Doenças
Doenças
Niquinha Aube
(Licenciatura em Agropecuária)
Universidade Rovuma
Extensão do Niassa
2023
Brenda Andre Papo Seco
Niquinha Aube
(Licenciatura em Agropecuária)
Universidade Rovuma
Extensão do Niassa
2023
Índice
1.INTRODUÇÃO ............................................................................................................. 4
1.1.Objectivos ............................................................................................................... 4
1.1.1.Objectivos gerais .............................................................................................. 4
1.1.1.1.Objectivos específicos ................................................................................... 4
1.1.2.1.2.Metodologias .............................................................................................. 4
2.Alface............................................................................................................................. 5
2.1.DOENÇAS DA PARTE AÉREA ........................................................................... 5
3.Míldio (Bremia lactueae Regei) .................................................................................... 6
3.1.Medidas de controle ................................................................................................ 7
3.1.2.Septoriose (Sepl/JIia lacrucac Pass.) ................................................................ 7
3.1.2.Medidas de controle ......................................................................................... 8
4. Mancha-de-cercóspora ICercospora longlssima Cugini ex Traverso non Cooke &
Ellis) ................................................................................................................................. 8
4.1.Medidas de controle ................................................................................................ 9
5.Doenças da cultura de alho e Cebola ........................................................................... 10
5.1. Etiologia .............................................................................................................. 10
5.1.2.Sintomas ......................................................................................................... 10
5.1.2.3. Míldio – Peronospora destructor (Berk) Casp. ex Berk ............................. 11
5.1.2. Etiologia ............................................................................................................ 11
5.2.3. Sintomas ........................................................................................................ 11
6.O controlo da doença ................................................................................................... 12
6.1.Mancha-púrpura – Alternaria porri (Ellis) Cif. .................................................... 12
6.1.2. Etiologia ........................................................................................................ 12
6.1.3.Sintomas ......................................................................................................... 12
7.O controlo da doença .................................................................................................. 13
7.1.Antracnose-foliar – Colletotrichum gloeosporioides f. sp. cepae (Penz.) Penz. &
Sacc. ............................................................................................................................ 13
8. DOENÇAS DE BATATA-RENO ............................................................................. 14
8.1. MILDIO ............................................................................................................... 15
9.MANCHA CONCÊNTRICA (ALTERNARIA SOLANI) ......................................... 16
9.1. MURCHA BACTERIANA ................................................................................. 16
9.1.2. Podridão Seca (Fusarium Spp) ......................................................................... 17
9.2.3. Doenças da cultura de Mandioca .................................................................. 18
10.Mosaico africano da mandioca (CMD) ..................................................................... 19
11. Mancha castanha....................................................................................................... 25
11.1. DOENÇAS DO TOMATEIRO ......................................................................... 28
11.1.2. VIRA-CABEÇA-Tospovirus ...................................................................... 28
12.Mosaico comum-tomatomosaicvirus ToMV ............................................................. 29
13. RISCA OU MOSAICO Y- Potato virus Y ............................................................... 31
14. Conclusão ................................................................................................................. 33
15. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ..................................................................... 34
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1.INTRODUÇÃO
As doenças de plantas são conhecidas há muito tempo, praticamente desde o início da
agricultura. Considera-se que, como ciência, seu início foi apenas no século XIX, em
1861 quando De Bary demonstrou que a causa da doença requeima da batata era um
fungo, Phytophthora infestantes.
1.1.Objectivos
1.1.1.Objectivos gerais
Compreender os diferentes tipos de doenças e métodos de controle de doenças nas
plantas.
1.1.1.1.Objectivos específicos
Destingir diferentes tipos de doenças e métodos de controlo de doenças nas
culturas: alface;alho e cebola, mandioca tomateiro e batata-rena.
Colectar as informações obtidas de método de controlo de doenças nas plantas.
1.1.2.1.2.Metodologias
O trabalho beneficia-se do método bibliográfico que cingiu-se na consulta de obras de
vários autores; tem uma estrutura de um trabalho científico onde a sua mancha gráfica
fazem parte os seguintes elementos: capa e folha de rosto: onde aparece a identificação
dos estudantes, o tema, o nome da cadeira e do docente, a finalidade do trabalho e o ano
em que este está sendo produzido. Introdução: o tema. No desenvolvimento, contem de
forma detalhada o que fez se menção na introdução como tema do trabalho. Na
conclusão: consta a percepção dos estudantes devendo responder os objectivos
apresentados na introdução e a bibliografia: parte onde aparece a descrição ou a
listagem dos autores que os estudantes usaram para a concretização do trabalho.
