de declividade; mudanas de seo; confluncia de coletores; alinhamentos retos, dentro das unidades de processamento, em intervalos inferiores a 60 m; g) alinhamentos retos, fora das unidades de processamento, em intervalos inferiores a 100 m, para linhas com dimetro nominal inferior a 60,0 cm e 150 m para linhas com dimetro superior a 60,0 cm. 22.4.1.2 Dentro do limite de bateria da unidade de processo todos os tampes das caixas de todos os sistemas devem ser hermeticamente vedados. O sistema oleoso e todo sistema que possa acumular/emanar gases em seus pontos baixos devem possuir tampes das caixas hermeticamente vedados mesmo fora do limite de bateria.

22.4.1.3 Para as reas de drenagem do sistema pluvial limpo e de efluentes contaminados com lcool/MTBE podem ser utilizados ralos simples de piso (ver FIGURA A-29 do ANEXO A). No se deve instalar ralos de piso em salas de controle, subestaes eltricas ou em ptios de controle de sistemas eltricos. [Prtica Recomendada]

22.4.1.4 A ventilao das caixas de passagem deve ser feita atravs de um tubo de suspiro com dimetro mnimo de 10,0 cm (4) para a atmosfera, com uma altura mnima de 6 m.

22.4.1.5 A extremidade de descarga da tubulao de suspiro das caixas de passagem (ver FIGURAS A-37, A-38, A-39, A-40 e A-41 do ANEXO A), deve situar-se a pelo menos, 15 m dos pontos de chama ou de superfcies cuja temperatura possa provocar a ignio dos vapores.

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22.4.1.6 Os ralos de piso com selo hdrico (ver FIGURA A-32 do ANEXO A) devem ser dispostos de tal maneira que descarreguem seus efluentes em caixas de passagem. Devem ser localizados sempre no ponto mais baixo da superfcie a ser drenada e ter a mesma elevao do piso.

22.4.1.7 As caixas coletoras contaminadas devem ser dispostas de tal maneira que descarreguem seus efluentes em caixas de passagem ou caixa coletora. Devem ser localizadas sempre no ponto mais baixo do piso e ter sua mesma elevao (ver FIGURAS A-27 e A-36 do ANEXO A).

22.4.1.8 A drenagem superficial (pluvial limpa ou contaminada) deve ser, preferencialmente, em canaleta aberta, a no ser em travessias de ruas ou quando o uso de tubulao e/ou galeria se fizer necessrio.

22.4.1.9 Em reas livres dos efeitos do trfego de viaturas ou de movimentao de terreno pode ser utilizado o meio-tubo em concreto ou canaleta em alvenaria, revestida com argamassa. [Prtica Recomendada]

22.4.1.10 Em reas administrativas e industriais, com trfego intenso de pessoas e veculos, recomenda-se que as canaletas sejam cobertas (ver FIGURAS A-5 e A-7 do ANEXO A). [Prtica Recomendada]

22.4.1.11 Recomenda-se que as caixas sejam identificadas no campo conforme nomenclatura adotada no projeto. [Prtica Recomendada]

22.4.2 Sistema Pluvial Limpo

22.4.2.1 Nas drenagens de ruas devem ser empregadas bocas de lobo ou meio-fio interrompido (ver FIGURAS A-1 a A-8 do ANEXO A).

22.4.2.2 A critrio da PETROBRAS, pode ser utilizada a rede de drenagem enterrada constando de bocas de lobo, caixas de passagem e tubulaes, desde que a profundidade da rede seja tcnica e economicamente admissvel. [Prtica Recomendada]

22.4.2.3 Deve ser evitado o acmulo de guas que provoque eroses e desmoronamentos no terreno, assim como deve ser implantada proteo de taludes contra efeitos de eroso causada pelas guas pluviais.

22.4.2.4 As caixas de passagem para o sistema pluvial limpo devem ser conforme a FIGURA A-35 do ANEXO A. 44

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22.4.3 Sistema Oleoso

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22.4.3.1 Para o sistema oleoso devem ser usadas caixas de passagem com selo hdrico e ventilao. Dentro do limite de bateria das unidades de processos, as excees a esta exigncia s podem ser efetuadas com autorizao expressa da PETROBRAS (ver FIGURA A-27 do ANEXO A).

22.4.3.2 Em linhas extensas, fora da rea de processo, podem ser intercaladas, entre duas caixas de passagem com selo hdrico, at 3 caixas de passagem sem selo hdrico e ventilao consecutivas (ver FIGURA A-27 do ANEXO A). [Prtica Recomendada]

22.4.3.3 O tronco principal do sistema oleoso das unidades de processo, deve ser conduzido alm do limite de bateria da unidade, como um sistema separado, at uma caixa de passagem com selo hdrico. Esta caixa deve ser interligada ao coletor do sistema oleoso atravs de uma caixa de passagem com selo hdrico (ver FIGURA A-27 do ANEXO A).

