Procedimento: - Públic A
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N-2473 10 / 2021
Procedimento
Cópias dos registros das “não-conformidades” com esta Norma, que possam
contribuir para o seu aprimoramento, devem ser enviadas para a
SC - 27 CONTEC - Subcomissão Autora.
Ensaios Não Destrutivos As propostas para revisão desta Norma devem ser enviadas à CONTEC -
Subcomissão Autora, indicando a sua identificação alfanumérica e revisão, a
seção, subseção e enumeração a ser revisada, a proposta de redação e a
justificativa técnico-econômica. As propostas são apreciadas durante os
trabalhos para alteração desta Norma.
Apresentação
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1 Escopo
1.1 Esta Norma fixa as condições exigíveis na realização do ensaio não destrutivo por meio da
técnica de termografia.
1.2 Esta Norma se aplica a inspeção de sistemas eletromecânicos, elétricos ou mecânicos através
da termografia, com obtenção de termogramas e registro de temperaturas.
1.3 O ensaio não destrutivo, objeto desta Norma, se aplica a partir da data de sua emissão.
2 Referências Normativas
ABNT NBR 15572:2013 - Ensaios Não Destrutivos - Termografia - Guia para Inspeção de
Equipamentos Elétricos e Mecânicos;
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3 Termos e Definições
Para os efeitos deste documento aplicam-se a PETROBRAS N-2830, a ABNT NBR 15424:2016 e o
VIM:2012 e os seguintes termos e definições.
3.1
adição
inserção de um novo parágrafo ou de um texto em parágrafo
3.2
assistente autorizado
profissional capacitado segundo a NR-10 e autorizado pelo usuário final para realizar as tarefas
exigidas pelo termografista e que possui conhecimento sobre a operação e história do equipamento
a ser inspecionado e sobre as práticas de segurança e regras do usuário final
3.3
modificação
substituição de todo um parágrafo ou modificação de parte dele
3.4
supressão
exclusão do parágrafo ou parte dele
3.5
norma base
normas de projeto, fabricação, construção e montagem relativas ao equipamento inspecionado e
normas complementares citadas por estas
3.6
MIFOV - Measuring Instantaneous Field of View - (IFOVmeas)
resolução de medida de uma câmera de termografia. Tipicamente igual à resolução espacial (MIFOV)
da câmera multiplicada por um fator entre 2 e 5 (sendo 3 o valor mais comum)
4 Condições Gerais
4.1 A verificação das câmeras de termografia tem como norma base a ABNT NBR 16969:2021,
exceto quanto às modificações e supressões mencionadas na Seção 5, de condições específicas.
4.2 Para sistemas elétricos e mecânicos, o ensaio termográfico deve ser executado conforme
preconizado nas normas base ABNT NBR 15572:2013, NBR 15763:2009, e NBR 15866:2010, exceto
quanto às modificações, adições e supressões mencionadas na Seção 5, de condições específicas.
4.3 Quando uma norma base referenciada na Seção 2 não for citada na Seção 5, de condições
específicas, ela deve ser aplicada integralmente.
4.4 Para as normas base referenciadas na Seção 2, é necessária a adição dos 5.1 a 5.5 desta
Norma visando complementá-las.
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4.5 Valores de emissividade encontram-se disponíveis nos manuais das câmeras de termografia.
Caso da emissividade do material a ser inspecionado não conste no anexo ou na literatura, ou então
no caso de as temperaturas serem diferentes, a emissividade deve ser determinada
experimentalmente. Podem ser usados indicadores com emissividade conhecida nos pontos de
inspeção. Recomenda-se o uso da norma ABNT NBR 16969:2021 para auxiliar.
4.6 Para a determinação dos valores de temperatura aparente refletida e transmissividade do meio,
recomenda-se o uso da norma ABNT NBR 16969:2021.
5.1.3.1 Para a calibração da câmera, o usuário deve encaminhar o equipamento para laboratórios
reconhecidos e/ou acreditados conforme a ABNT NBR ISO/IEC 17025:2017, segundo uma
periodicidade preestabelecida de acordo com a frequência de uso da câmera e das condições de
trabalho;
5.1.3.2 Se o laboratório não for uma instituição reconhecida e/ou acreditada conforme a
ABNT NBR ISO/IEC 17025:2017, o usuário deve verificar o procedimento de calibração do laboratório
para avaliar sua confiabilidade e a rastreabilidade dos padrões utilizados;
5.2.1 Itens 5.2, 9.2.1, 9.2.2, 9.3.7, 9.3.13, 9.4.2, 9.4.3 - Modificar
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— execução do ensaio por inspetor que possua curso específico na área elétrica,
reconhecido pelo Ministério da Educação e Cultura;
— execução do ensaio por inspetor treinado na técnica de termografia, cuja qualificação
seja comprovável e tenha duração mínima de 32 h sob supervisão de profissional
termografista com reconhecida experiência;
— termografista com experiência mínima de 3 anos na técnica aplicada a equipamentos
elétricos e/ou mecânicos;
— termografista com curso de NR-10, de acordo com o tipo de inspeção a ser realizada;
— apresentação de procedimento que atenda às condições específicas do trabalho a ser
executado e em conformidade com as exigências da PETROBRAS.