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2.Alface
A alface (Lactuca sativa L.) é uma das hortaliças mais presentes na mesa dos brasileiros,
sendo cultivada em todo o território nacional.
A cultura da alface está sujeita ao ataque de várias doenças e pragas, fazendo com que o
produtor normalmente necessite lançar mão do controle qurmico que, embora garanta
uma boa aparência do produto, pode acumular-se como resíduos nas folhas e
comprometer a saúde do consumidor. Cerca de 75 doenças transmissíveis, ou seja,
causadas por fatores bióticos como bactérias, fungos, nematóides e vírus, já foram
relatadas em alface no mundo. A maioria, no entanto, é de origem virótica, em grande
parte ainda não presente em Moçambique. (JESUS, et al., 2010; VIEIRA et al., 2006).
Deste modo, todo cuidado tomado nesta etapa da produção é valioso e compensador. já
que o uso de mudas sadias é o passo inicial para o sucesso da lavoura. Com vistas ao
controle preventivo de doenças da parte aérea, alguns desses cuidados são: o uso de
sementes de boa qualidade, produzidas por firmas idône· as; o emprego de telas à prova
de pulgões e tripes; a limpeza do local e eliminação de plantas daninhas; restrição de
entrada de circulação de visitantes. Além da vistoria constante das mudas.
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3.1.Medidas de controle
Utilizar sementes de boa Qualidade, adquiridas de firmas idôneas;
Realizar rotação de culturas por, pelo menos, dois anos;
Irrigar preferencialmente por gotejamento. que mantém as folhas secas;
Evitar O excesso de água e irrigar em horário Que permita a seca das folhas
antes de anoitecer. se a Irriga· ção for por aspersão;
Plantar com espaçamento que permita boa aeração entre as plantas;
Em cultivos protegidos, como em hidroponia, manter o ambiente bem ventilado;
Pulverizar preventivamente com fungicidas; registrados.
Eliminar os restos culturais (enterrar, queimar ou retirar da areal, principalmente
as folhas atacadas pela doença e que são retiradas durante atoalete;
Plantar variedades adaptadas, mais resistentes às doenças e menos sujeitas a
estresses ambientais.
3.1.2.Medidas de controle
Plantar samentes ou mudas de boa qualidade, adquiridas de firmas idôneas; Plantar
somente em terrenos bem drenados. principalmente quando o plantio é feito no perfodo
chuvoso; Planlar em espaçamento que permita boa aeração entre as plantas.
principalmente no verão; Pulverizar preventivamente com fungicidas, Irrigar somente o
necessário, evitando encharcamento do solo; Adubar corretamente, evitando
principalmente o excesso de nitrogênio; Plantar variedades adaptadas. menos sujeitas a
estresses ambientais; Fazer rotação por pelo menos um ano com culturas de familia
botânica diferente da família da alface IAsteraceae) ; Eliminar os restos culturais
lenterrar. queimar ou retirar da área!. principalmente as folhas baixeiras atacadas pela
doença e Que são retiradas durante a toa lete. (Bedendo, 1995).
4.1.Medidas de controle
Usar canteiros mais aftos quando o cultivo for em períodos chuvosos para evitar
encharcamel1to na base das plantas:
5.1. Etiologia
O sintoma de queima das folhas ou queima das pontas das folhas de cebola tem sido
atribuído aos fungos Botrytis squamosa e B. cinerea (Hancock & Lorbeer, 1963) e a
agentes abióticos, como deficiência hídrica, desequilíbrio nutricional e fitotoxidez por
ozônio. A doença, considerada em SC como queima-acinzentada (Boff, 1994a), é
causada pelo fungo Botrytis squamosa Walker, cuja fase teleomórfica é Botryotinia
squamosa Vien.-Bourgin (sin. Sclerotinia squamosa (Vien.-Bourgin) Dennis). (Morgan,
1971).
5.1.2.Sintomas
5.1.2. Etiologia
O míldio da cebola é causado pelo parasita obrigatório Peronospora destructor (Berk.)