22.4.3.4 A distncia dos ralos de piso e drenos caixa de passagem receptora no deve exceder a 12 m.

22.4.3.5 As bases de bombas devem ser circundadas por canaletas de dimenses mnimas de 0,10 m de largura x 0,10 m de profundidade, escoando para uma canaleta principal. A canaleta principal deve escoar para uma caixa de passagem ou ralo de piso com selo hdrico situados no interior da rea contida respectiva (ver FIGURA A-28 do ANEXO A).

22.4.3.6 Quando os vasos e outros equipamentos de processo necessitarem de drenos com descarga visvel, estes devem ter uma bolsa de 10 cm, com uma projeo de 7,5 cm acima do piso, ligada a uma derivao, descarregando para uma caixa de passagem. Quando o volume da drenagem exceder a 5 /s, devem ser utilizadas tubulaes de 15,0 cm (6) de dimetro, ou maiores (ver FIGURA A-30 do ANEXO A). Quando houver a possibilidade de emanaes de gases txicos, a descarga deve ser lanada em dreno com a extremidade flangeada no acoplamento (ver FIGURA A-31 do ANEXO A).

22.4.3.7 Os drenos de grupos de vasos e equipamentos de processo semelhantes que se encontrem prximos podem ser interligados a um ramal onde as mudanas de direo no excedam 45. Este ramal deve possuir na sua extremidade acessos de limpeza com abertura fcil pelo piso (ver FIGURAS A-33 e A-34 do ANEXO A). [Prtica Recomendada]

22.5 Materiais

22.5.1 Na concepo do projeto, devem ser avaliados a influncia da temperatura, pH e composio dos efluentes, bem como a agressividade do solo sobre os materiais utilizados, observando aspectos de durabilidade e segurana das instalaes. 45

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22.5.2 Para estruturas e elementos construtivos de concreto, que tenham contato com efluentes cidos e alcalinos, deve ser especificada proteo ao ataque qumico de acordo com o Boletim Tcnico 55 da Associao Brasileira de Cimento Portland.

22.5.3 Para todo o sistema oleoso de drenagem e para o sistema contaminado, dentro do limite de bateria, deve ser utilizada tubulao de ferro fundido dctil ou nodular, classe K7 ou superior, de acordo com a norma ABNT NBR 7663, com junta de borracha nitrlica.

22.5.4 Para tubulaes enterradas, deve ser especificada proteo anticorrosiva externa adicional, nos casos em que o solo for especialmente agressivo.

22.5.5 Nas tubulaes enterradas deve ser prevista proteo mecnica ou recobrimento mnimo de 0,45 m, em cruzamentos com pistas, arruamentos entre outros o recobrimento mnimo deve ser de 0,60 m.

Nota:

Devem ser consideradas as cargas atuantes sobre o terreno.

22.5.6 Os materiais empregados para tubulaes e acessrios devem ser conforme as especificaes das normas ABNT NBR 5645, NBR 5688, NBR 7362, NBR 7661, NBR 7663, NBR 7665, NBR 8682, NBR 8890, NBR 9793, NBR 9794, NBR 10158, NBR 10160, NBR 10843, NBR 10845 e NBR 11852.

22.6 Manual de Operao 22.6.1 Deve ser apresentado, junto com o projeto do sistema de drenagem, segregao, escoamento e tratamento preliminar, o documento intitulado Manual de Operao, constitudo, entre outros, dos seguintes itens: a) sumrio; b) descrio do sistema de drenagem; c) sistemas de instrumentao e automao adotados, bem como as principais protees e intertravamentos do sistema; d) relao dos desenhos constituintes do projeto; e) relao dos principais equipamentos e cuidados para as respectivas manutenes; f) instrues para a realizao das operaes de drenagem em condies normais; g) instrues para a realizao das operaes de drenagem em condies de excepcionalidade; h) treinamento recomendado para o pessoal de operao; i) outras recomendaes e informaes consideradas necessrias para o perfeito entendimento, por parte do pessoal da operao, da filosofia adotada no projeto.

Nota:

Em intervenes de pequena complexidade, o Manual de Operao pode ser dispensado, a critrio da PETROBRAS. 46

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22.6.2 Dentre as principais recomendaes, constantes do Manual de Operao, devem ser includas, quando aplicvel, as seguintes:

22.6.2.1 Todas as vlvulas das caixas de vlvulas da bacia de tanques devem ser mantidas rigorosamente fechadas, quando no estiverem sendo operadas. Deve ser estabelecido um programa para a constante verificao de sua estanqueidade.