A fiscalização do contrato da Petrobras deve ser amparada por um técnico ou engenheiro com
conhecimento em ensaio por termografia, com competência para assistir na elaboração do contrato e
realizar análise crítica do ensaio.
— trena eletrônica digital com mira laser, para inspeções a longa distância;
— conjunto de ferramentas para abertura de equipamentos, quando necessário;
NOTA É interessante realizar um cadastro com o tipo de ferramenta a ser utilizada para abertura
de cada painel/equipamento, pois cada subestação possui um tipo de fechamento;
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5.2.5.1 Se a inspeção for executada por mão-de-obra própria, o assistente autorizado poderá ser o
termografista, a critério da empresa. Isto, porém, não isenta o cumprimento do requisito do item
10.7.3 da NR-10, no qual, no mínimo, duas pessoas são exigidas para a realização do ensaio.
5.2.5.2 É interessante que o termografista possua uma referência de temperatura (corpo negro ou
alguma outra referência com temperatura e emissividade conhecidas) para possibilitar a verificação
inicial da câmera de termografia dentro das faixas de temperaturas mais utilizadas no seu trabalho.
5.2.6.1 Habilitar o período do obturador (“shutter period”) para curto quando registrando valores de
temperatura e para médio quando apenas visualizando a cena de inspeção. No caso de termovisores
que não disponham desta função, efetuar as correções de não uniformidade (“Non Uniformity
Correction” - NUC) manualmente a cada 30 minutos de operação quando medindo temperatura.
5.2.6.3 Compensar a presença de ótica externa (janela infravermelha) com registro de sua
transmitância espectral ao infravermelho e temperatura ou, para câmeras que não disponham deste
recurso, registrar como emissividade do alvo o produto da emissividade do componente pela
transmitância da ótica. Quando este parâmetro não for seguramente informado pelo fornecedor do
produto, deve ser obtido pelo termografista através de testes com corpos de prova de temperatura e
emissividade conhecidas, e de preferência, na faixa de temperaturas esperada para os equipamentos
a serem inspecionados.
NOTA É importante que a transmitância espectral da ótica seja conhecida e seu valor seja
confiável em relação à câmera infravermelha utilizada.
Recomenda-se, quando possível, que a termografia seja realizada com a carga acima de 50 %.
Quando da inspeção em componentes de um equipamento operando com corrente elétrica abaixo de
50 % do valor nominal, a tendência de temperatura deve ser acompanhada ou realizada com uma
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menor periodicidade. Para os casos em que não se detecte anomalias, deve ser registrado que a
termografia foi feita com carga baixa (inferior a 50 %).
Quando a inspeção não puder ser realizada na sua totalidade, isto deve ser registrado em relatório
informando as causas.
5.2.7 Item 9.5 - Práticas recomendadas para identificação, avaliação e gestão das anomalias
térmicas - Adicionar
5.2.8.1 As atividades desse item se aplicam aos serviços de inspeção termográfica realizados em
zonas controladas e zona de risco (conforme NR-10). Caso seja estritamente necessária a extração
de gavetas ou disjuntores, bem como a abertura de tampas aparafusadas, deve ser efetuado
delineamento específico para a atividade. Na fase de planejamento dos trabalhos deve se avaliar a
necessidade de rádios de comunicação e outros recursos adicionais para o trabalho.
5.2.8.2 Para atividades em sistemas elétricos os EPIs devem ser estabelecidos no planejamento e
análise de risco do trabalho, ou no procedimento da unidade, conforme os requisitos descritos na
PETROBRAS N-2830 e indicação abaixo:
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5.3 Modificações, Adições e Supressões na ABNT NBR 15763:2009 - Item 5 - Parâmetros dos
Critérios da Aplicação da Termografia em Sistemas Elétricos - Modificar
No Item 5.2 da ABNT NBR 15763:2009 o intervalo recomendado entre as inspeções termográficas é
de seis meses para os sistemas elétricos citados no item 5.1 da ABNT NBR 15763:2009, não
devendo, na impossibilidade de se cumprir esse período, ser superior a 12 meses.