Casp. ex Berk. (sin. Peronospora schleideni Unger; P. schleideniana W.G.Smith). O
gênero Peronospora pertence à família Peronosporaceae, ordem Peronosporales, classe
Oomicetos e subdivisão Mastigomicotina. O micélio é não septado, com 4 a 13µm de
diâmetro.
5.2.3. Sintomas
Peronospora destructor é um patógeno biotrófico e por isso se desenvolve somente no
tecido vivo, esporulando na parte aérea verde da cebola. A infecção nas folhas e haste
floral mostra, de início, sintomas com mancha grande, ovalada, de tonalidade verde-
12
clara no sentido longitudinal das folhas (Figura 9), com mofo violeta-acinzentado a
escuro facilmente observado nas primeiras horas da manhã.
6.1.2. Etiologia
A mancha-púrpura é causada pelo fungo Alternaria porri (Ellis) Cif. (sin.
Macrosporium porri Ellis), que pertence à família Dematiaceae, ordem Moniliales,
classe Hyphomycetes e subdivisão Deuteromycotina. A classificação taxonômica de A.
porri, segundo a ontogenia de conídio e conidióforo (sensu Minter et al., 1982), é do
grupo “Dictyoconidial Porosporae”, da classe Hyphomycetes, tendo conídios formados
enteroblasticamente, expulsos através de um poro, deixando proeminente cicatriz no
conidióforo ao serem liberados
6.1.3.Sintomas
O fungo A. porri ataca folhas, haste floral, inflorescência e bulbos. É um patógeno
típico de tecido maduro ou senescente e de folhas já infectadas por outros patógenos,
mas manifesta-se intensamente também em plantas adubadas com excesso de
nitrogênio. Nas folhas, os primeiros sintomas são de pequenas manchas esbranquiçadas
a amareladas e ovaladas (Figura 16), com centro levemente marrom, podendo
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Etiologia
Sintomas
O controlo da deonça
8. DOENÇAS DE BATATA-RENO
A batata reno (Solanum tuberosum L) é uma cultura importante para a alimentação e
serve como fonte de receitas para população moçambicana. Esta cultura é produzida em
nove províncias de Moçambique, com os distritos de Angónia e Tsangano, na província
de Tete, a contribuírem com cerca de 90% da produção nacional. A província do Niassa,
particularmente o planalto de Lichinga é segunda produtora, seguida da província de
Zambézia. Na província de Manica a produção é feita no distrito de Chimoio,
Sussedenga, Barué e Mossurize. Na província de Maputo, a produção é feita nos
distritos de Moamba, Namacha. Outras províncias que produzem batata incluem
Nampula (distrito de Malema), Inhambane, Gaza e Sofala (distrito de Gorongoza).
A nível Mundial, a batata é atacada por uma grande variedade de doenças causadas por
vírus e organismos similares, bactérias e fungos, que afectam desde as folhas, sistema
radicular até os tubérculos, provocando perdas na produção na ordem de 30%. Em
Moçambique, as principais doenças da batata-reno, são o míldio (Phytophthora
infestans), murcha bacteriana (Ralstonia solanacearum), a mancha concêntrica
(Alternaria solani) e podridão seca de tubérculos (Fusarium spp) e viroses.
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8.1. MILDIO
Agente causal - Phytophthora infestans (Mont.) de Bary, chama-se Late Blight em
Inglês.É uma das principais doenças da cultura de batata. A doença é muito importante
quando está frio (< 22 graus) com uma humidade muito alta.
Controlo
(1) Usar a semente sã; (2) Tratar com fungicidas de contacto (Mancozeb – Dithane M-
45, sistémicos (Methalaxyl - Ridomil) 3 g/l de água; (4) Usar as variedades tolerantes
(5) Remover todas plantas espontâneas das machambas.Escolher a melhor data de
sementreira;Remover os caules 2 semanas antes de colher e CONTROLO
INTEGRADO.
Controlo quimico
Controlo
Sintomas
O sintoma mais tipico dessa doença é o murchamento dos foliolos que, no inicio do
desenvolvimento da doença,ainda recuperam a turgecencia nas horas mais fracas do dia
.os sintomas podem aparecer em qualquer estagio de desenvolvimento da cultura,
inicialmente nas folhas auperior da planta, sendo comum ocorrer em apenas uma das
hastes . Plantas atacadas morrem rapidamente. Em condiçoes desfavoraveis a doença,
plantas infectadas podem ter desenvolvimento retardado, com ausencia dos sintomas
tipicos, que é conhecida como infecçao.