22.6.2.2 Quando o sistema de drenagem das bacias permitir o envio do fluxo ao sistema pluvial limpo e ao contaminado, a drenagem para o sistema pluvial limpo s deve ser efetuada aps a verificao da ausncia de hidrocarbonetos e adotados procedimentos operacionais que assegurem a superviso constante durante a drenagem da bacia. No caso de se constatar contaminao da gua no interior da bacia com hidrocarbonetos, ou na impossibilidade de superviso durante todo o tempo de drenagem, o fluxo de drenagem deve ser dirigido para o sistema contaminado.

22.6.2.3 A BAO/TAO deve ser mantida vazia durante a operao normal do sistema e deve ter prioridade de esvaziamento em relao BAC/TAC. Aps cessada a chuva ou a situao de emergncia, o efluente acumulado nessa BAO/TAO deve ser transferido para o tratamento primrio.

22.6.2.4 A BAC/TAC deve ser mantida vazia durante a operao normal do sistema e deve ter prioridade de esvaziamento em relao s bacias de tanques, caso estas no sejam direcionadas ao sistema pluvial limpo. Aps cessada a chuva ou a situao de emergncia e esvaziada a BAO/TAO, o efluente acumulado nessa BAC/TAC deve ser transferido para o tratamento primrio.

22.6.2.5 A bacia de acumulao do sistema de efluentes contaminados com lcool/MTBE, deve ser mantida vazia durante a operao normal do sistema, devendo ser imediatamente drenada aps cessada a chuva ou a situao de emergncia para tratamento adequado, recuperao ou descarte para o corpo receptor, caso o efluente nela acumulado atenda aos requisitos da legislao ambiental aplicvel.

22.6.2.6 A bacia de acumulao do sistema de efluentes das reas de estocagem de materiais slidos, em gros ou em p, deve ser mantida vazia em condies normais de funcionamento da rea, devendo ser imediatamente drenada, aps cessada a chuva ou a situao de emergncia, em uma vazo de transferncia tal que no ultrapasse a vazo mxima de projeto do decantador. Em termos de prioridade de esvaziamento esta bacia deve ser considerada como BAC/TAC.

22.6.2.7 A vazo mxima de esvaziamento das guas de chuva acumuladas nas bacias e tanques citados nos itens 22.6.2.3 a 22.6.2.6, somada vazo de tempo seco, no deve ultrapassar a vazo mxima regularizada (ver item 22.2.6).

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22.6.2.8 A bacia de conteno de reas de esferas e cilindros de GLP e outros gases pressurizados deve ser mantida vazia durante a operao normal do sistema, devendo ser imediatamente drenada, aps cessada a chuva ou a situao de emergncia, para o corpo receptor.

23 CARACTERIZAO E TRATABILIDADE DE EFLUENTES

23.1 Caracterizao de Efluentes A caracterizao adequada dos efluentes a serem conduzidos e/ou pr-tratados necessria para um correto projeto de sistema de tratamento desses efluentes. Quando no se dispuser de dados suficientes para a caracterizao do efluente da prpria unidade projetada, os elementos devem ser obtidos por levantamentos em unidades similares, composio de efluentes sintticos ou pesquisa bibliogrfica. Com este fim, devem ser medidas ou estimadas as vazes mnima, mdia e mxima, bem como serem analisados em laboratrio, todos os parmetros poluentes dos efluentes. Essa etapa de caracterizao deve ser a mais abrangente possvel, em perodos de tempo representativos das condies operacionais das instalaes. A medio de vazo deve ser feita utilizando-se vertedores, calhas ou outros dispositivos de medio, adequados vazo estimada ou previamente conhecida. A amostragem, de preferncia, deve ser composta, podendo ser simples em caso de determinados parmetros como por exemplo teor de leos e graxas.

23.2 Tratabilidade Os estudos de tratabilidade dos efluentes podem ser de laboratrio e/ou de campo, fsico/qumicos e/ou biolgicos. Como regra geral, devem ser executados obrigatoriamente quando os efluentes apresentarem parmetros para os quais seja difcil prever as taxas de remoo. Tais estudos revestem-se de maior importncia quando o processo de tratamento em questo visa enquadrar os efluentes na legislao ambiental em vigor.

24 TRATAMENTO E DISPOSIO FINAL Deve ser adotada para o tratamento dos efluentes lquidos a tecnologia mais adequada tcnica e economicamente de modo a enquadrar todos os parmetros do efluente tratado nos limites exigidos pela legislao ambiental pertinente. Devido complexidade, variedade e individualidade dos processos de tratamento de efluentes lquidos aplicveis a diversas unidades industriais, o detalhamento deste item no faz parte do escopo desta Norma.

Nota:

Em caso de se adotar emissrios submarinos para o lanamento dos efluentes este deve ser considerado como parte integrante do tratamento, aplicando-se os limites exigidos pelo rgo ambiental aps a disperso dos efluentes. _____________ /ANEXO A

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