5.4 Modificações, Adições e Supressões na ABNT NBR 15866:2010 - Item 8.2 Avaliação
Quantitativa - Adicionar
T max T max Ta
Onde:
ΔTmax é a elevação máxima de temperatura admissível;
Tmax é a temperatura máxima admissível para o componente;
Ta é a temperatura ambiente.
NOTA A Tmax é normalmente especificada pelo fabricante do componente a partir da qual tem
início o processo de degradação do material. O anexo A da ABNT NBR 15866:2010 provê
alguma informação a respeito.
TC
FET
T max
Fator de Elevação de
Classificação térmica Providência
Temperatura (FET)
0,9 ou mais Severamente aquecido Manutenção imediata
0,6 a 0,9 Muito aquecido Manutenção programada
0,3 a 0,6 Aquecido Em observação
Até 0,3 Normal Normal
Onde:
— condição normal: pontos que apresentam níveis normais de temperatura após correção
do aquecimento a 100 % da carga;
— condição aquecido: pontos cujo aquecimento corrigido não é conclusivo no que se refere
ao estado do componente, sendo recomendável manter o componente em observação
até a próxima inspeção;
— condição muito aquecido: pontos nos quais o aquecimento corrigido indica estarem em
vias de apresentar defeito, mas cuja evolução ainda permite a programação de
manutenção;
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NOTA Assim como expresso no item 10 da ABNT NBR 15866:2010, a unidade pode elaborar uma
matriz de risco adequada às suas necessidades. A simples tomada de decisão com base na
Tabela 3 pode se transformar em uma medida muito conservadora. O cálculo do FET
também está sujeito a erros de medição que interferem na confiança da classificação da
falha.
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Para o cálculo da distância máxima na qual um objeto de tamanho D pode ter sua temperatura
medida a equação seguinte pode ser utilizada:
D[m ]
Distmáx [m] =
MIFOV [mrad ] x10 3
onde:
- Distmáx é a distância máxima na qual um objeto de tamanho D pode ter sua temperatura
registrada com exatidão;
- D é o tamanho do objeto sob inspeção.
- Exemplo 1 - Qual seria a distância máxima na qual uma câmera de termografia com IFOV igual a
1,3mrad detectaria um objeto de 0,05 x 0,05 m?
O valor do MIFOV seria igual a 1,3 mrad x 3, ou seja, aproximadamente 3,9 mrad. Para um objeto de
0,05 x 0,05 m a distância máxima seria:
- Exemplo 2 - Situação para o Cálculo de uma Lente: um termografista de 1,70 m de altura encontra-
se a 2 m da base de uma torre de 40 m de altura. Qual a lente adequada para inspecionar uma
conexão de grampo com 0,08 x 0,08 m?
Considerando que o IFOV é aproximadamente 3 vezes menor que o MIFOV, e para uma câmera de
320 x 240 pixels, segue que:
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Velocidade do
Até 1 > 1 até 2 > 2 até 3 > 3 até 4 > 4 até 5 > 5 até 6
vento
[3,6] [7,2] [10,8] [14,4] [18] [21,6]
(m/s [km/h])
FCVV 1,00 1,37 1,64 1,86 2,06 2,23
NOTA 1 A velocidade do vento nas condições de ensaio deve ser conhecida.
NOTA 2 O FCVV é válido para velocidades do vento iguais ou inferiores a 6 m/s ou
aproximadamente 20 km/h.
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In
FCC
Im
Onde:
In é a carga nominal [A];
Im é a carga medida [A].
NOTA Os valores do FCC são válidos para cargas iguais ou superiores a 50 % da carga nominal.
Carga % 100 95 90 85 80 75 70 65 60 55 50
FCC 1,00 1,11 1,23 1,38 1,56 1,77 2,00 2,37 2,78 3,30 4,00
B2.2 O uso de fatores de correção de carga menos conservativos ou adoção de um fator de correção
unitário (FCC = 1 para quaisquer casos) pode ser uma prática seguida pela Unidade desde que sob a
devida justificativa técnica e mantendo-se sua adoção constante para efetiva análise de histórico de
medições.
TFC TC Ta
Onde:
ΔTC é a elevação de temperatura corrigida calculada para carga nominal (100 %);
Ta é a temperatura ambiente.
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Sendo:
TC (Tm - Ta) x FCC x FCVV
Onde:
Tm é a temperatura medida.
NOTA Para efeito deste cálculo, a carga nas condições de ensaio deve ser conhecida e para
cargas medidas superiores à normal não deve ser usado o FCC.
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