Esse tipo de bacteria é nativo de muitos solos virgens de Moçambique e pode ser
introduzida atraves da batata-semente. Sobrevive na rizosfera de hospedeiros silvestres
ou cultivados, pois é patogenica a mais de 200 especies de plantas distribuidas em mais
de 33 familias. A doença desenvolve-se em quase todos tipos de solo, normalmente em
reboleiras, especialmente nos mal drenados.
Controlo
Sintomas
Etiologia
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Controlo
Evitar plantar tubérculos de sementes com doenças. Evite cultivar batatas em solos
infestados com o patógeno da doença. Pratique a rotação das culturas. Remova e destrua
as plantas infectadas.
As plantas infectadas mostram vários sintomas, dependendo do tipo de vírus que infecta
a planta. Estes podem incluir rolamento de folhas, plantas anãs, deformação das folhas,
folhas erectas, mosaicos, rugosidade e amarelamento
Controlo
As doenças da mandioca
Doenças
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A mandioca é uma cultura que é atacada por várias doenças na zona tropical, em
Moçambique as que causam enormes prejuízos são: mosaico africano da mandioca
(CMD), queima bacteriana mandioca (CBB), mancha castanha, listrado castanho ou
podridão radicular da mandioca (CBSD) e podridão mole (Cuambe et al., 2010; Segeren
et al., 1994).
Estudo feito por Langa (2003) no campo de Nhacoongo e Umbelúzi mostrou que o
índice médio ataque do mosaico africano não diferiu em todos genótipos avaliados para
os dois campos de ensaio. Tendo se classificado de dano ligeiro, embora que houve um
genótipo que apresentoudano médio. Razão (2005) no campo de Umbelúzi identificou
que das 8 famílias avaliadas 46% das plantas apresentaram sem sintoma de ataque. Dos
que apresentaram sintoma de ataque, 17% tiveram dano ligeiro e 28% dano sério.
Chicuele (2005) no campo de Umbelúzi identificou que não houve diferença entre os 17
clones avaliados para nível de incidência. Dos quais 12 apresentaram sem sintoma de
ataque da doença e 5 apresentaram incidência baixa. Dos que apresentaram incidência
da doença, um único clone é que apresentou dano médio e os restantes 4 apresentaram
dano ligeiro.
Estudo feito por Chitiche (2008) no campo da Estação Agrária de Umbelúzi sobre
avaliação e selecção de plântulas mandioca para ambientes de alta pressão de mosaico e
baixa altitude usando 36 famílias de sementes de mandioca de origem diversa mostrou
que 10 famílias tiveram nível de incidência elevado (40 a 80%) e as restantes
apresentam sem sintoma de ataque e baixo nível de incidência.
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A avaliação feita pela Solemanegy (2013) identificou que houve diferença entre os
genótipos no nível de incidência de mosaico africano. Os genótipos R.macia, Clone3,
Mz04045, Creminha, Umbeluzi6 e Clone4 não apresentaram nenhuma incidência, e os
restantes genótipos apresentaram incidência baixa a alto. Dos genótipos que
apresentaram incidência da doença como Manguiza 2 (local), Mz04045, Mistura1
(creminha), Chinhembwe e Clone1 tiveram dano zero. Os genótipos Umbeluzi 2 e
Mz0430920 tiveram dano ligeiro embora não terem diferido dos genótipos que tiveram
dano zero.
Etiologia
De acordo com Ogbe et al. (1997), o vírus do mosaico africano da mandioca (ACMV) é
um dos três vírus similares da família Geminiviridae, género de begomovírus que
podem causar a doença do mosaico de mandioca (CMD). A estirpe do tipo ACMV foi
isolada de plantas infectadas pelo mosaico da mandioca no oeste do Quénia, e conclui-
se que actualmente, é o vírus que geralmente causa a doença do Mosaico Africano da
Mandioca no mesmo país, na África central, ocidental e Moçambique.
Sintomatologia
Os sintomas variam de folha em folha, planta para planta, mesmo da mesma variedade
e estirpe do vírus no mesmo local. Variação de sintomas pode ser devido a diferenças
nas estirpes de vírus, a sensibilidade do genótipo, idade da planta, e de factores
ambientais, tais como a fertilidade do solo, a disponibilidade de humidade do solo,
radiação, particularmente da temperatura. Algumas folhas situadas entre as afectadas
podem parecer normais e dar a aparência de recuperação, este comportamento é
influenciado pela temperatura e resistência da planta hospedeira. No entanto, os
sintomas podem reaparecer nas plantas recuperadas quando as condições ambientais
favorecem novamente expressão dos sintomas (Gibson e Otim-Nape, 1997)..
Métodos de Controlo
Segundo ITTA (1990), as perdas de rendimento causado por esta doença variam de 20 a
100%, dependendo do genótipo, da intensidade de ataque, e das condições ambientais.
De acordo com Ezelio (1977), na Nigéria 1973, um ano após o primeiro relato dessa
doença na cultura da mandioca, as perdas de produção estimadas foram de 75%, e
apresentaram o nível de incidência que varia de baixo a alto, e índice médio de ataque
que varia de dano zero a médio.
A Solemanegy (2013) identificou que todos genótipos não apresentaram diferença entre
si para nível de incidência. Houve diferença no índice médio de ataque entre os
genótipos, mas todos encontrara-se com dano ligeiro.
Etiologia
A queima bacteriana é uma doença causada por uma bactéria da espécie é Xanthomonas
campestris pv. Manihotis que actualmente é muito conhecida por Xanthomonas
axonopodis pv. Manihotis. Essa bactéria é de Gram-negativa com forma de bacilos,
tamanho de 1.3 x 0.4 µm, e monótrica com flagelo localizado na posição polar. Em
colónias individuais de isolado riscado em placas de nutriente agar purificado tornam-se
visíveis após 24 horas de incubação a temperatura de 28 ° C. Após 48 horas, as colónias
medem cerca de 1 mm de diâmetro, com uma coloração cinza-esbranquiçado a creme,
levantadas, convexa, lisa, brilhante, bordas inteiras e consistência viscosa. As colónias
em meio de tetrazólio são de 8 mm de diâmetro após 6 dias e são redondos, lisos com
centros vermelhos brilhantes e uma borda estreita, assemelhando-se a colónia de
Pseudomonas solanacearum (Maraite et al., 1982). De acordo com Maraite e Meyer
(1975), a Xanthomonas campestris pv. Manihotis tem crescimento mais rápido em agar
de dextrose de batata e ágar de triptona de soja do que em nutriente agar.
Sintomas
Métodos de Controlo
Segundo Lozano (1986), as perdas podem ser bastante reduzido por uma combinação de
medidas tomadas na perspectiva de IPM:
a) Controlo preventivo
Em áreas onde a queima bacteriana da mandioca ainda não ocorre, deve se ter muito
cuidado na introdução de germoplasma. O material propagação vegetativo deve ser
introduzida como cultura de meristema multiplicado no invitro e certificado se esta livre
de doença. Sementes botânicas devem ser originadas de áreas desfavoráveis para o
desenvolvimento da doença, e serem tratados termicamente.
d) Controlo biológico
Os prejuízos causados pela doença ainda não estão suficientemente quantificados, mas
há relatos que as perdas de rendimento podem atingir cerca de 20% em países da África,
particularmente em condições de alta humidade e monocultura intensiva (IITA, 1990).
Segundo Maduewesi (1975), uma vez que o fungo causa desfolhação, isso pode ser
grave e resultar em uma perda considerável de rendimento. Em folhas severamente
afectadas, a doença pode destruir cerca de 22% da área foliar.
Etiologia
Sintomas
Métodos de controlo
Segundo IITA (1990), a mancha castanha é uma doença que não requer medidas de
controlo porque ela se instala depois que a planta atingi a maturidade e tuberização, isto
é, essencialmente uma doença de plantas mais velhas e as perdas de rendimento são
pequenas. Portanto, segundo Teri et al., (1978), o controlo dessa doença pode se
efectuar usando três métodos a destacar: controlo cultural e métodos sanitários, a
resistência da planta hospedeira e controlo químico.
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c) Controlo químico
11.1.2. VIRA-CABEÇA-Tospovirus
Virus de genero tospovirus vem sendo considerados agentes causadores de uma das
doenças mais importante da cultura, acarretando enormes prejuizos economicos. A
gama de hopedeiros destes virus e extremamente ampla, incluindo importantes plantas
ornamentais, frutifeiras e hortaliças.
Sintomas- Os sintomas mais caracteristicos são uma clorose acentuada nas folhas
jovens, de cor bronzeada, seguida de uma paralisaçao no desenvolvimento da planta no
estagio mais avançado, as folhas apresentam-se destorcidas com areas necroticas no
limbo e peciolo, em que tendem a formar aneis concentricos.
Lesoes identicas pode ocorer naraque da inflorecencia e no caule.em pouco tempo, todo
o ponteiro pode necrosar e ,com frequecia, curvar se para um dos lados, sintomas que
empresta o nome adoença (Prancha 64.la).
Quando plantas joven são infectadas, os sintomas podem ser severos, podendo leva-la
amorte.
Frutos jovens formado apois a infeccao podem densevolver manchas anelais necroticas
ou mosqueiados.
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Etiologia
O agente causado do vira cabeça foi inicialmente identificado como (tomato spotted wilt
virus), tida como única especie representante do genero tospovirus da familia
bunwviridae.
Controlo
Varias práticas culturais quando entregrada pode minimizar as perdas devido a doença,
embora o seu controlo seja dificil.
Recomenda-sem na fase de pre-plantio, rotaçao com especie não suscetiveis com milho
e couve-flor, escolha do local apropriado evitando o plantio adijacente alavoura
suscetiveis ao patogeno, eliminaçao de hospedioeros alternativos do vectore.
Recomenda se na fase de densevoilvimento da cultura , plantio de tomateiro fora da
epoca quente e humida do ano, onde a insidencia do vector e maior, plantio, quando
possivel, em area de maior altitude, o uso de mudas livres de virus, aplicaçao regular de
inseticida granulados e sistematicos complementares( os inseticidas não controlas e
previne epedemias).
Sintomas
Os sintomas varias em funçao das estirpes do irus das condiçoes ambientais, podendo
ocorer em qualquer idade da planta.
Plantas infectadas têm portes reduzidos e vazos descoloridos. Nos frutos , aparece
manchas amareladas e, no mesocarpo manchas necroticas. Dependendo das variante,
pode ocorer maturaçao regular (isoorizaçao do fruto e sintomas mais evidente de
mosaico.
Etiologia
O ToMV pertece ao genero Tobamovirus, que apresenta como especie tipica o viru do
mosico do fungo (TMV). Apresentam particulas na forma de bastonetes rigidos,
medindo 300nm de comprimento por 18 nm de diametro.
São comuns relatos de infecçoes simultanea de TMV e ToMV, pois esses diferem muito
poucos quanto as reaçoes em hospedeiro e em teste de sorologia e proteçao crusada.
(prancha64.2). Varias estirpes de ToMV ocorrem em culturas suscetives de tomateiro.
Esta variabildade e de importancia para os programa de melhoramento visando a
resistencia ao ToMV.
O ToMV tambem pode sobreviver em restos de folhas e raizes por um periodo variavel
de tempo, dependendo das condicoes do solo. Em solos secos, pode permanecer
infectivo por um periodo de 2 anos, mas em solos umidos perde a infectividade em
poucos meses. Em restos de raizes o virus pode persistir por um longo periodo de
tempo. Pode viver em solos cultivados por 22 meses, a uma profundidade de 120 cm, e
por mais de 2 anos, quando deixado em solos cobertos com plastico preto ou com uma
camada de composto claro.
Controle
Sintomas
que a planta se encontra quando infectada. Nos frutos nenhum sintoma é conhecido .
Quando o mosaico Y e o mosaico comum (ToMV) Ocorrem concomitatemente, o
quadro sintotomatologico torna-se mais severo do que os produzidos por cada virose
isoladamente.
14. Conclusão
No fim deste trabalho o grupo concluimos que O controle alternativo de doenças de
plantas inclui o controlo biológico, a indução de resistência em plantas e o uso de
produtos naturais com actividade antimicrobiana e/ou indutora de resistência (Schwan-
Estrada et al., 2003).